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Sobre o Cepea

 

Pesquisa que se aplica ao dia a dia

 

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agronomia “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP), localizada em Piracicaba – 150 km da capital. É um grupo de pesquisas registrado no CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

 

Com perfil diferenciado de quaisquer outras instituições de pesquisa em economia do Brasil, o Cepea investe em um modelo de trabalho onde cada membro de sua equipe tem liberdade para exercer sua criatividade e é motivado para se aperfeiçoar continuamente.

 

É formado por professores da Esalq/USP, pesquisadores (doutores e mestres) com conhecimentos sobre agronomia, economia, administração e contabilidade, profissionais de comunicação, de tecnologia da informação, administração e ainda estagiários de graduação da Esalq/USP e também de outras universidades. Com frequência, recebe pesquisadores de universidades/instituições do exterior, com as quais mantém relacionamento frequente. Em média, a equipe Cepea reúne cerca de 150 pessoas.

 

O Cepea despende natural ênfase aos temas ligados ao meio rural, mas sem excluir outros setores econômicos com ligações diretas ou indiretas com o agronegócio. Suas atividades consistem no desenvolvimento de pesquisas aplicadas, na realização de trabalhos inéditos com teor econômico-administrativo e na divulgação ampla dos resultados que obtêm. Ao envolver dezenas de alunos de graduação e pós-graduação, desempenha também o papel de contribuir para a formação desses profissionais. 

 

Sua equipe realiza, simultaneamente, pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio, o que abrange questões (transversais) de defesa sanitária, políticas comerciais externas e influência de novas tecnologias, por exemplo. O desempenho macroeconômico do setor é também acompanhado de perto. A equipe Cepea calcula periodicamente o PIB do Agronegócio (nacional e de estados), o PIB de cadeias produtivas e, também, índices de exportação do setor.

 

Para a efetivação de suas pesquisas, é determinante a contribuição dos “Colaboradores do Cepea”, cerca de 6 mil profissionais de diferentes elos do agronegócio, atuantes em todas as regiões do País. São agentes do segmento de insumos, produtores rurais, representantes de cooperativas, de agroindústrias, comerciantes/intermediários, traders e prestadores de serviços (técnicos e financeiros) que conversam periodicamente com a equipe Cepea, passando informações detalhadas de suas áreas de atuação e também recebendo de volta dados e análises do Cepea. Esse diálogo contínuo favorece a formação de uma “comunidade”, baseada na troca de informação consistente e apta para participar de sondagens sobre os mais variados temas do agronegócio. 

 


Pesquisas para a Sustentabilidade do Negócio

 

As pesquisas do Cepea relacionadas ao agronegócio são estruturadas segundo cadeias produtivas, considerando-se também suas interligações econômicas que, em geral, são baseados em portfólios de composição diversificada (multinegócios). O acompanhamento das cadeias começa com a identificação das estruturas regionais de produção e se estende até a venda da produção agropecuária a atacadistas do mercado doméstico ou a exportadores.

 

Continuamente, equipes de pesquisa estão em campo mapeando a estrutura típica de produção das principais regiões do agronegócio. São registrados em detalhes coeficientes técnicos e as práticas que envolvem as pessoas e os elementos do ambiente. Paralelamente aos “custos de produção”, são levantados, também em bases regionais, preços de insumos e de venda da produção, bem como os arranjos que se estabelecem nessas negociações. 

 

Esse conjunto de informações atualizadas é base confiável para a gestão e análise da sustentabilidade dos negócios agropecuários, ao mesmo tempo em que proporciona a identificação de pontos de ineficiências e de oportunidades de negócios para produtores, cooperativas, agroindústrias, traders, corretores e atacadistas, supermercados e varejistas em geral.

 


Divulgação

 

Para que seu trabalho seja útil à sociedade, o Cepea estruturou também meios que tornam suas informações acessíveis. A divulgação de indicadores de preços, análises de mercado, artigos e de outras pesquisas é feita continuamente por meio deste site (com versão em inglês), da revista e portal Hortifruti Brasil e de diversos informativos setoriais com periodicidade mensal ou trimestral integralmente abertos a qualquer interessado. 

 

Para o grupo de “Colaboradores do Cepea”, é distribuído informativo exclusivo sobre o setor no qual atua, em agradecimento à colaboração continuamente dada às pesquisas do Centro (“Participe da Comunidade Cepea”).  

 

Sites do agronegócio em geral, publicações de parceiros e também reportagens do jornalismo especializado reforçam a divulgação. Outra frente relevante de veiculação do conteúdo Cepea ao mercado nacional e internacional é formada pelas agências de notícias parceiras: Agência Estado, Bloomberg e Thomson Reuters, nas quais o Cepea tem página fixa e atualiza, ao longo do dia, centenas de dados (mercado físico e referências para o mercado exportador) e posta análises em português e inglês. 

 


Histórico

 

O Cepea foi oficialmente criado em 1982 como forma de o Departamento de Economia, Administração e Sociologia Rural da Esalq/USP estabelecer canais mais eficientes para receber as demandas da sociedade e atendê-las de por meio de um sistema organizado de prestação de serviços a entidades públicas e privadas.

 

Os primeiros a solicitar oficialmente projetos ao Cepea, por volta de 1982, foram instituições públicas estaduais e federais, como a Secretaria de Indústria e Comércio de São Paulo, CNPq, Capes, Finep e Fapesp, tendo demanda também do Banco Mundial.

 

Em outubro de 1986, o Cepea lançou a revista “Preços Agrícolas” com o apoio de alguns patrocinadores. Nos primeiros anos da década de 90, a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) iniciou contatos com o Cepea para a elaboração de indicadores de preços de commodities agropecuárias, que viriam a orientar os contratos no mercado futuro desses produtos.

 

A assinatura do primeiro contrato com a então BM&F ocorreu em dezembro de 1993, quando surge o Indicador do Boi ESALQ/BM&F. Com este acerto, no dia 1º de março do ano seguinte, o Cepea inicia a divulgação do Indicador do Boi que até os dias atuais é usado para liquidação financeira de todos os contratos futuros de boi negociados na BM&F. Atualmente, o Cepea e a BM&FBovespa mantêm parceria para a elaboração e divulgação dos indicadores do Boi Gordo, Bezerro, Milho, Etanol, Açúcar, Soja e Algodão. 

 

Outros grandes parceiros do Cepea têm sido as agências de notícias. A Agência Estado participa da história do Cepea desde a década de 1990; a Bloomberg se integrou ao grupo em 2001 e a Thomson Reuters, em 2011. 

 

Merecem destaque no histórico do Cepea também parcerias com entidades de classe, como com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com representantes do setor sucroalcooleiro, do algodão, da mandioca e do leite. No mesmo sentido, indústrias de insumos têm sido apoiadoras de pesquisas que preenchem a lacuna que havia quanto a informações sobre os mercados de frutas e hortaliças.

 

Desde fevereiro de 1999, o Cepea está sediado no prédio construído ao lado do Pavilhão de Engenharia da Esalq/USP. A BM&FBovespa foi a principal patrocinadora desta obra, sendo significativa também a contribuição da Fapesp e CNPq no financiamento da estrutura física interna.

 

Queremos que conheça e interaja conosco. Seja bem-vindo à Comunidade Cepea.