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PIB do Agronegócio de Minas Gerais

 O PIB do Agronegócio do Estado de Minas Gerais é calculado pela Cepea com apoio financeiro da Federeção da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) e da Secretaria de Agricultura, Peduária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG).
 

 

                                                                                                  


 

 

Setembro/16

+1,44

Jan-Set/16

+6,69%

Relatório do Mês

                                                                      

 

 Comentários de Setembro/16: 

 

O agronegócio mineiro apresentou alta de 1,44% em setembro. O resultado positivo segue atrelado principalmente ao ramo agrícola, que cresceu 2,32%. O ramo pecuário também apresentou resultado positivo no mês (0,41%), seguindo a tendência verificada desde junho. No acumulado do ano, porém, o ramo pecuário segue em baixa (-2,24%), enquanto o agrícola apresenta expressivo crescimento (15,60%). A participação estimada do agronegócio mineiro no PIB do agronegócio nacional ficou em 13,73%, com elevação da participação nos segmentos de insumos, industrial e serviços, mas com quedas apenas no segmento primário – ressalta-se, no entanto, que esses valores passam por revisão a cada relatório, devido à atualização das estimativas utilizadas, tanto no País quanto no estado de Minas Gerais.


No segmento primário da agricultura, para os dados avaliados de janeiro até setembro, destaca-se a forte alta de preços na maior parte das culturas acompanhadas, sendo exceções as baixas verificadas para o tomate, arroz o carvão vegetal. Com relação à produção, destaca-se o crescimento projetado para soja (34,71%) e café (28,53%), tendo estas duas culturas grande representatividade na agricultura mineira. No segmento primário do ramo pecuário, enquanto a avicultura acumula resultados positivos, bovinos e suínos seguem em baixa. Tal fato reflete, em certa medida, a substituição do consumo de proteínas mais caras pelas de menor valor. No segmento industrial, o setor sucroenergético segue em destaque, principalmente motivado pela alta nas cotações do açúcar, que reflete o déficit do produto no mercado global. Com isso, muitas usinas têm permanecido mais açucareiras nesta temporada e a consequente baixa oferta de etanol também tem induzido elevações de preços nestes produtos.

 

Com relação ao ambiente macroeconômico, o cenário segue desfavorável. O PIB brasileiro apresentou queda de 0,8% no terceiro trimestre de 2016 com relação ao segundo e de 2,9% frente ao mesmo trimestre de 2015. Na taxa acumulada ao longo do ano (variação em volume em relação ao mesmo período do ano anterior), o recuo é 4%. O PIB da agropecuária (IBGE) apresentou queda de 6,9%, na mesma avaliação, no contexto nacional. Ressalta-se que os dados de PIB do IBGE referem-se especificamente à agropecuária (dentro da porteira), já os dados de PIB do Agronegócio Cepea referem ao agronegócio (agropecuária mais insumos, agroindústrias e serviços voltados ao agronegócio). Tratando-se especificamente dos dados relativos à agropecuária, o IBGE não considera variações de preço e, dessa forma, expressa as variações em volume produzido a preços constantes. Os dados do Cepea, por sua vez, consideram, além do volume, variações reais de preço. O Cepea opta, portanto, em lançar foco sobre a renda real da agropecuária, enquanto o IBGE, sobre a produção.

 

Relatório 2015

Contato

pibcepea@usp.br

Equipe

Equipe

Coordenador
Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, Ph.D 
Professor sênior Esalq/USP; coordenador científico do Cepea


 
Pesquisadores Cepea
Adriana Ferreira Silva, Dra.
Arlei Luiz Fachinello, Dr.
Nicole Rennó de Castro, MSc
Leandro Gilio, MSc


 
Equipe de apoio
Gustavo Ferrarezi Giachini,  Bel.

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