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PIB do Agronegócio Brasileiro

O Cepea calcula o PIB do Agronegócio com apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

 

                                                                                       


 

Agosto/16

+0,70%

Jan-Ago/16

+3,43%

Relatório Completo

              
    
                                                                       

Comentários de Agosto/16: 

 

Nos oito primeiros meses de 2016, o PIB do agronegócio brasileiro acumulou crescimento de 3,43%. Tanto para o ramo agrícola quanto para o pecuário, a valorização real dos preços tem contribuído para o desempenho positivo dos segmentos, uma vez que, em volume, o cenário para importantes atividades tem sido de baixa.  Especificamente em agosto, as elevações foram de 0,69% para o ramo agrícola e de 0,72% para o pecuário, resultando em crescimento de 0,7% para o agronegócio no mês.


No segmento de insumos, o destaque positivo tem sido a indústria de rações, impulsionada por maiores preços e produção. Em contrapartida, a variação negativa no setor de combustíveis e lubrificantes, importante termômetro no desempenho da economia, tem refletido o cenário de recessão do país. 


No primário agrícola, impulsionaram o segmento as elevações para cana, mandioca, milho e soja. Para as duas primeiras, as altas de preço e produção no ano levaram ao resultado positivo. Já para o milho e a soja, mesmo diante de redução na produção, a expressiva valorização real das cotações elevou o faturamento. No segmento primário da pecuária, enquanto o frango destacou-se como impacto positivo, a bovinocultura de corte pressionou o desempenho do segmento. 


Na indústria da base agrícola, destacou-se o cenário positivo para sucroalcooleira, e as retrações relevantes para têxtil e vestuário, que seguem sofrendo com o mercado interno desaquecido. No caso do processamento de produtos de origem animal, a indústria de laticínios foi destaque em crescimento no período, impulsionada pela forte elevação de preços diante da falta de matéria-prima.  


Com relação ao ambiente macroeconômico brasileiro, o cenário segue desfavorável, com projeções de recuo de 3,22% do PIB em 2016 (Relatório Focus – 21/10) –, após revisões para baixo da variação durante quatro semanas. Essa conjuntura ruim tem se refletido em redução da produção industrial também do agronegócio, em especial para setores voltados ao mercado interno. Então, como já destacado, o crescimento do agronegócio no período refletiu, principalmente, a valorização real de preços.

 

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Taxas mensais de crescimento, Valores do PIB Agro (por segmento) e sua participação no PIB do Brasil (agregado e por segmento, entre 1995 e 2015):

 

PIB do Agronegócio - Dados de 1995 a 2015

 

 

Contato

pibcepea@usp.br

Equipe

Equipe

Coordenador
Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, Ph.D 
Professor titular Esalq/USP; coordenador científico do Cepea

 

Pesquisadores Cepea
Adriana Ferreira Silva, Dra.
Arlei Luiz Fachinello, Dr.
Nicole Rennó de Castro, MSc
Leandro Gilio, MSc

 

Equipe de apoio

Gustavo Ferrarezi Giachini,  Bel.

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