PIB do Agronegócio Brasileiro

O Cepea calcula o PIB do Agronegócio com apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

 

                                                                                       


 

Dezembro/16

+0,11%

Jan-Dez/16

+4,48%

Relatório Completo

              
    
                                                                       

Comentários de Dezembro/16: 

 

De janeiro a dezembro de 2016, o PIB do agronegócio brasileiro acumulou crescimento de 4,48%. O ramo agrícola seguiu em alta, com elevação de 0,18% em dezembro, enquanto o pecuário recuou 0,04%, dados que resultaram em variação positiva de 0,11% no agronegócio no mês. A valorização real acumulada de preços, especialmente para os segmentos primários, contribuiu para a manutenção do desempenho positivo no acumulado do ano, uma vez que, em volume, o cenário seguiu em baixa para atividades importantes. 


No segmento de insumos, a indústria de rações se destacou com variações positivas, impulsionada principalmente pelos maiores preços, devido à elevação das cotações do milho e farelo de soja. Por outro lado, houve quedas para fertilizantes e combustíveis e lubrificantes, tanto em preço quanto em quantidade. 


No primário agrícola, destacam-se as fortes elevações reais de preços da mandioca, milho e feijão de 2015 para 2016. Quanto à produção, café e trigo apresentam as maiores elevações em volume no período. Para 2017, o segmento primário agrícola deve seguir em destaque, dadas as previsões de safra recorde para importantes culturas, como milho e soja, segundo a Conab. 


Para o segmento primário da pecuária, enquanto a avicultura seguiu positiva, a bovinocultura de corte pressionou o desempenho. Tal fato reflete, em certa medida, a substituição do consumo de proteínas mais caras pelas de menor valor. Já a atividade leiteira destacou-se pela elevação significativa do patamar de preços em 2016, motivada pela baixa oferta do produto.


A atividade industrial acumulou resultado positivo em 2016, puxada pelo maior faturamento anual da indústria de base agrícola, principalmente pelas atividades do setor sucroenergético, beneficiadas pelo alto patamar de preços do açúcar no mercado global.


Com relação ao ambiente macroeconômico brasileiro, a conjuntura de 2016 confirmou-se desfavorável, com recuo de 3,6% no PIB nacional, segundo o IBGE. Ao longo do ano, houve queda no nível de emprego, mas destaca-se a reversão da tendência inflacionária e desvalorização cambial. O ano de 2017 ainda segue no campo da incerteza, ainda que as projeções do mercado, até o momento, já deem sinais de recuperação.  De acordo com o relatório Focus do Banco Central (de 17 de março de 2017), prevê-se crescimento de 0,48% do PIB brasileiro em 2017, com IPCA abaixo do centro da meta de inflação e taxa de câmbio a um patamar próximo ao atual. Tais projeções indicam melhora nas expectativas do mercado, mas ainda é necessário fazer uma ressalva quanto à resiliência da crise político-institucional brasileira e à incerta eficácia das reformas apresentadas pelo governo até o momento, que, aliadas à elevação sistemática da taxa de desemprego e à queda de renda da população ainda não permitem a configuração de perspectivas mais otimistas.

Contato

pibcepea@usp.br

Equipe

Equipe

Coordenador
Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, Ph.D 
Professor titular Esalq/USP; coordenador científico do Cepea

 

Pesquisadores Cepea
Adriana Ferreira Silva, Dra.
Arlei Luiz Fachinello, Dr.
Nicole Rennó de Castro, MSc
Leandro Gilio, MSc

 

Equipe de apoio

Gustavo Ferrarezi Giachini,  Bel.

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