PIB do Agronegócio Brasileiro

O Cepea calcula o PIB do Agronegócio com apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

 

                                                                                       


 

Jan-Mar/17*

PIB-Volume

 

3,6%

Jan-Mar/17*

Preços relativos

 

-3,9%

Jan-Mar/17*

PIB-Renda

 

-0,4%

 Relatório Completo

*Taxas anuais calculadas com base em informações disponíveis no 1º trimestre. Para a produção agrícola, considera-se as mais recentes estimativas de safra.

 

Nota técnica sobre os ajustes metodológicos do PIB do Agronegócio do Brasil.

 

Resumo conjuntural - O impulso do agronegócio sobre a economia brasileira. 

 

                                                                       

Comentários do 1º trimestre/17: 

 

A taxa de crescimento estimada do PIB do agronegócio do trimestre foi negativa, em 0,4%. Tal resultado foi influenciado principalmente pelas quedas avaliadas para os produtos do segmento industrial (-9%). 


Na agroindústria, tanto para o segmento agrícola quanto para o pecuário, destaca-se a queda de preços reais médios ponderados no segmento, respectivamente -4% e -3,3%. Para o caso da indústria pecuária, cabe destacar que variações de quantidade de algumas atividades ainda não foram consideradas nesse relatório devido a indisponibilidade de dados.  


Já no segmento primário, a expectativa de produção no ramo agrícola segue em alta. Mas, a média de preços real ponderada para segmento apresentou queda de 1,4% no ramo agrícola e 1,8% no pecuário, na comparação do primeiro trimestre de 2017 com o primeiro trimestre de 2016. Essa dinâmica de piora na relação de preços levou à menor expectativa de crescimento da renda do segmento para o ano. Nas lavouras, de modo geral, as condições climáticas avaliadas até o momento têm se mantido favoráveis o que, aliado a movimentos de expansão de área em culturas de peso relevante no agronegócio, tem levado a boas perspectivas para as safras de 2017.


Com relação ao ambiente macroeconômico nacional, o PIB do primeiro trimestre de 2017, divulgado pelo IBGE, apresentou queda de 0,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, o que reflete a resiliência da crise econômica e as dificuldades do país em reverter o movimento de retração do produto. A taxa de desemprego segue em alta, atingindo 13,7% em março, segundo dados da PNAD Contínua do IBGE, o que se reflete em menor consumo das famílias e demanda no mercado doméstico. Por outro lado, pode-se destacar que a inflação tem registrado baixa variação e a balança comercial brasileira tem crescido em seu saldo positivo, influenciada pelo dólar mantido em alto patamar no período e pela demanda externa favorável para produtos brasileiros.


De acordo com o boletim Focus do Banco Central (6 de junho de 2017), no mercado ainda há a expectativa de crescimento do PIB Brasileiro em 2017, de 0,5%. Também se prevê IPCA de 3,90%, abaixo do centro da meta do Banco Central (4,5%), e taxa de câmbio em 3,30 para o fim do período (em R$/US$). Tais expectativas podem ser consideradas otimistas, frente ao cenário econômico adverso verificado no País nos últimos dois anos e que ainda persiste no primeiro trimestre de 2017 (recuo de 3,8% do PIB em 2015, 3,6% em 2016, e 0,4% no primeiro trimestre de 2017, segundo dados do IBGE). Mas, é necessário se levar em conta que tais perspectivas estão ancoradas na confiança do mercado com relação à aprovação de reformas de efeito fiscal, que seguem em análise e discussão no Congresso e Senado Federal. Com a possibilidade de agravamento da crise política, tal cenário tende a se reverter ao longo do ano.

 

Contato

pibcepea@usp.br

Equipe

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Coordenador
Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, Ph.D 
Professor titular Esalq/USP; coordenador científico do Cepea

 

Pesquisadores Cepea
Adriana Ferreira Silva, Dra.
Arlei Luiz Fachinello, Dr.
Nicole Rennó de Castro, MSc
Leandro Gilio, MSc

 

Equipe de apoio

Gustavo Ferrarezi Giachini,  Bel.

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