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PIB do Agronegócio de São Paulo

O PIB do Agronegócio do Estado de São Paulo é calculado pelo Cepea com apoio financeiro da Federação das Indústrias do estado de São Paulo (Fiesp).
 

                                                                                           

 


O PIB do Agronegócio de São Paulo representa cerca de 20% do PIB do Brasil. Em relação à economia paulista, a participação do agronegócio é de aproximadamente 15%, gerando também perto de 15% dos empregos formais do estado. A maior parte desses empregos está na agroindústria (35%) e em serviços (47%), ficando o segmento primário com 16%. Esses números não incluem o trabalho da mão de obra familiar, importante nas propriedades rurais menores.

 

2016 Relatório Completo

 

2015  Relatório Completo

 

2014 Relatório Completo

 

2016: Atividade dentro da porteira impulsiona resultado, com projeção de alta de 19%

 

O PIB do agronegócio do Estado de São Paulo deve fechar 2016 em R$ 277 bilhões, crescimento de 7,2% no ano. A projeção é do Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, que considera os dados disponíveis até outubro.

 

Esse valor está distribuído entre as “indústrias antes da porteira da fazenda” ou de insumos agropecuários, com participação de 5%; a atividade “dentro da porteira da fazenda” ou agropecuária, com 11%; as indústrias “depois da porteira da fazenda”, preponderantemente as de alimentos, com 41%, e os serviços diretamente ligados ao agronegócio, com 43%.

 

A atividade primária, “dentro da porteira da fazenda”, impulsionou o resultado agregado. Apesar de deter apenas 11% de participação na formação do PIB, apresentou a mais expressiva alta, de 19%, em relação a 2015. Nesse caso, os destaques determinantes foram as culturas da cana-de-açúcar e da laranja, em que o Estado representa 57% e 73%, respectivamente, de todo o volume produzido no Brasil.

 

“Essas duas atividades foram beneficiadas por uma conjuntura global de retração da oferta, resultando em elevação dos preços ao produtor, em um cenário que também favoreceu o setor de insumos agropecuários”, aponta Antônio Carlos Costa, gerente do Deagro.

 

As culturas de café, soja, milho, banana, batata, amendoim, feijão e uva tiveram um bom ano e, da mesma forma, contribuíram com o forte crescimento do setor primário.

 

Em relação ao elo “antes da porteira da fazenda”, o crescimento esperado é de 3,1%, com destaque positivo para os insumos da pecuária (8,5%), influenciados pela indústria de nutrição animal, que deve apresentar boa evolução no faturamento real. Já os insumos agrícolas ficaram praticamente estagnados, pois se por um lado algumas indústrias apresentaram bom desempenho, como a de fertilizantes, por outro, as empresas de máquinas e equipamentos tiveram nova retração em 2016.

 

“De qualquer forma, é bom lembrar que a partir do segundo semestre de 2016, com a retomada da confiança do produtor agrícola, o cenário negativo para essa indústria foi amenizado, o que gera uma expectativa positiva para 2017. Além disso, a queda mais acentuada da taxa de juros pode potencializar a recuperação esperada para o segmento”, destaca Costa.

 

Quanto às indústrias “depois da porteira da fazenda”, a estimativa é de um avanço de 5,7% sobre 2015. Foram observados crescimentos nas indústrias de café, óleo de soja, etanol e açúcar, sendo esse último o grande destaque.

 

O forte desequilíbrio no quadro de suprimentos global de açúcar, com quebras de safras ocorridas em 2015 em locais como Índia, União Europeia e Tailândia, contribuiu para o decréscimo da disponibilidade da commodity no mercado mundial. No Brasil, vários fatores fizeram com que a safra anterior fosse mais alcooleira, fato que, combinado ao excesso de umidade na colheita, contribuiu para que o preço atingisse patamares elevados, observados pela última vez em meados de 2012. Na contramão, os setores de celulose, têxtil e vestuário, e produtos e móveis de madeira pesaram negativamente para o resultado.

Contato

pibcepea@usp.br

Equipe

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Coordenador
Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, Ph.D 
Professor sênior Esalq/USP; coordenador científico do Cepea

 


Pesquisadores Cepea
Adriana Ferreira Silva, Dra.
Arlei Luiz Fachinello, Dr.
Nicole Rennó de Castro, MSc
Leandro Gilio, MSc
 


Equipe de apoio
Gustavo Ferrarezi Giachini,  Bel.

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