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PIB do Agronegócio Brasileiro

O Cepea calcula o PIB do Agronegócio com apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

 

                                                                                       


 

Outubro/16

+0,30%

Jan-Out/16

+4,28%

Relatório Completo

              
    
                                                                       

Comentários de Outubro/16: 

De janeiro a outubro de 2016, o PIB do agronegócio brasileiro acumulou crescimento de 4,28%. Tanto para o ramo agrícola quanto para o pecuário, especialmente no segmento primário, a valorização real dos preços tem contribuído para o desempenho positivo dos segmentos, uma vez que, em volume, o cenário para importantes atividades tem sido de baixa.  Especificamente em outubro, as elevações da renda entre os ramos foram de 0,43% para o agrícola e de apenas 0,03% para o pecuário, resultando em crescimento de 0,30% para o agronegócio no mês.


No segmento de insumos, o destaque positivo tem sido a indústria de rações, impulsionada principalmente pelos maiores preços, catalisados pela elevação das cotações do milho e farelo de soja. Em contrapartida, verificam-se quedas em fertilizantes e combustíveis e lubrificantes, este último importante indicador de desempenho da economia que tem refletido a persistência do atual contexto de recessão. 


No primário agrícola, impulsionaram o segmento as elevações para cana, mandioca, milho, café e soja. Para as duas primeiras, as altas de preço e de produção no ano levaram ao resultado positivo. Já para o milho, café e soja, mesmo diante de redução na produção, a expressiva alta real das cotações elevou o faturamento. No segmento primário da pecuária, enquanto o frango destacou-se como impacto positivo, a bovinocultura de corte pressionou o desempenho do segmento. Tal fato reflete, em certa medida, a substituição do consumo de proteínas mais caras pelas de menor valor. 


A atividade industrial apresentou resultado negativo em outubro, mas ainda mantendo valor positivo no acumulado. O destaque positivo segue com a atividade sucroenergética, que vem beneficiando-se das altas cotações do açúcar no mercado global. No caso do processamento de produtos de origem animal, a indústria de laticínios foi a única das acompanhadas a apresentar resultado positivo, que foi impulsionado pela forte elevação de preços do setor, devido à valorização da matéria-prima. 


Com relação ao ambiente macroeconômico brasileiro, o cenário segue desfavorável e 2016 confirmou-se como um ano de recessão significativa. O relatório Focus do Banco Central (30 de dezembro de 2016) indica projeção de queda de 3,49% do PIB esperada pelo mercado. Com a desaceleração da atividade econômica e a consequente distensão do mercado de trabalho, a inflação vem dando sinais de arrefecimento. Mas a resiliência da crise político-institucional brasileira e a incerta eficácia das reformas apresentadas pelo governo projetam a permanência de um contexto de incerteza em 2017, impactado nos níveis de confiança para investimentos no País. 

 

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Taxas mensais de crescimento, Valores do PIB Agro (por segmento) e sua participação no PIB do Brasil (agregado e por segmento, entre 1995 e 2015):

 

PIB do Agronegócio - Dados de 1995 a 2015

 

 

Contato

pibcepea@usp.br

Equipe

Equipe

Coordenador
Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, Ph.D 
Professor titular Esalq/USP; coordenador científico do Cepea

 

Pesquisadores Cepea
Adriana Ferreira Silva, Dra.
Arlei Luiz Fachinello, Dr.
Nicole Rennó de Castro, MSc
Leandro Gilio, MSc

 

Equipe de apoio

Gustavo Ferrarezi Giachini,  Bel.

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