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PIB Agro CEPEA-USP/CNA

Calculado pelo Cepea, com o apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

PIB do Agronegócio - Dados de 1994 a 2011

  • Taxas mensais de crescimento, Valores do PIB Agro (por segmento) e sua participação no PIB do Brasil (agregado e por segmento, entre 1994 e 2011).


    Análise de Janeiro/2012


    Comentários sobre Janeiro de 2012:
    O agronegócio brasileiro começa 2012 em baixa: taxa de -0,11%. Esse resultado contrasta com o cenário observado no início do ano passado, quando a significativa alta nos preços recebidos e na produção marcava o setor.

    No segmento primário, o desaquecimento da demanda e o cenário de incertezas deste início de ano seguiram pesando sobre o desempenho das atividades ao longo de janeiro. Na agricultura, a queda no preço médio anual chegou a 3,63%. Em volume, a estiagem na região Sul e no sudoeste de Mato Grosso do Sul, que afetou principalmente as lavouras de milho e soja, também dificultaram a renda dos produtores. Segundo dados da Conab, a estimativa para a safra nacional de grãos na temporada 2011/2012 é de 157,81 milhões de toneladas, redução de 3,1% (ou de cerca de 5 milhões de toneladas) em relação à safra passada. Na pecuária, o desempenho do segmento primário foi modesto, mas positivo (+0,32%). Vale ressaltar que, neste primeiro relatório, não estão inclusas informações sobre a produção de aves, suínos e ovos, dado a falta de estatísticas até o fechamento deste relatório.

    Do lado da agroindústria, o cenário negativo iniciado no segundo semestre de 2011 não deu sinais de trégua. Das 13 indústrias analisadas, apenas quatro tiveram crescimento em janeiro, com destaque para a indústria do café que no mês cresceu 1,95%. As indústrias de açúcar e etanol registraram queda relacionada aos baixos preços, uma vez que, em volume, a falta de estimativas oficiais impediu a inclusão de números sobre a produção. Na indústria de abate, a baixa demanda neste início de ano refletiu em queda tanto em preços quanto em volume.

    O fator preocupante é a alta dos insumos, segmento que mais cresceu em janeiro. Mesmo desacelerando em relação a dezembro, os preços dos fertilizantes e também das rações ainda se mantiveram elevados. A preocupação principal é que estes níveis comprimam a renda dos produtores, podendo desestimulá-los a empregar pacotes tecnológicos mais modernos, comprometendo, com isso, a produção de alimentos nas próximas safras.
    (Cepea)

    Nota: As taxas mensais podem ser alteradas devido aos ajustes de volume feitos pelo IBGE (uma das fontes de dados para o cálculo deste PIB) em meses subseqüentes. Em alguns casos, o ajuste ocorre no mês seguinte, mas, noutros, até três meses depois.

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