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PIB do Agronegócio Brasileiro

O Cepea calcula o PIB do Agronegócio com apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

 

                                                                                       


 

Setembro/16

+0,56%

Jan-Set/16

+4%

Relatório Completo

              
    
                                                                       

Comentários de Setembro/16: 

 

De janeiro a setembro de 2016, o PIB do agronegócio brasileiro acumulou crescimento de 4%. Tanto para o ramo agrícola quanto para o pecuário, a valorização real dos preços tem contribuído para o desempenho positivo dos segmentos, uma vez que, em volume, o cenário para importantes atividades tem sido de baixa.  Especificamente em setembro, as elevações foram de 0,62% para o ramo agrícola e de 0,44% para o pecuário, resultando em crescimento de 0,56% para o agronegócio no mês.

 

No segmento de insumos, o destaque positivo tem sido a indústria de rações, impulsionada por maiores preços e produção. Em contrapartida, verificam-se quedas em fertilizantes e combustíveis e lubrificantes, este último importante termômetro no desempenho da economia, refletindo o atual contexto de recessão.

 

No primário agrícola, impulsionaram o segmento as elevações para cana, mandioca, milho, café e soja. Para as duas primeiras, as altas de preço e de produção no ano levaram ao resultado positivo. Já para o milho, café e soja, mesmo diante de redução na produção, a expressiva valorização real das cotações elevou o faturamento. No segmento primário da pecuária, enquanto o frango destacou-se como impacto positivo, a bovinocultura de corte pressionou o desempenho do segmento. Tal fato reflete, em certa medida, a substituição do consumo de proteínas mais caras pelas de menor valor.

 

Na indústria da base agrícola, o cenário segue positivo, com destaque para a atividade sucroenergética. Mas verifica-se que o segmento segue influenciado pelo mercado interno enfraquecido. No caso do processamento de produtos de origem animal, a indústria de laticínios foi destaque em crescimento no período, impulsionada pela forte elevação de preços.

Com relação ao ambiente macroeconômico brasileiro, a perspectiva segue desfavorável. O PIB brasileiro apresentou queda de 0,8% no terceiro trimestre de 2016 com relação ao segundo e 2,9% frente ao mesmo trimestre de 2015. Na taxa acumulada ao longo do ano (variação em volume em relação ao mesmo período do ano anterior), a queda apresentada foi de 4%. O PIB da agropecuária (IBGE) apresentou queda de 6,9%, na mesma avaliação.

 

Ressalta-se que os dados de PIB do IBGE referem-se especificamente à agropecuária (dentro da porteira), já os dados de PIB do CEPEA referem ao agronegócio (agropecuária mais insumos, agroindústrias e serviços voltados ao agronegócio). Tratando-se especificamente dos dados relativos à agropecuária, o IBGE não considera variações de preço e, dessa forma, expressa as variações em volume produzido a preços constantes. Os dados do CEPEA consideram, além do volume, variações reais de preço. O CEPEA opta, portanto, em lançar foco sobre a renda real da agropecuária, e o IBGE sobre a produção. Observa-se, conforme dados avaliados até setembro/16, que no ano vem ocorrendo significativa queda no volume produzido na agropecuária brasileira. Exceções importantes vêm sendo observadas com relação ao trigo, café e cana. No entanto, até o momento, os aumentos reais de preço vêm mais do que compensando as perdas de volume e sustentando resultados positivos ao agronegócio.

 

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Taxas mensais de crescimento, Valores do PIB Agro (por segmento) e sua participação no PIB do Brasil (agregado e por segmento, entre 1995 e 2015):

 

PIB do Agronegócio - Dados de 1995 a 2015

 

 

Contato

pibcepea@usp.br

Equipe

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Coordenador
Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, Ph.D 
Professor titular Esalq/USP; coordenador científico do Cepea

 

Pesquisadores Cepea
Adriana Ferreira Silva, Dra.
Arlei Luiz Fachinello, Dr.
Nicole Rennó de Castro, MSc
Leandro Gilio, MSc

 

Equipe de apoio

Gustavo Ferrarezi Giachini,  Bel.

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