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PIB do Agronegócio de Minas Gerais

 O PIB do Agronegócio do Estado de Minas Gerais é calculado pela Cepea com apoio financeiro da Federeção da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) e da Secretaria de Agricultura, Peduária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG).
 

 

                                                                                                  


 

 

Agosto/16

+1,03

Jan-Ago/16

+5,18%

Relatório do Mês

                                                                      

 

 Comentários de agosto/16: 

 

O agronegócio mineiro apresentou alta de 1,03% em agosto. O resultado positivo segue atrelado principalmente ao ramo agrícola, que cresceu 1,64%. No mês, o ramo pecuário novamente apresentou resultado positivo (0,34%), seguindo a tendência verificada desde junho. No acumulado do ano, porém, o ramo pecuário permanece em baixa (-2,64%), enquanto o agrícola apresenta expressivo crescimento (12,98%). A participação estimada do agronegócio mineiro no PIB do agronegócio nacional ficou em 13,70%, com elevação da participação nos segmentos industrial e de serviços, mas com quedas em primário e insumos – ressalta-se, no entanto, que esses valores passam por revisão a cada relatório, devido à atualização das estimativas utilizadas, tanto no País quanto no estado de Minas Gerais.


No segmento primário da agricultura, para os dados avaliados de janeiro até agosto, destaca-se a forte alta de preços na maior parte das culturas acompanhadas, sendo exceções as baixas verificadas para o tomate e o carvão vegetal. Com relação à produção, destaca-se o crescimento projetado para soja (34,71%) e café (28,53%), tendo estas duas culturas grande representatividade na agricultura mineira. No segmento primário do ramo pecuário, bois, vacas e suínos seguem com baixa acumulada de preços, reflexo da demanda, que segue enfraquecida para estas proteínas. Já na avicultura de corte e postura, houve elevação de preço e produção, mas a pressão dos custos tem sido forte sobre a atividade, em decorrência, principalmente, da elevada cotação do milho. Com relação ao leite, a captação tem se elevado, mas a oferta ainda segue limitada e o patamar de preços elevado.


No segmento industrial, o setor sucroenergético segue em destaque, principalmente motivado pela alta nas cotações do açúcar, acumulada até agosto/16, reflexo do preço internacional do produto. Com isso, muitas usinas têm permanecido mais açucareiras nesta temporada. 


Com relação ao ambiente macroeconômico, o cenário segue desfavorável, com projeções de recuo de 3,22% do PIB em 2016 (Relatório Focus – 21/10). Essa conjuntura tem se refletido principalmente em redução da produção industrial também do agronegócio, em especial para setores voltados ao mercado interno, além do enfraquecimento da demanda de produtos de maior valor. Para o agronegócio a valorização do Real frente ao dólar, ao longo do ano (taxa média de 20%), tem suscitado preocupação, uma vez que queda no câmbio reduz a competividade das exportações brasileiras. Entretanto, mesmo com a valorização do Real, o patamar do câmbio ainda é considerando alto em relação aos últimos anos, o que tem garantido a atratividade dos produtos brasileiros. Além disso, para agentes do setor, como a maioria dos contratos comerciais é fechada com meses de antecedência, esta valorização do real não compromete, no curto prazo, a rentabilidade do agronegócio. Ao mesmo tempo, acreditam que se o dólar ficar em valores abaixo do câmbio médio do ano passado (em torno de R$ 3,33) por muito tempo, as exportações brasileiras sofrerão perda de competitividade.

 

 

Relatório 2015

Contato

pibcepea@usp.br

Equipe

Equipe

Coordenador
Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, Ph.D 
Professor sênior Esalq/USP; coordenador científico do Cepea


 
Pesquisadores Cepea
Adriana Ferreira Silva, Dra.
Arlei Luiz Fachinello, Dr.
Nicole Rennó de Castro, MSc
Leandro Gilio, MSc


 
Equipe de apoio
Gustavo Ferrarezi Giachini,  Bel.

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