agromensal – ESALQ/BM&F
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Informações de Mercado
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Mês de referência: MARÇO/2008
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1.
Paridade de importação
2.
Diferenciais de preços entre Campinas e praças
III - Gráficos
1.
Evolução dos preços nos últimos três anos (Campinas)
2. Evolução dos preços nos mercados físico
(Campinas) e futuro (BM&F)
ANÁLISE CEPEA – O movimento de alta dos preços do milho no início de março
não se sustentou, com as cotações recuando a partir da segunda quinzena do mês.
O clima mais seco na maioria das regiões produtoras contribuiu para o avanço da
colheita. A demanda não mostrou reação, e produtores começam a sinalizar maior
interesse em negociar.
No início do mês, as altas refletiam o plantio
tardio em 2007 e, consequentemente, o atraso da colheita em 2008. As chuvas em
fevereiro reforçaram o retardamento da colheita de milho. Os baixos estoques
também sustentavam os preços internos. Além disso, as elevadas cotações da soja
e do trigo contribuíam para não dar espaço para quedas nas cotações do milho,
que conduziriam ao menor interesse em expandir as áreas com este grão.
De modo geral, o mercado seguiu lento. Do lado
comprador, grandes indústrias seguiram recebendo contratos antecipados,
efetivados ainda em 2007. Depois da forte reação dos preços no último trimestre
de 2007, indústrias que consomem grandes quantidades de milho optaram garantir
o fornecimento do produto neste período do ano via contratos. Isso deixou o
mercado mais calmo, comportamento atípico se comparado aos anos anteriores.
No acumulado do mês, o Indicador ESALQ/BM&F do
milho (região de Campinas – SP) recuou 8,3%. A média mensal foi de R$ 27,19/sc
de 60 kg, 2,2% inferior à do mês anterior, mas 34,6% maior que a de março de
2007.
Entre as regiões pesquisadas pelo Cepea, houve queda
acumulada de 4% nos mercados de balcão (ao produtor) e de lotes (negociação
entre empresas). A média mensal teve queda de 0,8% no valor pago ao produtor e
de 1,2% no mercado disponível, comparativamente a fevereiro. Em relação a março
de 2007, houve aumentos de 31,8% e 32,7%, respectivamente.
Na BM&F, o contrato Maio/08 de milho subiu 1,6% em
março, com média mensal de R$ 23,26/sc. Para os vencimentos posteriores, a
média mensal do contrato Jul/08 foi de R$ 24,38/sc, Set/08, de R$ 24,97,
Nov/08, de R$ 26,11/sc e Jan/09, de R$ 27,19/sc. Observa-se, então, que a média
mensal do físico (R$ 27,19/sc) superou os vencimentos na BM&F. Isso mostra
que agentes têm a expectativa de queda nos preços até maio, se aproximando dos
R$ 23,00/sc. Tal movimento baixista, contudo, dependerá do desenvolvimento
vegetativo das lavouras de milho safrinha e da produtividade agrícola. Se este
for prejudicado, ao invés de os preços no físico caírem, as cotações do
futuro é que têm a possibilidade de subirem.
Já as cotações internacionais subiram em março, com a
volta de fundos e grupos de investimentos ao mercado de commodities agrícolas.
Altas das cotações de soja e de trigo, com a qual o milho disputa área, também
deram sustentação aos valores do grão. Na Bolsa de Chicago (CBOT), a alta foi
de 3,9% no acumulado de março, com média mensal de US$ 233,55/t, 8,32% superior
à de fevereiro.
Dados divulgados pela Conab no dia 6 de março
apontaram recordes de produção de milho nas safras de verão e de inverno
2007/08. Além do aumento de área, os ganhos de produtividade devem sustentar o
maior volume produzido.
Para a safra de verão, a Conab estimou uma produção
nacional de 38,02 milhões de toneladas, aumento de 3,9% em relação à safra
anterior – a área deve ser 1,5% maior e a produtividade, 2,4%. Mesmo assim,
vale destacar que as produtividades no Paraná e no Rio Grande do Sul devem ser
menores que as da safra anterior. No Rio Grande do Sul, a queda deve ser de
7,4%, resultando numa produção 5,8% inferior, devido a problemas climáticos.
As estimativas de área plantada, produtividade e
produção do milho safrinha chamaram atenção. Segundo a Conab, a área plantada no
Brasil deverá crescer 7,3%, para 4,9 milhões de hectares, incentivada pelos
elevados patamares de preços. Quanto à produtividade, estima-se aumento de
8,8%, para 3.524 kg/ha, e a produção, para 17,3 milhões de hectares.
Os dois principais estados produtores de milho
safrinha, Mato Grosso e Paraná, devem ser os maiores responsáveis pelo
acréscimo de produção. A área plantada nesses dois estados deve aumentar 11,2%
e 10,2%, respectivamente. A produtividade deverá ser recorde para o período
(3,9 toneladas), contribuindo para aumentos de produção de 22,4% em Mato Grosso
e de 25,5% no Paraná.
Somando a produção de verão e de safrinha, a oferta
total de milho no País deverá ser recorde, alcançando 55,3 milhões de
toneladas, com acréscimo de 7,6% sobre o período anterior. A área plantada
deverá ser em torno de 14,5 milhões de hectares e a produtividade média, de
3.804 kg/ha.
Em relação às exportações para 2008, a Conab aumentou
a estimativa de embarques de milho para 10,4 milhões de toneladas, próxima das
10,9 milhões registradas em 2007. Nos dois primeiros meses de 2008, as vendas
externas somaram 710,5 mil toneladas, 12,7% inferior ao volume embarcado no
mesmo período de 2007 (814,1 mil toneladas). Em fevereiro, os principais
compradores de milho do Brasil foram Países Baixos, Portugal e Alemanha.
Para os Estados Unidos, dados da Fapri (Food and
Agricultural Policy Research Institute – sigla em inglês), divulgados no início
de março sobre oferta e demanda mundial e evolução até a safra 2017/18,
apontaram ligeiros decréscimos de área e produção do milho naquele país na
safra 2008/09. A área deverá reduzir 2,8%, para 34 milhões de hectares, e a
produção, 1,3%, para 328 milhões de toneladas. Já a produtividade deverá
continuar em elevação.
Em termos mundiais, área e produção deverão continuar
em crescimento, favorecendo, inclusive, aumentos dos estoques de passagem,
mesmo com a elevação do consumo, que deverá passar de 895,6 milhões de
toneladas na safra 2017/18, segundo a Fapri.
Análise
sobre o mercado de milho elaborada pelo Cepea.
Equipe:
Prof. Lucilio R. Alves, Ana Amélia Zinsly, Flávia E. Gutierrez, Renata Maggian,
Matheus Rizato e Tamires Vitio.
Contato: cepea@esalq.usp.br
MILHO
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Porto de Entrada |
Preço CIF desembarcado em
Paranaguá (R$/saca 60kg) |
Preço CIF desembarcado em
Paranaguá (US$/saca 60kg) |
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Paranaguá |
26,50 |
15,51 |
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Fonte: Cepea/Esalq |
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Obs: Origem
do milho: portos argentinos |
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2. Diferenciais de preços
entre Campinas e praças
MILHO
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Indicador do Milho ESALQ/BM&F - média mensal
R$ 27,19/sc ou US$ 15,92/sc de 60kg
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Diferenciais |
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|
R$ |
US$ |
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|
Passo Fundo – RS |
1,91 |
1,12 |
|
Ijuí
– RS |
1,70 |
1,00 |
|
Rio
Verde – GO |
4,20 |
2,46 |
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Chapecó
– SC |
1,79 |
1,05 |
|
Ponta
Grossa – PR |
4,65 |
2,72 |
|
Norte
Paraná |
4,99 |
2,92 |
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Cascavel
– PR |
4,76 |
2,78 |
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Fonte: Cepea/Esalq Nota: Diferencial = Indicador – Região (mercado de lotes) |
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