agromensal – ESALQ/BM&F
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Informações de Mercado
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Mês de referência: MARÇO/2008
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1.
Diferenciais de preços
2.
Estimativa do valor das alternativas de comercialização de farelo e óleo, em
equivalente soja em grão, posto indústria
3.
Prêmios – Produtos do complexo agroindustrial da soja
4.
Preços FOB para farelo, grão e óleo (primeiro embarque)
SOJA / ÓLEO / FARELO
1. Evolução de preços nos últimos três anos
ANÁLISE CEPEA – Em março, os preços soja caíram fortemente. No mercado
externo, houve impacto da crise imobiliária americana, que refletiu na saída de
fundos e de grupos de investimento das commodities agrícolas. No Brasil, o
avanço da safra e a primeira estimativa da temporada 2008/09 divulgada pelo
USDA no final de março, que sinalizou aumento da previsão de área a ser
plantada nos Estados Unidos, foram os principais fatores de baixa.
No acumulado do mês, o primeiro vencimento da bolsa
de Chicago (CBOT) teve queda de 21,3%, passando de mais de US$ 15,00/bushel no
início de março para abaixo dos US$ 12,00/bushel no último dia do mês. As
cotações dos derivados também caíram no mês. O primeiro vencimento do farelo de
soja acumulou queda de 14,2%. Para o óleo, o decréscimo foi de 24,5%.
No Brasil, o Indicador ESALQ/BM&F para o produto
posto porto de Paranaguá registrou queda de 14% durante o mês. O Indicador
CEPEA/ESALQ, referente à média de cinco regiões do estado do Paraná, também
desvalorizou, 12,7%. Entre as regiões pesquisadas pelo Cepea em todo o País,
houve redução média de 10,3% no mercado de balcão (ao produtor) e de 11,8% no
de lotes (negociações entre empresas).
Estimar o limite de baixa para as commodities
agrícolas foi o grande desafio de agentes do mercado no correr de março. Desde
meados de 2007, quando foi dado um maior impulso às cotações externas, já se
sabia que parte das altas vinha da maior presença de fundos e grupos de
investimentos, como já havia sido observado em 2004, apesar de, naquela época,
ter sido em menor intensidade. Ao mesmo tempo, havia expectativa de que em
algum momento essa tendência poderia ser revertida, caso os fundos saíssem
destes mercados. E parece ser esta a situação atual. Agora, fundos e grupos de
investimentos apontam preferência por metais (alumínio, cobre, zinco, níquel e
ouro) e energia.
A desvalorização dos mercados asiáticos de óleo
vegetal também influenciou negativamente as cotações em março. Tais quedas
ocorreram pela volatilidade das bolsas mundiais e também porque a China decidiu
usar seus estoques estratégicos de óleo de soja para controlar a inflação.
Os rumores de que alguns fundos teriam sido
forçados a liquidar posições para evitar a exposição ao risco de crédito também
reforçaram as quedas. O fato é que fundos e grupos de investimentos sinalizaram
dificuldades de honrar compromissos financeiros e precisaram de recursos para
cobrir déficits com títulos imobiliários. Fundos e grupos de investimentos
apresentam falta de recursos inclusive para depositar como margens de garantias
nas bolsas e, com isso, se viram obrigados a liquidar parte de seus ativos para
não ficarem inadimplentes.
Vale ressaltar, porém, que os fatores técnicos do
setor de soja permanecem altistas (relação de oferta e demanda mundiais muito
justa), o que garantiu novo fôlego às cotações internacionais no final do mês.
Mesmo com a previsão apontada pelo USDA de aumento da
área de soja a ser plantada nos Estados Unidos, os estoques finais são baixos,
o que dá suporte às cotações. Além disso, a restrição dos embarques do produto
da Argentina – o governo daquele país optou por aumentar a alíquota de
exportação de soja grão de 35% para 44% – pode favorecer as vendas de
importantes países exportadores como Brasil e Estados Unidos.
Apesar de a Argentina embarcar principalmente farelo e óleo, esse fato faz deslocar a demanda da Argentina para outros fornecedores de soja e derivados. Assim, Brasil e Estados Unidos podem se beneficiar, pois são os únicos países com excedente de oferta para atendimento de demanda adicional.
Análise sobre o mercado de soja elaborada pelo Cepea.
Equipe: Prof. Lucilio R. Alves, Ana Amélia Zinsly,
Flávia E. Gutierrez, Renata Maggian, Matheus Rizato e Tamires Vitio.
Contato: cepea@esalq.usp.br
1. Diferenciais de preços
(Indicador e praças)
SOJA
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Indicador de preços da
soja CEPEA/ESALQ - média mensal: R$ 45,83/sc ou US$ 26,85/sc
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Região/Praça
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Diferenciais (em valor) |
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R$ |
US$ |
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|
Passo Fundo – RS |
-0,441 |
-0,258 |
|
Ijuí – RS |
-0,050 |
-0,029 |
|
Sudoeste Paraná |
0,386 |
0,226 |
|
Oeste Paraná |
1,272 |
0,745 |
|
Norte Paraná |
1,053 |
0,616 |
|
Sorriso – MT |
9,650 |
5,649 |
|
Ponta Grossa – PR |
-0,418 |
-0,245 |
|
Paranaguá |
-2,238 |
-1,310 |
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Fonte:
Cepea/Esalq Nota: Diferencial = Indicador – Região; saca de 60kg |
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2. Estimativa do valor das alternativas de
comercialização de farelo e óleo, em equivalente soja em grão, posto indústria.
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Derivados (U$/t) |
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Óleo |
Farelo |
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Mercado interno |
Mercado externo |
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Mercado interno |
554,72 |
480,65 |
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|
Mercado externo |
543,23 |
469,16 |
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Fonte: Cepea/Esalq |
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Obs: Porto de referência:
Paranaguá Bolsa de referência: CBOT Região de referência: Oeste do Paraná Interprete-se: o maior valor indica a opção mais
atrativa de comercialização |
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3. Prêmios – Produtos do complexo agroindustrial da soja
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Soja |
Farelo |
Óleo |
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-62,79
(Abr/08) |
-18,22
(Abr/08) |
1,01
(Abr/08) |
|
-76,79
(Mai/08) |
-32,29
(Mai/08) |
0,06
(Mai/08) |
|
-72,36
(Jun/08) |
-41,74 (Jun/08) |
-0,38 (Jun/08) |
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Elaboração Cepea/Esalq |
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Obs: Porto de referência:
Paranaguá Bolsa de referência: CBOT Farelo: dólar por tonelada
curta Óleo: centavos de dólar por
libra-peso |
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4. Preços FOB para farelo, grão e óleo (primeiro
embarque)
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Soja (US$/ saca de 60 Kg) Para embarque em Abr/08 |
Farelo (US$/t curta) Para embarque em Abr/08 |
Óleo (US$/t) Para embarque em Abr/08 |
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28,36 |
359,61 |
1.343,47 |
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Fonte: Cepea/Esalq |
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Obs: Porto de Referência:
Paranaguá Bolsa de Referência: CBOT Prêmios sobre contratos
de Abr/08 para a soja em grão, farelo e óleo. |
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