PIB AGRO SP/CEPEA: PIB do agronegócio paulista cresce 7,4% em 2016

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Cepea, 10/05/2017 – O PIB do agronegócio do estado de São Paulo cresceu 7,4% em 2016, segundo indicam pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, com o apoio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Com isso, o PIB do agronegócio paulista representou 13,8% do PIB total do estado e 18,7% do PIB do agronegócio brasileiro.

 

Em valores reais de 2016, o PIB do agronegócio paulista no ano foi estimado em R$ 276 bilhões, sendo 82% deste valor referente ao ramo agrícola (R$ 227 bilhões) e 18%, ao pecuário (R$ 49 bilhões). 

 

Segundo pesquisadores do Cepea, o resultado positivo do agronegócio paulista atrelou-se principalmente à elevação de 8,9% no ramo agrícola – o ramo pecuário também cresceu, mas a uma taxa mais modesta, de 0,8%. Pela ótica dos segmentos, o agronegócio foi ainda impulsionado pela expansão relevante do PIB do segmento primário, de 19,7%, e pelos crescimentos da agroindústria (5,9%), dos insumos (4,8%) e dos agrosserviços (6,4%).

 

No geral, pesquisadores do Cepea indicam que a conjuntura econômica desfavorável no correr de 2016 afetou os resultados do agronegócio de São Paulo em diferentes atividades e segmentos. No segmento de insumos, a indústria de máquinas e equipamentos agrícolas sentiu o efeito da falta de confiança dos agentes econômicos do agronegócio. No ramo pecuário, pesquisadores do Cepea relatam que a demanda retraída por carnes limitou os resultados, seja dentro da porteira ou nos elos industriais das cadeias. Para as agroindústrias, cujos resultados são atrelados ao mercado interno, o cenário econômico desfavorável também impactou negativamente no desempenho, como observado para as indústrias moveleira, têxtil, vestuarista e de calçados. 

 

Com isso, seja para o agregado nacional ou para o estado de São Paulo, reduções no volume de produção marcaram o desempenho do agronegócio. No caso do agronegócio brasileiro, retrações de produção foram verificadas em todos os segmentos, inclusive “dentro da porteira”. Já no agronegócio paulista, o cenário em termos de produção é um pouco menos desfavorável, com expansão do volume de produção nos segmentos primário agrícola e no de insumos.  

 

Apesar das reduções gerais de produção em 2016, tendo em vista que o PIB do agronegócio, calculado pelo Cepea-Esalq/USP, acompanha a renda real do setor (são consideradas as variações reais de preço das diversas atividades componentes do agronegócio), observou-se efeito positivo sobre o PIB da valorização real de preços no ano. 

 

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ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre índices o PIB Agro de São Paulo aqui e por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e a pesquisadora Nicole Rennó: (19) 3429-8836 / 8837 e cepea@usp.br 

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