CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA - ESALQ/USP
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Análise do mês

Junho/14
DEMANDA DESAQUECIDA POR DERIVADOS PRESSIONA VALOR AO PRODUTOR
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Cepea, 30 – O preço do leite pago ao produtor (líquido – sem frete nem impostos) em junho/14 teve queda de 0,73% frente ao mês anterior (em termos reais), fechando a R$ 1,0128/litro na “média Brasil” – média ponderada pelo volume captado em maio nos estados de BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP – de acordo com pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. O preço bruto (inclui frete e impostos) fechou a R$ 1,0984/litro, redução de 0,56% em relação à média de maio/14. O cenário baixista, que já era esperado pelo setor, é reflexo do desaquecimento do mercado de derivados em maio e da produção de leite praticamente estável em junho. De acordo com colaboradores do Cepea, o atraso na chegada do frio, o menor crescimento da economia e os altos patamares dos derivados influenciaram na redução do consumo de produtos lácteos.

Dentre os estados acompanhados pelo Cepea na “média Brasil”, Minas Gerais e Goiás registraram quedas significativas de 2,03% e 3,53%, respectivamente, nos preços líquidos médios pagos ao produtor. Os demais estados (BA, PR, SC, SP e RS), por outro lado, tiveram elevações, puxados principalmente pela menor oferta no campo.

O Índice de Captação do Leite (ICAP-L) ficou praticamente estável em maio, com ligeira queda de 0,05%, considerando-se os sete estados que compõem a “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP). Devido ao início do fornecimento de forragens de inverno para os animais no Sul, a captação nos estados de SC e RS subiu 3,85% e 1,93%, respectivamente. A exceção foi o Paraná, que registrou queda de 2,03%. Da mesma forma, houve redução na aquisição de leite nas demais regiões acompanhadas pelo Cepea, de 5,73% na BA, 2,18% em SP e 0,17% em MG. Em Goiás, por outro lado, a captação teve ligeira alta de 0,29%. Considerando-se o acumulado de janeiro a maio de 2014, na “média Brasil”, a captação aumentou expressivos 14,2% em relação ao mesmo período de 2013.

As expectativas para os próximos meses são de aumento da produção no Sul devido ao início da safra. Por outro lado, é esperada redução significativa nas regiões central e Sudeste do País, em razão da seca que tem se prolongado desde o início do ano. De acordo com colaboradores do Cepea, as pastagens estão bastante prejudicadas e a produção de silagem, que é utilizada na alimentação dos animais, também foi significativamente afetada.

Assim, para julho, a expectativa de representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea é de estabilidade nos preços. Entre os compradores entrevistados, 58,3%, que representam 56,3% do leite amostrado, acreditam que os preços ficarão no mesmo patamar e 25% (que representam 35,9% do volume captado) indicam que haverá nova queda. Os demais, 16,7% (7,8% do volume), esperam alta dos preços.

Em relação aos derivados, as cotações registraram alta neste mês, com a recuperação de parte da liquidez, que foi menor em maio. Na média mensal do atacado paulista, o leite UHT e o queijo muçarela tiveram valorização de 4,79% e 0,56% frente a maio/14. O leite UHT teve média de R$ 2,227/litro em junho, e o queijo muçarela, de R$ 12,80/kg (até o dia 27). De acordo com colaboradores do Cepea, o mercado dos derivados esteve um pouco mais aquecido em junho devido ao escoamento dos estoques, à produção relativamente estável no campo e à dificuldade do transporte do leite do Sul em razão das chuvas ocorridas nessa região. Além disso, a demanda por produtos lácteos esteve mais aquecida com as temperaturas mais amenas. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

Maio/14
EM ENTRESSAFRA, PREÇO SE SUSTENTA; SETOR ESPERA QUEDA EM JUNHO
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Cepea, 30 – O preço bruto do leite pago ao produtor (inclui frete e impostos) teve alta de 1,92% em maio, passando para R$ 1,1046/litro na “média Brasil” (que pondera o volume captado nos estados de BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. A média de maio superou em 5,9% à do mesmo mês de 2013, em temos reais (valores deflacionados IPCA de abril/14). O preço líquido médio (sem frete em impostos) foi de R$ 1,0203/litro em maio, alta de 2,08% frente a abril/14. O aumento no preço médio nacional em maio foi influenciado pela valorização no Sul do País, principalmente no Paraná, e em São Paulo.

Essa alta no preço, que é típica em período de entressafra, por conta da menor produção de leite, não deve se sustentar nos próximos meses, segundo expectativas de agentes do mercado consultados pelo Cepea. Segundo indústrias e cooperativas, em muitos estados, a demanda pela matéria-prima se desaqueceu, devido às elevadas cotações dos derivados no atacado e no varejo. De fato, em maio, o Cepea observou queda nos preços dos derivados, o que pode estreitar a margem da indústria, que tem registrado aumento nos preços da matéria-prima desde março/14 – nesses três últimos meses, o preço bruto do leite acumula aumento de 11,1%.

De acordo com levantamento do Cepea, 49,6% dos agentes entrevistados (que representam 50,8% do volume amostrado) acreditam em queda nas cotações em junho. Outros 31,2% (que respondem por 30,6% do leite amostrado) esperam estabilidade, enquanto apenas 19,2% (que representam 18,7% do leite) têm expectativa de alta para o próximo mês.

Dentre os estados acompanhados pelo Cepea, o preço do leite subiu com força (5,6%) no Paraná em maio, indo para R$ 1,1051/litro. Além da menor produção no estado, a alta esteve atrelada à maior competição pela matéria-prima entre as empresas da região. Apesar disso, agentes relatam que o mercado de derivados está desaquecido no Paraná e, com isso, a intensificação das compras de matéria-prima esteve relacionada à estratégia de laticínios em não perder fornecedores.

Quanto à produção, o Índice de Captação do Leite (ICAP-L) teve queda de 2,25% em abril, considerando-se os sete estados que compõem a “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP). A região Sul teve queda significativa na produção, de 7,07% em Santa Catarina, de 3,81% no Rio Grande do Sul e de 2,98% no Paraná. Para os próximos meses, a captação deve começar a se recuperar no Sul do País, devido às forragens de inverno. Os demais estados também tiveram redução na produção leite, por conta da entressafra, com exceção de Minas Gerais, onde a produção se manteve praticamente estável, com ligeiro aumento de 0,5% em abril. Apesar da queda do ICAP-L, o Índice ainda superou em 14,3% o do mesmo período de 2013.

No mercado atacadista de derivados do estado de São Paulo, o desaquecimento da demanda enfraqueceu as cotações do leite UHT em maio (até o dia 29). A média desse derivado foi de R$ 2,12/litro, 2,58% inferior à de abril. Já quanto à muçarela, a média de maio, de R$ 12,73/kg, superou em 1,33% à do mês anterior. No geral, os preços desse derivado estiveram praticamente estáveis no correr de maio, com pequenas altas pontuais. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

Abril/14
ENTRESSAFRA ELEVA COM FORÇA PREÇO AO PRODUTOR
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Cepea, 30 – O valor do leite pago ao produtor subiu expressivos 6,16% em abril, atingindo R$ 1,0838/litro (preço bruto – acrescido de frete e impostos) na “média Brasil”, aumento de R$ 0,0630/litro em relação a março, segundo levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Esse foi o segundo mês consecutivo de valorização, resultado da menor produção leiteira em março, em decorrência do início da entressafra.
O preço líquido, sem frete e impostos, teve média de R$ 0,9995/litro, valor 6,11% maior que o do mês passado e 7,77% superior ao de março/13, em termos reais (deflacionado pelo IPCA de março/14). As médias são ponderadas pelo volume captado nos estados da BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP em março.
De acordo com colaboradores do Cepea, este aumento esteve atrelado principalmente à queda na produção em março, em razão do início da entressafra em algumas regiões produtoras e acentuação desse cenário em outras (Sul). Essa menor oferta eleva a competição entre as indústrias quanto à matéria-prima, com consequente aumento nas cotações. Em algumas praças do Sul, laticínios e pontos de recepção de leite chegaram a fechar devido à escassez de leite.
Dessa forma, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) reduziu expressivos 3,85% de fevereiro para março. Mesmo com a ocorrência de chuvas em parte do Centro-Sul, estas não foram suficientes para recuperar áreas de pasto afetadas anteriormente pela seca. Além disso, desde março, as pastagens do Centro-Oeste e Sudeste estão menos produtivas e as vacas em lactação são secas, para que possam se preparar para a próxima parição. Vale destacar que o Sul do País tem a entressafra adiantada quando comparado às demais regiões. Assim, os estados sulistas tiveram os recuos mais expressivos na captação de leite em março, de 8,46% no Paraná, 7,66% no Rio Grande do Sul e 4,12% em Santa Catarina.
Para os próximos meses, apesar do período de plena entressafra, os laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea indicam certa estabilidade nos preços. Dentre as empresas consultadas, 43,2%, que detém 59% do leite amostrado, esperam manutenção dos valores para os pagamentos de maio. Outros 38,6%, que representam 21,5% do volume amostrado, têm expectativa de alta, enquanto os 18,2% restantes acreditam em queda.
Agentes consultados pelo Cepea afirmam que o mercado consumidor não absorveu os preços em altos patamares dos derivados, que têm sido praticados no atacado neste último mês. Tal cenário pode limitar novas altas nos preços pagos ao produtor, mesmo com a menor oferta de matéria-prima.
As cotações dos derivados também mantiveram o movimento altista em abril (até dia 29). Na média mensal do atacado do estado de São Paulo, o leite UHT e o queijo muçarela se valorizaram 3,30% e 1,97% em relação a março, com média de R$ 2,18/litro e R$ 12,32/kg, respectivamente. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

Março/14
QUEDA NA CAPTAÇÃO ELEVA PREÇO PAGO AO PRODUTOR
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Cepea, 28 – A menor produção no campo, decorrente da seca nas principais regiões produtoras no primeiro bimestre e também do início da entressafra na região Sul do País, resultou em alta nas cotações do leite pago produtor em março, de acordo com os levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Considerando-se a série de preços do Cepea (iniciada em 2000), os preços pagos ao produtor nunca recuaram de fevereiro para março, devido, justamente, ao início do período da entressafra.

O preço do leite (entregue em fevereiro) recebido pelo produtor em março subiu 3,22% frente ao mês anterior (ou quase 3 centavos por litro) na “média Brasil”, fechando a R$ 0,9419/litro (valor líquido – sem frete e impostos) – este é o primeiro aumento após quatro meses de quedas consecutivas. O preço bruto médio (inclui frete e impostos) pago ao produtor fechou em R$ 1,0209 em março/14, alta de 3,02% frente ao mês anterior. Considerando-se a série histórica do Cepea em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de fev/14), o preço médio bruto de março/14 é 5,94% superior ao de março/13 e está expressivos 21,08% acima da média dos últimos 10 anos do mesmo mês. Ainda, a média do preço do leite em março/14 é a maior para o mês, em termos reais.

Já o Índice de Captação do Leite (ICAP-L) de fevereiro caiu significativos 2,75% em relação ao mês anterior, considerando-se os sete estados que compõem a “média Brasil” (GO, MG, RS, SP, PR, BA e SC). Ainda assim, o volume produzido em fevereiro foi 13,7% superior ao do mesmo período de 2013. De janeiro para fevereiro, as maiores quedas no volume captado foram registradas no estado de São Paulo (de 5,81%), seguido por Goiás (4,07%), Santa Catarina (3,9%), Minas Gerais (3,82%), Rio Grande do Sul (2,23%), Paraná (1,02%) e Bahia (0,43%).

Para abril, a expectativa é de que os preços do leite sigam em alta, ainda impulsionados pela oferta restrita de matéria-prima. Dentre os agentes (laticínios/cooperativas) consultados pelo Cepea, 82,1% dos entrevistados (que representam expressivos 95,2% do leite amostrado) acreditam em nova elevação nos para o próximo mês. Outros 16,3% dos agentes (que representam 3,6% do volume de leite amostrado) têm expectativas de estabilidade nos preços. Apenas 1,6% dos agentes esperam queda para abril/14.

Este cenário de elevação das cotações da matéria-prima também foi acompanhado nos preços dos derivados negociados no atacado paulista em março/14. O leite UHT e o muçarela se valorizaram 11,86% e 3,76%, respectivamente. O UHT teve média de R$ 2,10/litro em março e o queijo muçarela, de R$ 12,33/kg (preço médio mensal até o dia 27/03). Esta alta foi puxada principalmente pelo aumento nos valores da matéria-prima e pela maior competição entre as indústrias na aquisição do leite. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

Fevereiro/14
MESMO COM MENOR CAPTAÇÃO, PREÇO DO LEITE TEM LIGEIRA QUEDA
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Cepea, 28 – Após os consecutivos aumentos no correr do ano passado, a captação de leite pelas indústrias/cooperativas teve ligeira queda neste início de 2014, de acordo com o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea). A menor produção em janeiro esteve atrelada, principalmente, à seca nos estados da região Centro-Sul do Brasil, segundo indicam pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

Mesmo com a menor produção, o preço do leite pago ao produtor caiu 0,41% em fevereiro, quando considerada a “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP). Desde 2004 que o Cepea não verificava queda de preços de janeiro para fevereiro. Dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea, apenas Goiás, Minas Gerais e Bahia registraram aumento nas cotações do leite. No caso da Bahia, a captação chegou a aumentar em janeiro, mas a firme demanda pela matéria-prima manteve o preço em alta.

Depois de sete meses sucessivos em alta, o ICAP-L/Cepea recuou ligeiro 0,3% de dezembro/13 para janeiro/14. A seca em diversas regiões produtoras de leite, além de ter danificado os pastos, prejudicou, também, a produção da silagem que seria utilizada nos próximos meses. Além disso, o alto volume de leite estocado nos laticínios/cooperativas diminuiu o ritmo de compras de matéria-prima por parte dessas empresas. Enquanto em Goiás, a captação se reduziu fortes 5,22%, na Bahia, houve aumento de 9,54% – vale ressaltar que parte do estado baiano não registrou grandes problemas com o clima.

Em fevereiro/14, o preço do leite bruto pago ao produtor, que inclui frete e impostos, foi de R$ 0,9910/litro – média ponderada pelo volume captado em janeiro nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA. Os preços brutos negociados em fevereiro superam em 5,6% os de fevereiro/13 (valores reais – IPCA de janeiro/14). O preço líquido médio (sem frete e impostos) pago ao produtor foi de R$ 0,9125/litro em fevereiro/14, redução de 0,59% em relação a janeiro/14.

Para os próximos meses, os laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea afirmam que pode haver estabilidade e/ou alta nos preços pagos ao produtor. Entre os entrevistados, 48,4% dos agentes consultados pelo Cepea esperam alta em março (estes representam 42,1% do leite amostrado). Outros 43,2% dos agentes (que representam 53,3% do volume amostrado) acreditam em estabilidade. Já 8,4% dos entrevistados têm expectativa de queda nos preços no mês que vem.

No mercado de derivados, o leite UHT negociado no atacado paulista, depois de cinco meses em quedas, teve alta de 2,4% de janeiro para fevereiro, com a média indo para R$ 1,88/litro (cotação até o dia 27/02). Já o queijo muçarela teve pequena queda de 0,59%, com a média a 11,88/kg em fevereiro.

Grande parte dos atacadistas consultados pelo Cepea indica que os estoques, antes considerados elevados, já têm se reduzido. Além disso, a seca diminuiu a produção de matéria-prima, o que também influenciou a alta e a manutenção dos preços dos derivados em fevereiro. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas do estado de São Paulo e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

Janeiro/14
PREÇO AO PRODUTOR RECUA EM JANEIRO, MAS É SUPERIOR AO DE 2013
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Cepea, 30 – O preço do leite pago ao produtor recuou pelo terceiro mês consecutivo, pressionado pelo aumento na captação e pela demanda moderada desde o final de 2013 em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Elevação do volume captado e desvalorização do leite são comuns nessa época do ano, período de safra e de menor consumo devido, principalmente, às férias escolares.

Em janeiro, o preço bruto “nacional” (média ponderada pelo volume captado em dezembro nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA; valor com frete e impostos) foi de R$ 0,9951/litro, redução de 4,46% ou de 4,6 centavos por litro em relação ao mês anterior. Apesar da queda, a média atual é 7,3% superior à de janeiro/13 em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de dezembro/13). Por sua vez, o preço líquido médio (sem frete e impostos) pago ao produtor foi de R$ 0,9180/litro, baixa de 4,39% ou de 4,2 centavos por litro frente a dezembro/13, mas 13,2% superior a janeiro/13, em termos nominais e 7,8% acima em termos reais.*

Segundo pesquisadores do Cepea, a queda nos preços já era esperada por agentes e muitos chegam a comentar que há um “superabastecimento” dos laticínios. O excedente de matéria-prima estaria sendo utilizado para a fabricação de leite UHT e leite em pó em algumas regiões do País.

De acordo com o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea), o volume captado por laticínios/cooperativas em dezembro/13 aumentou 1,53% em relação ao mês anterior e está no maior nível da série do Cepea, iniciada em 2004 (Base 100). Dentre os sete estados acompanhados, somente São Paulo teve redução, de 1,84%, pois os laticínios estavam com estoques elevados. Vale lembrar que SP teve o maior aumento na captação de outubro para novembro, 8,15%.

A expectativa para o próximo mês é de queda e/ou estabilidade nos valores pagos aos produtores, segundo os laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea. Entre os compradores entrevistados, pouco mais da metade (55,4%), que representa expressivos 74,9% do leite amostrado, acredita que haverá queda nos preços em fevereiro. Outros 41,3% dos agentes, que representam 21,7% do volume amostrado de leite neste mês, indicam estabilidade nos preços. Apenas 3,3% dos agentes têm expectativa de alta.

No mercado de derivados, as cotações também recuaram. No atacado paulista, o leite UHT se desvalorizou 8,13% em relação a dezembro, com média de R$ 1,84/litro (até o dia 29/01). O queijo muçarela caiu 3,04%, negociado a R$ 11,95/kg, em média. Alguns atacadistas esperam estabilidade a partir da segunda quinzena de fevereiro. A pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

*Informação inserida em 31 de janeiro de 2014.

Dezembro/13
QUEDA EXPRESSIVA DE PREÇOS MARCA ÚLTIMO MÊS DO ANO
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Cepea, 27 – O preço médio do leite pago ao produtor encerra o ano com forte queda, confirmando expectativas de agentes do mercado. A pressão continua vindo da demanda enfraquecida e do aumento na captação de leite em praticamente todos os estados acompanhados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP, exceto no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Em dezembro, o preço médio bruto nacional (“média Brasil”) pago ao produtor (que inclui frete e impostos) foi de R$ 1,0416/litro, forte redução de 5,4% (ou de 5,9 centavos) em relação a novembro. O preço líquido médio (sem frete e impostos) caiu 5,8%, passando para R$ 0,9602/litro. Estas médias, calculadas pelo Cepea, são ponderadas pelo volume captado em outubro nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA.

Apesar das quedas de preços, os patamares continuam elevados se comparados aos do ano passado. A média de dezembro/13 supera em 11,09% a de dez/12, de R$ 0,9376/l, em termos reais. Se considerado todo o ano passado, quando o preço médio foi de R$ 0,9332/l, a valorização é de 10,48% - a média de 2013 é de R$ 1,0310/l.

Considerado um ano atípico, 2013 registrou aumentos nas cotações do leite em praticamente todos os meses – em agosto, o preço médio foi o maior dos últimos seis anos em termos reais (descontando a inflação do período). Os preços seguiram em alta e, em setembro, atingiram os maiores patamares de toda a série histórica do Cepea. O impulso veio principalmente da demanda interna aquecida.

Nos últimos dois meses do ano, as chuvas favoreceram a qualidade das pastagens e o consequente acréscimo na captação de leite, que bateu novo recorde. De outubro para novembro, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) aumentou 3,51%, atingindo 167,94. O destaque no período foi para São Paulo, Goiás e Bahia, onde os crescimentos foram de 8,15%, 7,12% e de 6,92%, respectivamente.

Além do clima, diversos produtores de leite realizaram investimentos na propriedade em razão dos altos patamares de preços registrados nos últimos meses, o que contribuiu para elevar ainda mais a oferta disponível atualmente. A maior captação, por sua vez, propiciou o aumento dos estoques em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, resultando em menor necessidade de compra por parte das indústrias. Agentes relataram, ainda, a entrada de leite das regiões Sul e Sudeste nos estados do Nordeste, devido ao excesso de matéria-prima.

Segundo indicações de agentes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea, para o próximo mês, a expectativa é de nova queda nos preços do leite. A maioria dos entrevistados (89,7%), que representa 96,1% do leite amostrado, indica que haverá baixa nos valores em janeiro/14. Outros 10,3% dos agentes, que representam 3,9% do volume amostrado de leite, acreditam em estabilidade. Não houve expectativa de alta para o próximo mês.

No mercado de derivados, as variações também foram negativas, em decorrência dos estoques elevados e do enfraquecimento da demanda por produtos lácteos. Os preços médios do leite UHT e do queijo muçarela negociados no atacado de São Paulo em dezembro (cotados até o dia 26) fecharam em R$ 2,013/litro e R$ 12,326/kg, respectivamente, 7,62% e 3,47% inferiores às médias de novembro. A pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

AO PRODUTOR – Em dezembro, houve queda no preço bruto do leite pago ao produtor em todos os estados acompanhados pelo Cepea. A maior baixa foi registrada em Goiás e Santa Catarina, de 7,23% para ambas as regiões. Em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Ceará, os recuos foram de 6,03%, 4,42%, 4,02% e 2,45%, respectivamente. Para o Ceará, onde o período de chuvas está no início, a cotação foi pressionada principalmente pela entrada de leite do Sudeste do País.

Quanto aos preços, dentre os estados que compõem a “média Brasil”, Minas Gerais teve o maior valor em dezembro, de R$ 1,0635/litro, seguido pela Bahia, com média de R$ 1,0526/litro. São Paulo fechou em R$ 1,0474, Paraná, R$ 1,0432/litro, Santa Catarina, R$ 1,0003/litro e Rio Grande do Sul, 0,9997/litro.


Novembro/13
MAIOR PRODUÇÃO E QUEDA NA DEMANDA PRESSIONAM MÉDIA
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Cepea, 29 – O aumento na captação de leite na maioria dos estados e o enfraquecimento da demanda interna pressionaram o valor médio pago ao produtor pela primeira vez neste ano. Segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, os preços do leite caíram em todos os estados acompanhados, com exceção da Bahia e de Santa Catarina.

O preço médio bruto nacional (“média Brasil”) pago ao produtor (que inclui frete e impostos) foi de R$ 1,1011/litro em novembro, redução de 1,5% (ou de 1,67 centavo) em relação a outubro. O preço líquido médio (sem frete e impostos) caiu 1,87%, passando para R$ 1,0196/litro. Estas médias, calculadas pelo Cepea, são ponderadas pelo volume captado em outubro nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA.

O aumento da captação na maioria dos estados analisados esteve atrelado à recuperação dos pastos, devido ao retorno das chuvas. De setembro para outubro, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) aumentou significativos 3,93%, passando para 162,24, patamar recorde. Com exceção do Rio Grande do Sul e do Paraná, todos os demais estados registraram alta na captação de leite em outubro, com destaque para Goiás e Minas Gerais, onde os crescimentos foram de 15,1% e de 6,25%, respectivamente.

Segundo indicações de agentes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea, para o próximo mês, a expectativa é de nova queda nos preços do leite. A maioria dos agentes entrevistados (88,9%), que representa 94% do leite amostrado, indica que haverá baixa nos valores em dezembro. Outros 10,2% dos agentes, que representam 5,1% do volume amostrado de leite, acreditam em estabilidade. Apenas 0,9% espera alta para o próximo mês.

No mercado de derivados, o enfraquecimento da demanda, diante dos elevados patamares de preços nos últimos meses, influenciou a baixa nos valores dos produtos lácteos. Os preços médios do leite UHT e do queijo muçarela negociados no atacado de São Paulo em novembro (cotados até o dia 27) fecharam em R$ 2,18/litro e R$ 12,81/kg, respectivamente, 5,65% e 2,12% inferiores às médias de outubro. A pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

AO PRODUTOR – Em novembro, houve queda no preço bruto do leite pago ao produtor em praticamente todos os estados acompanhados pelo Cepea, com exceção da Bahia e de Santa Catarina, onde as altas foram de 1,41% e de 0,21%, respectivamente.

Dentre os estados que compõem a “média Brasil”, Minas Gerais teve o maior preço em outubro, de R$ 1,1340/litro, seguido por Goiás, com média de R$ 1,1315/litro. Estes mesmo estados também registraram as maiores quedas, de 2,01% e 2,19%, respectivamente. Paraná fechou em R$ 1,1027/litro, São Paulo, R$ 1,0984/litro, Santa Catarina, R$ 1,0783/litro, Bahia, R$ 1,0648/litro e Rio Grande do Sul, R$ 1,0320/litro.

Quanto aos estados que não compõem a “média Brasil”, houve queda de 2,07% no Rio de Janeiro e 0,33% no Espírito Santo. Já em Mato Grosso do Sul e no Ceará, os aumentos foram de 2,04% e 0,35%, respectivamente.


Outubro/13
PELA PRIMEIRA VEZ NO ANO, PREÇO FECHA PRATICAMENTE ESTÁVEL
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Cepea, 31 – Depois de subir com força no correr de todo este ano, o preço do leite pago ao produtor em outubro registrou estabilidade, considerando-se a “média nacional” do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Em alguns estados, no entanto, os preços chegaram a cair pela primeira vez em 2013. O preço médio bruto nacional (que inclui frete e impostos) foi de R$ 1,1178/litro em outubro, ligeiramente superior ao do mês anterior (0,15%), mas expressivos 20,6% acima da média verificada em outubro de 2012, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de setembro/13). Quanto ao preço líquido médio (sem frete e impostos), foi de R$ 1,0390/litro em outubro, alta de 0,12% frente ao anterior. Estas médias, calculadas pelo Cepea, são ponderadas pelo volume captado em setembro nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA.

A estabilidade no preço em outubro não surpreendeu agentes do setor. Muitos já estavam atentos ao enfraquecimento da demanda no mercado atacadista. Além disso, houve aumento da produção de leite no campo. Com o retorno das chuvas, os pastos têm se recuperado, resultando em elevação da produção nacional de leite.

De acordo com o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea), o volume comprado pelos laticínios/cooperativas em setembro aumentou 2,62% em relação ao de agosto. Este crescimento foi puxado pela produção do Sul do País, de Minas Gerais e também de Goiás. Em São Paulo, o volume captado ficou praticamente estável (0,16%). Já na Bahia, houve expressiva redução na captação, de 7,41%.

Para o próximo mês, a expectativa de representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea é de queda e/ou estabilidade nos preços. Entre os compradores entrevistados, praticamente a metade dos agentes consultados (49%), que representa 41,2% do leite amostrado, acredita que haverá baixa nos valores em novembro. Outros 44,2% dos operadores, que representam 44,6% do volume amostrado de leite neste mês, indicam estabilidade nos preços. Apenas 6,7% dos agentes têm expectativa de alta.

No mercado de derivados, os preços caíram em outubro. No atacado do estado de São Paulo, o leite UHT e o queijo muçarela se desvalorizaram 0,59% e 0,49%, respectivamente, negociados a R$ 2,32/litro e a R$ 13,10/kg na média do mês (cotados até o dia 28). Alguns atacadistas afirmam que mantêm os preços elevados para poder cobrir prejuízos que tiveram em meses anteriores, devido aos altos valores da matéria-prima. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

AO PRODUTOR – Em outubro, o preço bruto do leite pago ao produtor apresentou relativa estabilidade em praticamente todos os estados acompanhados pelo Cepea, com exceção do Paraná, onde houve alta de 2,34% (ou de 0,0255 centavos/litro), com a média a R$ 1,1182/litro.

Dentre os estados que compõem a “média Brasil”, Minas Gerais teve o maior preço em outubro, de R$ 1,1573/litro, seguido por Goiás, com média de R$ 1,1568/litro, São Paulo, de R$ 1,1152/litro, Paraná, de R$ 1,1182/litro, Santa Catarina, de R$ 1,0760/litro, Rio Grande do Sul, de R$ 1,0524/litro e, a Bahia, de R$ 1,0500/litro.

Já quanto aos estados que não compõem a “média Brasil”, houve alta de 2,35% no Espírito Santo, de 2,01% no Rio de Janeiro, de 1,5% em Mato Grosso do Sul e de apenas 0,73% no Ceará.

Setembro/13
PREÇO ATINGE MAIOR PATAMAR REAL DE TODA A SÉRIE DO CEPEA, DE 13 ANOS
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Cepea, 30 – Contrariando as expectativas do mês passado, os preços do leite pagos ao produtor continuaram subindo em setembro e alcançaram o maior patamar real da série do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, que foi iniciada em 2000 – os valores foram deflacionados pelo IPCA de agosto/13. Essa foi a oitava alta consecutiva. O preço bruto, que inclui frete e impostos, aumentou 2,8% (ou 3 centavos/litro) em relação ao mês passado e chegou a R$ 1,1162/litro. Este valor, se comparado com o de setembro de 2012, representa expressivo acréscimo de 21,7% na receita do produtor. O preço líquido chegou a R$ 1,0378/litro, elevação de 2,3% (ou de 2,3 centavos/litro) em relação a agosto/13. Estas médias, calculadas pelo Cepea, são ponderadas pelo volume captado em agosto nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA.

A valorização do leite aconteceu mesmo com o aumento da captação pelas indústrias em agosto. Segundo o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea), o volume comprado pelos laticínios cresceu 2,04% em agosto, sendo impulsionado especialmente pela produção do Sul do Brasil. Nessa região, produtores forneceram 4,53% a mais de leite no comparativo com julho. Este avanço na produção continua atrelado ao maior poder de compra do pecuarista em relação à alimentação concentrada e também à qualidade da silagem fornecida no cocho, que juntas aumentam o desempenho das vacas em lactação. Já nos estados do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, a captação de leite se manteve praticamente estável em agosto, movimento condizente com este período de entressafra de pastagens.

Apesar do aumento da oferta nacional de leite, o volume importado em equivalente leite reduziu em 8% no acumulado de janeiro a agosto de 2013 frente ao mesmo período de 2012, passando de 758,5 para 697,4 milhões de litros – dados da Secex. A menor disponibilidade do produto importado e o elevado patamar dos preços dos derivados proporcionaram à indústria maior rentabilidade e, consequentemente, maior remuneração ao produtor em setembro.

Já no mercado de derivados, a expectativa de representantes da indústria se confirmou. Os preços do leite UHT e do queijo muçarela no atacado de São Paulo se estabilizaram e, segundo os agentes consultados pelo Cepea, a demanda começou a esfriar e a oferta de leite, aumentar, cenário que pode pressionar os valores destes derivados nos próximos meses. No estado de São Paulo, até o dia 27 de setembro, o leite UHT e o queijo muçarela registravam médias de R$ 2,34/litro e de R$ 13,17/kg (leves reduções de 0,14% e de 0,04% em relação a agosto), respectivamente – esta pesquisa do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

Para outubro, a expectativa de representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea é novamente de estabilidade nos preços. Entre os compradores entrevistados, 71,3%, que representam 75,6% do leite amostrado, acreditam que os preços continuarão no mesmo patamar de setembro e 21,3% (que representam 21,6% do volume captado) indicam que haverá nova alta. Somente 7,4% dos agentes (representam 2,8% do volume) esperam redução de preços em outubro.

AO PRODUTOR – Em setembro, o preço bruto do leite pago ao produtor voltou a subir em todos os estados da pesquisa do Cepea. Entre os que compõem a “média Brasil”, Goiás continuou tendo o maior preço, com o litro cotado a R$ 1,1685, alta de 1,6% (ou 1,8 centavo por litro) frente à média de agosto. Minas Gerais registrou novamente o segundo maior preço, com média de R$ 1,1550/litro, acréscimo de 3,4% (ou 3,8 centavos/litro) em relação ao mês anterior. Em São Paulo, houve reajuste de 1,4% (ou de 1,6 centavo/litro), com o litro chegando a R$ 1,1121.

No Paraná, o preço de setembro aumentou 3,2% (ou 3,4 centavos/litro), chegando a R$ 1,0926/litro. Em Santa Catarina, a média foi de R$ 1,0903/litro, aumento de 2,1% em relação ao mês anterior (2,2 centavos/litro). Por fim, os preços do Rio Grande do Sul e Bahia também registraram altas, de 4,6% (4,6 centavos/litro) e de 2% (2 centavos/litro), respectivamente, com as médias a R$ 1,0545/litro e a R$ 1,0402.

Quanto aos estados que não compõem a “média Brasil” do Cepea, os preços apresentaram o mesmo comportamento. O maior patamar foi verificado no Rio de Janeiro, onde o litro alcançou R$ 1,1679, aumento de 3% (3,4centavos/litro). Na sequência, esteve o Espírito Santo, com média estadual de R$ 1,1155/litro e alta de 3,2% (3,5 centavos/litro). No Ceará, os valores também aumentaram, com variação de 3% (3 centavos/litro) e média de R$ 1,0411/litro. Em Mato Grosso do Sul, o valor pago ao produtor aumentou 4,9% (ou 4,7 centavos/litro), com o litro a R$ 1,0160.

Agosto/13
PREÇO É O MAIOR EM SEIS ANOS; PARA SETEMBRO, MERCADO SINALIZA ESTABILIDADE
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Cepea, 29 – O preço do leite pago ao produtor subiu pelo sétimo mês consecutivo, alcançando, em agosto, o maior patamar dos últimos seis anos em termos reais (descontando a inflação do período). No entanto, diferente dos meses anteriores, a maioria dos agentes de mercado consultados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, indicam estabilidade nas cotações para setembro.

Agentes consultados pelo Cepea apontaram que as elevações nos preços do leite ao produtor nos últimos meses estavam sendo sustentadas pelo consumo aquecido da população que, mesmo com a valorização dos derivados lácteos nas gôndolas dos supermercados, não deixava de adquirir esses produtos. Agora, os preços dos derivados tendem a se estabilizar, principalmente os do leite UHT, já que o consumo pode não se sustentar. Além disso, o movimento de recuperação da produção de leite segue firme, ainda que este seja período de entressafra.

Em agosto, o preço bruto do leite pago ao produtor (que inclui frete e impostos) calculado pelo Cepea atingiu R$ 1,0861/litro – média ponderada pelo volume captado em julho nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA. Em relação ao mês anterior, a média registrou alta de 3% (ou de 3,2 centavos/litro) e, frente a agosto/12, o aumento, em termos reais, é de expressivos 20%. O preço líquido chegou a R$ 1,0143/litro, elevação de 3,5% (ou de 3,5 centavos/litro) em relação a julho/13.

Representantes da indústria salientaram que os preços do leite UHT e do queijo muçarela no atacado de São Paulo chegaram ao limite, visto que o consumidor não deve absorver novos aumentos nos preços. Dessa forma, a tendência é que haja uma manutenção nos valores dos derivados em setembro. No estado de São Paulo, até o dia 28 de agosto, o leite UHT e o queijo muçarela registraram médias de R$ 2,34/litro e de R$ 13,17/kg (aumentos de 4% e de 2,3% em relação a julho), respectivamente – esta pesquisa do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

Simultaneamente, a produção de leite aumentou em praticamente todos os estados da pesquisa, subindo, em média, 4,05% em julho, segundo o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-Leite). O frio intenso registrado em julho, principalmente no Sul do País, “esfriou” a produção da região, que avançou 5,3% frente aos 10,5% verificados no mês anterior. Porém, diferente do que normalmente ocorre em julho nos estados de SP, MG, GO e BA, a captação aumentou novamente. O maior poder de compra do produtor frente à alimentação concentrada e a boa qualidade da silagem colhida no início do ano são alguns dos motivos para o bom desempenho desta “entressafra”.

Para setembro, a expectativa de representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea, como já citado anteriormente, é de estabilidade nos preços. Entre os compradores entrevistados, 66,7%, que representam 73,1% do leite amostrado, acreditam que os preços continuarão no mesmo patamar de agosto e 31,2% (que representam 26,4% do volume captado) indicam que haverá nova alta. Pouquíssimos agentes (2,2%) esperam redução de preços em setembro (representam 0,4% do volume).

AO PRODUTOR – Em agosto, o preço bruto pago ao produtor de Goiás subiu 1,9% (2,2 centavos/litro), atingindo R$ 1,1504/litro e figurando como o maior preço dentre todos os estados da pesquisa. Minas Gerais registrou o segundo maior preço, com o litro a R$ 1,1168/litro, acréscimo de 4,2% (ou 4,5 centavos/litro) em relação ao mês anterior; em São Paulo, o reajuste foi de 1,8% (1,9 centavos), com o litro alcançando R$ 1,0964.

Em Santa Catarina, a alta no preço foi de 3,4% (3,5 centavos/litro), chegando a R$ 1,0679/litro em agosto. No Paraná, o valor subiu 4% (4 centavos/litro) e a média passou para R$ 1,0585/litro. A Bahia apresentou média de R$ 1,0201/litro, um aumento de 2,1% em relação ao mês anterior (2 centavos/litro) e a média do Rio Grande do Sul alcançou R$ 1,0080/litro, alta de 4,2% (ou 4,1 centavos/litro).

Quanto aos estados que não compõem a “média Brasil” do Cepea, os preços apresentaram comportamentos semelhantes. O maior patamar foi verificado no Rio de Janeiro, onde o litro alcançou R$ 1,1339, aumento de 2,1% (ou de 2,3 centavos/litro). Na sequência, esteve o Espírito Santo, com média estadual de R$ 1,0805/litro e alta de 3,2% (3,3 centavos/litro). No Ceará, os valores também aumentaram, com variação de 1,2% (1,2 centavo/litro) e média de R$ 1,0111/litro. Em Mato Grosso do Sul, o valor pago ao produtor seguiu praticamente estável, com ligeira elevação de 0,9% (ou 0,8 centavo/litro), com o litro a R$ 0,9685.


Julho/13
PRODUÇÃO CRESCE, MAS PREÇO SOBE; NO ANO, ALTA É DE QUASE 20%
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Cepea, 30 – O preço do leite pago ao produtor teve novo reajuste em julho, acumulando sucessivas altas ao longo de todo o primeiro semestre de 2013 e sendo o maior patamar desde setembro/07, em termos reais (descontando a inflação do período). O preço bruto do leite pago ao produtor (que inclui frete e impostos) calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, alcançou R$ 1,0544/litro em julho – média ponderada pelo volume captado em junho nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA. Em relação ao mês anterior, a média registrou alta de 3,6% (ou de 3,7 centavos/litro) e, frente a julho/12, o aumento, em termos reais, é de 17%. O preço líquido apresentou o mesmo comportamento, chegando a R$ 0,9798/litro, elevação de 4% (ou de 4,8 centavos/litro) em relação a junho/13. Desde o início deste ano, o aumento no preço bruto já é de 18% em termos nominais e de 14,4% em termos reais.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse novo aumento no preço do leite esteve mais atrelado à firme demanda do que a produção. Isso porque, em junho, a captação de leite chegou a aumentar no Brasil – 6,73%, conforme o Índice de Captação de Leite (ICAP-Leite) do Cepea – depois de registrar consecutivas quedas desde o início deste ano. A maior produção, por sua vez, se deve às boas condições de desenvolvimento das pastagens de inverno e também ao maior poder de compra do produtor de leite frente à alimentação concentrada.

No Sul do Brasil, a produção chegou a avançar 10,5%. Em Minas Gerais, o aumento na captação de maio para junho foi de 5,2%, em Goiás, de 4,5% e em São Paulo, de 3,1%.

Por outro lado, agentes relataram que o frio intenso em algumas regiões, principalmente no Sul, tem prejudicado bastante o desenvolvimento das pastagens de inverno, o que pode afetar a produção de leite de julho. A estratégia de parte dos produtores tem sido o uso da silagem – para os que produziram o alimento – e o aumento do uso de ração no cocho.

Para o próximo mês, a expectativa de representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea continua sendo de alta nos preços, mas o mercado já sinaliza um pouco mais de estabilidade que o mês anterior. Entre os compradores ouvidos pelo Cepea, 56%, que representam 51,6% do leite amostrado, acreditam que haverá novo aumento de preços em agosto e 40,4% (que representam 47,1% do volume captado) indicam estabilidade. Somente 3,7% dos agentes (que representam 1,3% do volume) sinalizam queda para agosto.

Mesmo com a captação de junho em um patamar superior ao do mesmo mês de 2012, indústrias alegam que a oferta de matéria-prima tem sido insuficiente para o atual ritmo de venda de derivados. A demanda aquecida ainda tem sido o principal motivo para esta queixa. Com isso, os preços dos produtos lácteos continuam subindo com força. Alguns representantes dessas empresas contatadas pelo Cepea indicam que a demanda tende a aumentar mais ainda no início de agosto com a volta às aulas.

Em relação aos preços dos derivados no atacado de São Paulo, a oferta de matéria-prima abaixo da demanda, que continua bastante aquecida, tem alavancado as cotações, principalmente do leite UHT e do queijo muçarela. Até o dia 29 de julho, o leite UHT e o queijo muçarela registram médias de R$ 2,29/litro e de R$ 12,63/kg (aumentos de 5,4% e de 2,4% em relação a junho), respectivamente, sendo os maiores patamares nominais das séries histórias desses produtos, iniciada pelo Cepea em mar/10 e jan/11, nesta ordem. Essa pesquisa do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

AO PRODUTOR – Em julho, o preço bruto pago ao produtor de Goiás atingiu R$ 1,1285/litro, alta de 4,7% em relação a junho (5,1 centavos/litro) e novamente foi o maior valor dentre os estados que compõem a “média Brasil”. No estado de São Paulo, onde a média foi de R$ 1,0772/litro, o acréscimo foi de 3,1% (ou 3,2 centavos/litro); em Minas Gerais, o reajuste foi de 3,2% (3,3 centavos), com o litro alcançando R$ 1,0714.

Em Santa Catarina, a alta foi de 6,5% (6,3 centavos/litro), com a média atingindo R$ 1,0333/litro em julho. No Paraná, o preço subiu 4,3% (4,2 centavos/litro) e a média passou para R$ 1,0179/litro. Os estados que tiveram as menores médias continuaram sendo Bahia e Rio Grande do Sul. O preço bruto no primeiro teve incremento de 3,6% (ou 3,7 centavos/litro) e no segundo, de 4% (ou 3,7 centavos/litro), com as médias a R$ 0,9995 e a R$ 0,9672/litro, respectivamente.

Quanto aos estados que não compõem a “média Brasil” do Cepea, os preços também subiram. O maior patamar foi verificado no Rio de Janeiro, onde o litro alcançou R$ 1,1109, aumento de 5% (ou de 5,3 centavos/litro). Na sequência esteve o Espírito Santo, com média estadual de R$ 1,0473/litro, com alta de 5,4% (5,4 centavos/litro). No Ceará, os valores permaneceram praticamente estáveis, com leve aumento de 0,2% (0,02 centavo/litro) e média a R$0,9992/litro. Em Mato Grosso do Sul, o preço pago ao produtor aumentou 4,8% (ou 4,4 centavos/litro), com o litro a R$ 0,9601.

Junho/13
PRODUÇÃO SEGUE BAIXA; DEMANDA SURPREENDE E PREÇO SOBE PELO 5º MÊS
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Cepea, 28 – A menor produção de leite neste período de entressafra e a demanda firme – que, inclusive, tem surpreendido agentes do setor – impulsionaram os valores pagos aos produtores pelo quinto mês consecutivo.

Em junho, o valor bruto do leite pago ao produtor (inclui frete e 2,3% de “Funrural”) calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, atingiu R$ 1,0178/litro – esta média é ponderada pelo volume captado em maio nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA. O reajuste em relação ao mês anterior foi de 3,3% ou de 3,3 centavos por litro. Na comparação com junho de 2012, o acréscimo foi de expressivos 11,7% em termos reais (descontando-se a inflação do período – IPCA). O preço líquido recebido pelo produtor chegou a R$ 0,9420/litro em junho, aumento de 3,6% frente ao mês anterior.

A oferta de leite no campo continua restrita; nem mesmo a chegada da safra sulista fez com que o quadro se alterasse. Agentes consultados pelo Cepea explicam que a produção do Sul do Brasil não veio com a força esperada, avançando somente 0,72% em relação a abril, de acordo com o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-Leite). Porém, considerando-se todos os estados da pesquisa, a captação recuou 1,22%, sendo Minas Gerais o que teve maior diminuição do volume (4,1%).

Simultaneamente, as condições para importação não estão favoráveis devido ao dólar valorizado e à menor oferta mundial de leite em pó – que eleva os preços internacionais. Essa baixa disponibilidade de leite aliada à demanda firme pelo consumidor provocam grande disputa pela matéria-prima entre as indústrias, com reflexos sobre os preços aos produtores e dos derivados lácteos.

Os preços relativamente bons recebidos pelo produtor desde o início do ano até criaram expectativas de aumento nos investimentos com alimentação das vacas, mas não é o que se observa. O mais comum tem sido produtores aproveitando ao máximo as pastagens, no intuito de conter os gastos – os elevados custos de produção ao longo de todo o ano passado frearam o ímpeto dos produtores.

Outro aspecto relatado por agentes consultados pelo Cepea neste mês foi a redução do teor de sólidos, o que é influenciado, entre outros motivos, pela alimentação dos animais. A diminuição desse atributo que confere qualidade à matéria-prima, por sua vez, prejudica o rendimento da indústria, que precisa usar maior volume de leite para produzir derivados.

Para o próximo mês, a expectativa dos representantes de laticínios/cooperativas continua sendo de alta nos preços. Mais de dois terços dos compradores ouvidos pelo Cepea (68,4%), que representam 73,9% do leite amostrado, acreditam que haverá novo aumento de preços em julho e 28,6% (que representam 18,5% do volume captado) indicam estabilidade nos preços. Somente 3,1% dos agentes sinalizam queda para julho.

Em relação aos derivados, no segmento atacadista do estado de São Paulo, é evidente o reflexo do baixo volume captado pelos laticínios/cooperativas nos preços. Representantes destes estabelecimentos relatam que, mesmo com o aumento dos preços dos derivados, a demanda pelo consumidor não enfraqueceu como esperado. Este fato forçou algumas empresas até mesmo a cortar pedidos maiores para que pudessem atender a todos os clientes.

Em junho (cotação até o dia 27), o leite UHT teve média de R$ 2,17/litro e o queijo muçarela, de R$ 12,33/kg, aumentos de 3,5% e de 3,1%, respectivamente, em relação a maio. Essa pesquisa do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

AO PRODUTOR – Em junho, o preço bruto pago ao produtor de Goiás continuou sendo o maior dentre os estados que compõem a “média Brasil”, alcançando R$ 1,0772/litro, alta de 4,1% em relação a maio (4,2 centavos/litro). Logo em seguida vem São Paulo, onde a média foi de R$ 1,0449/litro, acréscimo de 4,9% (ou 4,9 centavos/litro); Minas Gerais, que teve reajuste de 3,1% (3,2 centavos), com o litro a R$ 1,0385.

No Paraná, a alta foi de 1,7% (1,6 centavo/litro), com a média atingindo R$ 0,9758/litro em junho. No mesmo sentido, Santa Catarina obteve aumento de 2,2% (2,1 centavos/litro) e a média passou para R$ 0,9705/litro. Os estados que tiveram as menores médias foram Bahia e Rio Grande do Sul, sendo que, no primeiro, houve incremento de 3,7% (ou 3,4 centavos/litro) e no segundo, de 2,5% (ou 2,2 centavos/litro), com as médias a R$ 0,9645 e a R$ 0,9300/litro, respectivamente.

Entre os estados que não compõem a “média Brasil” considerada pelo Cepea, houve comportamentos distintos. O maior preço foi verificado no Rio de Janeiro, onde o litro alcançou R$ 1,0581, aumento de 1,5% (ou 1,6 centavo/litro). Na sequência esteve o Ceará, com média estadual de R$ 0,9969/litro, mas queda de 2% (2 centavos/litro). No Espírito Santo, os preços permaneceram praticamente estáveis, com leve aumento de 0,4% (0,3 centavo/litro) e média a R$0,9935/litro. Em Mato Grosso do Sul, o movimento foi baixista, e o preço pago ao produtor caiu 1,4% (ou 1,3 centavo/litro), com o litro a R$ 0,9161.


Maio/13
PREÇO AO PRODUTOR É O MAIOR EM CINCO ANOS
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O preço bruto do leite pago ao produtor (inclui frete e 2,3% de “Funrural”) neste mês é o maior dos últimos cinco anos, considerando-se a série deflacionada (IPCA) do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Conforme pesquisas dessa instituição, em maio, o preço bruto alcançou R$ 0,9854/litro na média ponderada pelo volume captado em abril nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA, o que representa reajuste de 3,5% sobre o mês anterior. O preço líquido recebido pelo produtor aumentou 3,75%, acréscimo de 3,3 centavos por litro, que passou para a média de R$ 0,9094.

Esse preço recorde, segundo pesquisadores do Cepea, é reflexo da baixa oferta de leite no campo, que acirrou a disputa pela matéria-prima entre as indústrias de laticínios. O recuo mais expressivo na captação em abril ocorreu na região Sul (5,5%) devido à escassez de alimento para as vacas. Além disso, as chuvas que eram esperadas para abril/maio chegaram somente agora, no final de maio, o que atrasou a semeadura das pastagens de inverno, segundo agentes do setor consultados pelo Cepea.

No Rio Grande do Sul, onde o Ministério Público do estado investigou e revelou adulteração de leite, o volume captado recuou 7,5% em abril, conforme levantamentos do Cepea. A diminuição da oferta e o consequente aumento dos preços, em parte, podem ter acentuado a disposição de determinados agentes a agir de forma fraudulenta, já que a adição de ureia e água visava a aumentar o volume entregue. Na média dos sete principais estados produtores, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-Leite) caiu 2% de março para abril.

Pesquisadores chamam a atenção também para o fato de que os custos de produção no campo começaram a recuar com a baixa dos preços da alimentação concentrada. No entanto, o custo operacional efetivo – média de sete estados – de abril esteve cerca de 11% maior que no mesmo mês do ano passado, o que mantém o alerta no que diz respeito ao controle dos gastos. Por sua vez, o leite (“média Brasil”) valorizou 13% entre maio/12 e maio/13 – evolução dos preços nominais.

Para os próximos meses, a expectativa de representantes de laticínios/cooperativas é que os preços continuem firmes ou mesmo em alta. Mais da metade dos compradores ouvidos pelo Cepea (55,1%), que representam 51,6% do leite amostrado, acredita que haja no aumento no pagamento de junho e 43,6% (que representam 48,1% do volume captado) indicam estabilidade de preços. Somente 1,3% dos agentes acreditam em queda para junho.

O mercado atacadista de derivados em São Paulo (estado) também reflete a oferta mais enxuta de matéria-prima. Muitos representantes de laticínios/cooperativas comentam que estão aumentando os preços de seus produtos justamente para diminuir as vendas, no receio de não conseguir cumprir as entregas. Em maio (cotação até o dia 28), o leite UHT teve média de R$ 2,10/litro e o queijo muçarela, de R$ 11,98/kg, variações de 1,3% e 1,6% em relação a abril, respectivamente. Essa pesquisa do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

AO PRODUTOR – Levantamentos do Cepea mostram que o preço bruto pago ao produtor em maio no estado de Goiás continuou sendo o maior entre os estados que compõem a “média Brasil”, com o litro cotado a R$ 1,0351, alta de 1,5% em relação a abril (1,5 centavo/litro). O segundo maior preço foi registrado em Minas Gerais, onde a média foi de R$ 1,0069/litro, acréscimo de 3,6% (ou 3,5 centavos/litro). Na sequência, o estado de São Paulo teve reajuste de 4% (3,8 centavos), com o litro a R$ 0,9956. O preço bruto no Paraná aumentou 3,8% (3,5 centavos/litro) e alcançou R$ 0,9599/litro de média. Em Santa Catarina não foi diferente: aumento de 3,9% (3,6 centavos/litro) e a média a R$ 0,9498/litro. Por fim, os estados da Bahia e do Rio Grande do Sul também apresentaram aumentos. No primeiro, o avanço foi de 1% (ou 0,9 centavo/litro) e, no segundo, de 3,9% (ou 3,4 centavos/litro), alcançando as médias de R$ 0,9301 e R$ 0,9075/litro, respectivamente.

Nos estados que não compõem a “média Brasil” considerada pelo Cepea, o maior preço foi verificado no estado do Rio de Janeiro, onde o litro alcançou R$ 1,0423, aumento de 3% (ou 3 centavos/litro). Na sequência esteve o Ceará, com média estadual de R$ 1,0176/litro, variação de 2,2% (2,1 centavos/litro). A maior alta ocorreu no Espírito Santo, de 8,2% (ou 7,5 centavos/litro), onde a média foi para R$ 0,9900/litro. Em Mato Grosso do Sul o aumento também foi grande, de 6,5% (ou 5,6 centavos/litro) e o leite chegou à marca de R$ 0,9288 em maio.


Abril/13
PREÇO SOBE PELO 3º MÊS CONSECUTIVO E DEVE SE MANTER FIRME
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O preço do leite pago ao produtor aumentou pelo terceiro mês consecutivo, atingindo R$ 0,8766/litro (preço líquido, “média Brasil”) em abril, aumento de 3,4 centavos/litro em relação a março. Essa média calculada pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, é ponderada pelo volume captado nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA em março. Contabilizando-se o frete e impostos, o preço bruto teve média de R$ 0,9526/litro, valor 3,7% superior ao de abril/12 e o maior desde outubro/11, em termos reais – considerando-se a inflação (IPCA) do período.

Segundo pesquisadores do Cepea, o aumento esteve atrelado à queda na produção em março, como normalmente ocorre nesse período, por conta do início da entressafra. Com essa restrição na captação de leite, agentes consultados pelo Cepea relataram disputa acirrada entre os laticínios.

O volume adquirido pelas indústrias em março diminuiu em todos os estados da pesquisa. Assim, Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-Leite) caiu 4,62% de fevereiro para março. No Nordeste, a queda na produção de leite ocasionada pela forte seca é tão crítica que o Ministério da Agricultura autorizou a reconstituição de leite em pó (em 35% da capacidade produtiva de cada fábrica) por três anos. Em março, para se ter uma ideia, a captação nos estados do Ceará e Bahia recuaram 12,7% e 11,4%, respectivamente.

Para maio, a expectativa é de que os preços do leite sigam em alta, ainda impulsionados pela oferta restrita de matéria-prima. No Sul do País, por outro lado, a utilização das pastagens de inverno inicia-se em algumas praças e deve ser intensificada em maio, o que deve elevar a produção da região. Ainda assim, 85,7% dos agentes entrevistados pelo Cepea (que representam 91,9% do volume amostrado) acreditam em nova alta nos preços do leite em maio, enquanto o restante (14,3% que representam 8,1% do volume) acredita em estabilidade nas cotações. Nenhum dos colaboradores consultados estima queda de preços para o próximo mês.

Concomitantemente, os preços dos derivados também subiram em abril (cotação até o dia 25). No atacado do estado de São Paulo, o leite UHT e o queijo muçarela se valorizaram 5,4% e 1,8%, respectivamente. O UHT teve média de R$ 2,07/litro em abril, a maior da série do Cepea, iniciada em março/10, em termos nominais. O queijo muçarela teve média de R$ 11,79/kg.

Segundo relatos de atacadistas, o consumo segue firme mesmo com os valores mais elevados. Esses agentes alegam, no entanto, que não há mais espaço para grandes aumentos nos preços, visto que isso limitaria a demanda do consumidor final. Essa pesquisa do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

AO PRODUTOR – Em abril, dentre os estados que compõem a “média Brasil”, Goiás apresentou a maior alta no preço bruto pago aos produtores, de 5,3% ou de 5,1 centavos/litro, fechando a R$ 1,0201/litro. Em seguida, o preço do leite em Minas Gerais subiu 4,5% ou 4,2 centavos/litro, com a média a R$ 0,9716/litro. Em São Paulo, o valor pago ao produtor alcançou R$ 0,9574/litro, alta de 3% frente à de março (ou 2,7 centavos/litro). O preço bruto no Paraná aumentou 3,6% (3,2 centavos/litro), de modo que o litro foi comercializado a R$ 0,9247. Mesmo com a queda na produção na Bahia, o preço aumentou somente 1,6%, a R$ 0,9210/litro. Por fim, os estados de Santa Catarina e de Rio Grande do Sul tiveram aumentos de 3,5% e 3,1%, respectivamente, com o preço bruto a R$ 0,9137 e a R$ 0,8738/litro.

Quanto aos estados que não compõem a “média nacional Cepea”, Mato Grosso do Sul teve disparado o maior aumento, de expressivos 8,5% (ou 6,8 centavos), alcançando R$ 0,8722/litro. O maior preço foi registrado no Rio de Janeiro, de R$ 1,0111/litro, onde houve elevação de 5,3% (ou 5,1 centavos). No Ceará, estado em que a redução da captação foi grande, o preço chegou a R$ 0,9962/litro. No Espírito Santo, o preço do litro teve média de R$ 0,9153 em abril.


Março/13
PRODUÇÃO SEGUE EM QUEDA E PREÇOS AO PRODUTOR, EM ALTA
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A produção de leite em fevereiro perdeu força pelo segundo mês consecutivo, o que restringiu a oferta do produto para as indústrias. Paralelamente, a demanda por derivados se mantém firme, o que estimula a disputa pela matéria-prima entre as empresas e alavanca os preços pagos aos produtores, apontam pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Em março, o leite recebido pelo produtor valorizou mais 2,53% na “média Brasil”, que foi para R$ 0,8427/litro (preço líquido), ou seja, aumento de 2 centavos em relação ao mês anterior. Esta média apurada e calculada pelo Cepea é ponderada pelos volumes captados nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA. Por sua vez, o preço bruto, que inclui frete e impostos, teve média de R$ 0,9162/litro, mantendo-se 0,6% superior à de março de 2012, em termos reais – considerando-se a inflação (IPCA) do período.

Fevereiro/Março é um período de transição na produção de volumosos, a base da alimentação das vacas em lactação. Na região Sul, este é o momento em que as pastagens de verão estão perdendo vigor e as de inverno estão sendo semeadas. É nesta época também que as pastagens do Centro-Oeste e Sudeste começam a produzir menos e as vacas em lactação são secas, para que possam se preparar para a próxima parição.

Este quadro se refletiu no Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-Leite) de fevereiro, que decresceu 3,29%, considerando-se os sete estados da “média nacional”. No estado de São Paulo, a captação caiu 7,5%, a maior queda entre os estados. Em Minas Gerais e Goiás, a redução foi mais branda, de 2,2% e 1,9%, respectivamente. Na média da região Sul, a produção diminuiu 4% e, na Bahia, ocorreu o inverso: aumento de 11% na captação, devido à recuperação das pastagens principalmente no sul baiano, onde as chuvas foram relativamente melhores.

Enquanto o

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