CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA - ESALQ/USP
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Análise do mês

Janeiro/16
Com menor oferta, preço se firma após cair por quatro meses
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Cepea, 1º – Após quedas consecutivas desde setembro do ano passado, os preços do leite pagos ao produtor se firmaram em janeiro, apesar do período considerado de safra leiteira, de acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Considerando-se a “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), o preço bruto do leite pago ao produtor subiu 0,77% em janeiro, na comparação com o mês anterior, indo para R$ 1,0615/litro. Porém, em relação ao mesmo mês do ano passado, houve recuo de 4,5% em termos reais (deflacionados pelo IPCA de dez/15). Já o preço líquido médio (não inclui frete e impostos) foi de R$ 0,9660/litro, baixa de 0,13% no mês.

Contrariando as expectativas sazonais, a captação recuou em dezembro, pressionando a oferta de leite. Assim, mesmo com a demanda considerada enfraquecida, houve aumentos dos preços em algumas regiões. A menor oferta resultou das condições climáticas adversas nas principais regiões produtoras na virada de 2015 e já está sendo vista pelos agentes do mercado como uma tendência para os próximos meses.

O índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) recuou 1,27% de nov/15 para dez/15. Os altos volumes de chuvas na região Sul do País no segundo trimestre de 2015 deram espaço a um período mais seco, principalmente no Rio Grande do Sul, que, atrelado ao aumento da temperatura, continuou prejudicando a produção de leite. Já no Sudeste e Centro-Oeste, foi o aumento das precipitações que afetou a atividade leiteira em algumas regiões. Com a necessidade de suplementação da alimentação do rebanho, alguns produtores estão optando por secar as vacas como alternativa para reduzir os custos, pois os preços da ração são muito altos nessa época do ano.

Dos sete estados considerados no ICAP-L/Cepea, apenas Goiás e São Paulo registraram leve aumento de captação, de 2,12% e 0,72%, respectivamente. Os demais apresentaram queda, com destaques para o Rio Grande do Sul e Paraná que recuaram 3,14% e 2,58%, respectivamente.

Para os próximos meses, a maioria dos representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea acredita que haverá nova alta nos preços pagos ao produtor. Entre os entrevistados, 51,9% dos agentes (que representam 66,7% do volume amostrado) acreditam em valorização. Outros 36,5% dos colaboradores consultados pelo Cepea esperam estabilidade em fevereiro (estes representam 25,6% do leite amostrado). Já 11,5% dos entrevistados ainda têm expectativa de queda nos valores no mês que vem.

No segmento de derivados, o leite UHT no mercado atacadista do estado de São Paulo se valorizou 0,51% de dezembro para janeiro, com a média indo para R$ 2,2314/litro. O queijo muçarela teve recuperação de 2,77%, a R$ 13,97/kg em janeiro. Grande parte dos atacadistas consultados pelo Cepea indica que a oferta está um pouco abaixo do esperado para a época do ano, além de sinalizar uma melhora na demanda. Essa pesquisa sobre o segmento de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas do estado de São Paulo e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Dezembro/15
Preço ao produtor neste ano é o menor desde 2010
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Cepea, 30 – Os preços do leite recebido pelos produtores em dezembro confirmaram as expectativas da maioria dos colaboradores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, e seguiram estáveis, com ligeiro recuo de 0,03% sobre novembro, a R$ 0,9673/litro na “média Brasil” (MG, RS, SP, PR, GO, BA e SC). Com isso, em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de nov/15), o preço médio líquido de 2015, calculado pelo Cepea em R$ 0,9529, é o menor dos últimos cinco anos.

Pesquisadores do Cepea destacam que, diferentemente do milho, da soja, do açúcar, do algodão e do boi gordo, entre outros, que foram favorecidos pela desvalorização do Real frente ao dólar no cenário internacional, a pecuária de leite teve um ano difícil em todos os seus elos. “Dentro da porteira”, produtores enfrentaram aumentos constantes de custos de produção e preços bem abaixo dos anos anteriores. Para as indústrias, o desafio foi fechar as contas num contexto de enfraquecimento da renda nacional e vendas de derivados bem inferiores ao esperado para o ano.

A menor demanda por diversos derivados lácteos, a queda nas margens dos produtores, o excesso de chuvas no Sul do País nos últimos meses, o atraso das chuvas em parte do Sudeste e Centro-Oeste e o aumento da concorrência entre indústrias por produtores em algumas regiões foram algumas ocorrências que dificultaram a obtenção de resultados positivos em 2015.

Em dezembro, o preço médio bruto (inclui frete e impostos) pago ao produtor foi de R$ 1,0534/litro, 2,04% menor, em termos reais, que o de um ano atrás. Com exceção dos estados do Sul, que registraram alta nos preços, todas as outras regiões analisadas tiveram quedas que refletem o período sazonal de safra. A maior alta ocorreu em Santa Catarina, de 1,3%, com o litro na média de R$ 1,028 e a maior queda recaiu sobre produtores da Bahia, de 1,7%, onde a média bruta foi de R$ 1,0143/litro.

Pesquisadores do Cepea explicam que, enquanto 2014 foi pautado pela “oferta”, que impactou o mercado durante todo o ano passado – a captação de leite em 2014 foi quase 14% maior que em 2013, segundo ICAP-L/Cepea –, em 2015, o fundamento central foi a “demanda”. Devido à crise econômica nacional, o poder de compra do consumidor foi prejudicado e a demanda por derivados lácteos, diretamente afetadas. Com isso, as expectativas de melhora para o setor ficam atreladas à recuperação da economia do País, o que pode não ocorrer no curto prazo.

De outubro para novembro, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) sinalizou aumento de 0,41%. Mesmo com atraso e com níveis de precipitação ainda abaixo do esperado para o período, as chuvas favoreceram a qualidade das pastagens e, consequentemente, a captação de leite nos estados do Sudeste e parte do Centro-Oeste. Já para a região Sul o excesso de chuvas passou a prejudicar a produção de leite e também a logística de coleta, o que limitou o aumento do ICAP-L comum nesta época do ano. Dos sete estados incluídos no ICAP-L/Cepea, destacaram-se Goiás, com aumento de 4,98% na captação, e Rio Grande do Sul, com queda de 2,43%.

No balanço ainda parcial de 2015 (jan-nov), o ICAP-L/Cepea está 9,2% acima do registrado para mesmo período de 2014.

A crise econômica, a instabilidade política, o excesso de chuvas no Sul do País e a promessa de um forte El Niño para os próximos meses têm mexido bastante nas expectativas dos profissionais de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea. Para janeiro/16, a maioria dos entrevistados (62,1%), que representam 67,2% do leite amostrado, já espera estabilidade nos preços. Outros 34,5% dos agentes, que representam 31,9% do volume amostrado de leite, ainda acreditam em queda e apenas 3,4%, que representa 0,9% do volume da amostra, acreditam em alta.

No mercado de derivados, após a alta dos preços do leite UHT e do queijo muçarela em novembro, ambos voltaram a se desvalorizar em dezembro. Os colaboradores que apontavam leve melhora na demanda por esses derivados em novembro, o que justificou a elevação das cotações, neste mês, relataram demanda abaixo da expectativa, insuficiente para sustentar os preços. As médias de dezembro (até dia 23) do leite UHT e do queijo muçarela negociados no atacado do estado de São Paulo são de R$ 2,2227/litro e de R$ 13,56/kg, respectivamente, o que representa ligeiras quedas de 1,73% e de 0,1% sobre os valores de novembro. A pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas do estado de SP e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Novembro/15
Excesso de chuva no Sul e falta no Nordeste prejudicam produção
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Cepea, 30 – O movimento sazonal de enfraquecimento dos preços do leite ao produtor se manteve em novembro, mas algumas atenuantes limitaram as quedas. Uma delas são as chuvas, excessivas no Sul e escassas no Nordeste. Outra foi um forte reajuste em Minas Gerais.

No balanço, o preço recebido pelo produtor (sem frete e impostos) recuou 0,57% de outubro para novembro, com a média a R$ 0,9675/litro, conforme levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Na comparação com novembro/14, o preço está 5,9% menor em termos reais (deflacionados pelo IPCA de outubro/15). O valor bruto (inclui frete e impostos) pago pelos laticínios/cooperativas foi de R$ 1,0541/litro, redução de 0,46% em relação ao mês anterior.

Nos estados do Sul, as chuvas se intensificaram a ponto de reduzir a produção de leite em muitas regiões, além de dificultarem a captação do produto. Já na Bahia, é a falta de precipitações que tem diminuído a produção, informa o Cepea.

Representando a média ponderada de sete estados, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) de outubro apontou queda de 0,86% frente a setembro. Na Bahia, no entanto, a redução mensal chegou a 13,99%. O Rio Grande do Sul também teve queda importante, de 5,78%, seguido por Santa Catarina (-4,55%) e Paraná (-1,47%). Diferentemente, São Paulo (2,74%), Minas Gerais (1,72%) e Goiás (1,62%) mantêm o ritmo de crescimento na produção, conforme avançam as chuvas.

Outro fator que impactou diretamente nos preços pagos ao produtor foi o reajuste feito por um laticínio de grande porte na mesorregião sul/sudoeste de Minas, diante do aumento da concorrência por produtores nessas praças. Com isso, a média do estado, que vinha em tendência de queda, reagiu e amenizou a baixa nacional.

Segundo alguns colaboradores do Cepea, o excesso de chuvas na região Sul, além de prejudicar a produção, também tem impedido o pecuarista de fazer a reforma das pastagens, comum nesta época do ano. Com isso, o mercado de insumos para essas atividades nessas regiões está desaquecido, podendo haver consequências negativas futuras quanto ao fornecimento de pastagens de qualidade para alimentação dos animais.

O aumento da precipitação no Sul também divide a expectativa dos agentes consultados pelo Cepea quanto aos preços no próximo mês. Uma parte dos entrevistados (45,7%), que representa 51,6% do leite amostrado, acredita que o recuo deve se manter em dezembro. Por outro lado, 42,9% dos entrevistados, que representam 47,7% do volume amostrado, indicam estabilidade. E apenas 11,4% acreditam em alta.

No mercado de derivados, após quatro meses de quedas para o leite UHT e de três meses para o queijo muçarela, ambos se valorizaram no fechamento parcial de novembro. Alguns colaboradores apontam leve melhora na demanda por esses derivados, o que ajudou na recuperação dos preços. O leite UHT e o queijo muçarela negociados no atacado do estado de São Paulo tiveram médias de R$ 2,2628/litro e de R$ 13,54/kg, respectivamente, em novembro, 3,39% e 1,17% superiores aos valores de outubro. A pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas do estado de SP e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Outubro/15
Chuva favorece produção e preço ao produtor segue em queda
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Cepea, 3 – Com a chegada das águas nas principais regiões produtoras de leite em setembro, a produção aumentou e o valor pago ao produtor em outubro teve a segunda queda consecutiva, considerando-se a “média Brasil” (MG, PR, RS, SC, SP, GO e BA). De acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o preço líquido (sem frete e impostos) recebido pelo produtor recuou 1,15% de setembro para outubro, com a média indo para R$ 0,9731/litro. Na comparação com outubro/14, o preço está 9,2% menor em termos reais (deflacionados pelo IPCA de setembro/15). O preço bruto médio (inclui frete e impostos) pago pelos laticínios/cooperativas foi de R$ 1,0589/litro, redução de 0,73% em relação ao mês anterior.

As quedas ocorreram em praticamente todas as praças acompanhadas pelo Cepea; apenas no Rio Grande do Sul e na Bahia, os valores subiram um pouco. Esse recuo já era esperado por agentes consultados pelo Cepea, tendo em vista o aumento da produção nesta época do ano. No Rio Grande do Sul, no entanto, o excesso de chuvas limitou o crescimento da oferta, motivando alta dos preços ao produtor. Na Bahia, foi a competição entre laticínios por produtores que elevou as cotações.

Em setembro/15, o Índice de Captação do Cepea (ICAP-L/Cepea) registrou novo aumento, de 3,26%, em relação a agosto e de 8,1% na comparação com setembro/14. São Paulo teve o maior aumento de captação, de 4,66%, seguido por Goiás (4,55%), Minas Gerais (3,74%), Paraná (3,04%), Rio Grande do Sul (2,13%) e Santa Catarina (1,91%). Bahia foi o único estado onde a captação de leite diminuiu, 3,04%.

Para novembro, a expectativa da maior parte dos representantes de laticínios/cooperativas ainda é de queda nos preços. Entre os colaboradores consultados pelo Cepea, 72,7% deles, que representam 95,4% do leite amostrado, acreditam que haverá novo recuo no próximo mês; apenas 18,2% dos agentes, que respondem por 3,9% do volume captado, sinalizam estabilidade. Há ainda um grupo que reúne 9,1% dos profissionais consultados, representantes de 0,6% da amostra, que acreditam em alta em novembro.

No mercado paulista de derivados (referência de consumo varejista), o leite UHT e o queijo muçarela se desvalorizaram em outubro pelo quarto mês seguido. Apesar da queda mensal, os fechamentos diários sinalizaram ligeira reação nos preços do leite UHT no final de outubro, influenciados por certo aquecimento da demanda por esse produto. Já para o queijo muçarela, a demanda ainda está fraca e as cotações seguiram com quedas diárias.

Em outubro (até o dia 28), o leite UHT teve média de R$ 2,1848/litro e o queijo muçarela, de R$ 13,4062/kg, quedas de 2,6% e de 2,63%, respectivamente, em relação a setembro/15. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).


Setembro/15
Captação aumenta e preço ao produtor cai após 6 meses de alta
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Cepea, 1º – Depois de seis meses de altas consecutivas, o preço do leite pago ao produtor registrou queda em todas as regiões que compõem a “média Brasil” (MG, PR, RS, SC, SP, GO e BA), de acordo com pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

O valor líquido (sem frete e impostos) recebido pelo produtor (“média Brasil”, ponderada pelo volume captado em agosto nos sete estados) recuou 1,2% de agosto para setembro, fechando a R$ 0,9844/litro. Na comparação com setembro/14, o preço está 9,9% inferior em termos reais (deflacionados pelo IPCA de agosto/15). O preço bruto médio (inclui frete e impostos) pago pelos laticínios/cooperativas foi de R$ 1,0667/litro, redução de 1,62% em relação ao mês anterior.

Conforme pesquisadores do Cepea, as quedas foram influenciadas, principalmente, pelo aumento da captação em todos os estados que compõem a “média Brasil” e também pela demanda enfraquecida por derivados lácteos. Em algumas praças, no entanto, há competição entre laticínios por produtores e isso ajudou a manter a estabilidade ou mesmo a proporcionar elevação dos preços nessas localidades.

Em agosto/15, o Índice de Captação do Cepea (ICAP-L/Cepea) teve alta de 4,62% em relação a julho e de 8,0% na comparação com agosto/14. Santa Catarina teve o maior aumento de captação, de 12,3%, seguido por Goiás (8,1%), Paraná (6,2%), São Paulo (4,2%), Bahia (2,8%), Rio Grande do Sul (2,5%) e Minas Gerais (1,5%).

Para o próximo mês, a expectativa da maior parte dos representantes de laticínios/cooperativas é de queda nos preços. Entre os compradores consultados pelo Cepea, 85,4% deles, que representam 93,9% do leite amostrado, acreditam que haverá novo recuo em outubro, enquanto apenas 14,6% dos agentes, que representam 6,1% do volume captado, sinalizam estabilidade para o próximo mês. Essas expectativas refletem o aumento da disponibilidade de leite nas principais regiões produtoras, principalmente nos estados da região Sul.

Levantamentos do Cepea também sobre derivados lácteos negociados no segmento atacadista do estado de São Paulo mostram que o leite UHT e a muçarela se desvalorizaram em setembro pelo terceiro mês seguido. Agentes desse mercado relatam aumento dos estoques por parte da indústria e a necessidade de “promoções” no fim do mês para compensar a falta de demanda que tem sido observada. Com isso, muitas empresas tentam baixar seus estoques, o que influencia na queda dos preços.

Em setembro (até o dia 29), o leite UHT teve média de R$ 2,2458/litro e o queijo muçarela, de R$ 13,7817/kg, quedas de 2,96% e 1,28%, respectivamente, em relação a agosto/15. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Agosto/15
Preço recebido pelo produtor é o maior do ano, a R$ 1/litro
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Cepea, 1º – Em alta há seis meses, o preço do leite recebido pelo produtor atingiu em agosto o maior patamar deste ano, segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O preço líquido, ou seja, sem frete e impostos, foi de R$ 0,9964/litro na “média Brasil”, que é ponderada pelo volume captado em julho nos estados de MG, PR, RS, SC, SP, GO e BA. Em comparação com o mês anterior, houve elevação de 2,09%. Contudo, a média atual ainda é 10% menor que a de agosto do ano passado em termos reais (deflacionados pelo IPCA de julho/15). O preço bruto (inclui frete e impostos) foi de R$ 1,0843/litro, acréscimo de 1,9% em relação a julho e queda de 9,6% frente a ago/14, em termos reais.

Segundo pesquisadores do Cepea, a demanda pouco aquecida limitou a valorização do leite na entressafra deste ano (predominantemente entre março e julho), o que diferiu dos anos anteriores, quando foram registrados picos expressivos de alta nesse período. Desse modo, a elevação dos preços ocorreu de forma mais gradual, se estendendo até agosto, quando, tipicamente, a entressafra no Sudeste e Centro-Oeste se encerra e a produção leiteira no Sul se consolida.

Essa sazonalidade da produção não se alterou. Em julho, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) aumentou 1,67% em relação a junho, puxado principalmente pelos estados da região Sul. Com exceção do Goiás (que registrou queda de 0,59% no índice), todos os outros estados da “média Brasil” tiveram aumento na captação, com destaque para Rio Grande do Sul (4,34%), Santa Catarina (2%), Paraná (1,93%), São Paulo (1,57%), Minas Gerais (0,96%) e Bahia (0,67%).

A expectativa da maioria dos agentes consultados pelo Cepea é de que, com o avanço da safra Sulista e o aumento no volume de chuvas no restante do País, a produção leiteira se eleve e as cotações percam fôlego nos próximos meses. Em números, 48,5% dos laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea que representam 43,5% do leite amostrado acreditam em queda nas cotações. Outros 27,3% (47,2% do leite amostrado) sinalizam estabilidade e um grupo menor, de 24,2% dos pesquisados (9,3% da amostra), indica continuidade das altas dos preços.

O acompanhamento diário do mercado de derivados feito pelo Cepea junto a laticínios e atacadistas do estado de São Paulo indica que, em agosto, o consumo de leite UHT e queijo muçarela continuou enfraquecido. Com isso, o preço do UHT teve nova desvalorização, de 4,84% frente a julho, sendo negociado na média de R$ 2,3144/litro. A cotação média da muçarela apresentou ligeira queda de 0,11% em relação a julho, a R$ 13,96/kg em agosto. Este levantamento tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Julho/15
Produção aumenta, mas preço segue em alta pelo quinto mês
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Mesmo com o aumento na captação por parte da indústria, o preço do leite pago ao produtor seguiu em alta no mercado nacional pelo quinto mês consecutivo, de acordo com levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. O valor médio líquido do leite em julho, na “média Brasil” – ponderada pelo volume captado em junho nos estados de MG, PR, RS, SC, SP, GO e BA –, foi de R$ 0,9760/litro (sem frete e impostos), alta de 2,34% frente ao mês anterior, mas queda de 11,5% na comparação com junho/14, em termos reais (deflacionados pelo IPCA de jun/15). O preço bruto (inclui frete e impostos) foi de R$ 1,0641/litro, elevação de 2,19% em relação a junho, porém com recuo 11% de em 12 meses, em termos reais.

Segundo pesquisadores do Cepea, a valorização nos últimos cinco meses tem sido contínua, porém a percentuais mensais menores que em anos anteriores. Isso porque a demanda pelos lácteos permanece pouco aquecida, dificultando a recuperação dos preços ao produtor em um menor período de tempo, como ocorre normalmente.

Com relação à produção de leite, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) teve alta de 4,28% de maio para junho e de expressivos 11,12% em relação a junho/14. De acordo com colaboradores consultados pelo Cepea, o bom regime de chuvas nas regiões Sul e Nordeste, atrelado ao período de safra sulista resultaram nesse cenário. Em todos os estados da “média Brasil” houve aumento na captação, com destaque para Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul que registraram os maiores aumentos, de 9,63%, 9,57% e 9,39%, respectivamente. Na sequência vieram Paraná (5%), São Paulo (2,54%), Minas Gerais (1,39%) e Goiás (0,36%).

Para os próximos meses, as expectativas ainda são de aumento na produção sulista, visto que a safra na região está no início, além de haver previsões de que as cotações dos concentrados se mantenham em queda. A captação em algumas praças do Sul, no entanto, pode ser limitada devido ao excesso de chuvas. Por outro lado, as precipitações de julho em alguns estados das regiões Centro-Oeste e Sudeste podem influenciar no aumento da captação nessas localidades.

Para agosto, segundo laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea as previsões quanto ao comportamento dos preços são divergentes. Enquanto 28,6% (representam 34% do leite amostrado) acreditam em alta, 39,3% (56% do leite amostrado) sinalizam estabilidade. Já 32,1% dos pesquisados (9,9% da amostra) indicam desvalorização.

No mercado de derivados, houve queda nos preços médios do leite UHT em julho frente aos do mês anterior, porém, a cotação da muçarela não acompanhou o mesmo movimento, como normalmente ocorre. O leite UHT se desvalorizou 0,73%, a R$ 2,34/l em média, e a muçarela teve alta de 3,3% (R$ 13,98/kg) – ambos negociados no atacado do estado de São Paulo. De acordo com colaboradores, o ritmo fraco das vendas do UHT não permitiu a continuidade dos aumentos verificados desde março/15, porém e a baixa oferta pontual de muçarela valorizou este lácteo. Este levantamento de preços de derivados do Cepea é realizado diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

Junho/15
Forragens de inverno da região Sul ajudam a equilibrar oferta; preços seguem em recuperação
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Junho foi mais um mês de alta do preço médio do leite pago ao produtor, mas os valores continuam abaixo dos praticados um ano atrás, de acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

De maio para junho, o aumento do preço recebido pelo produtor (sem frete e impostos) foi de 2,2%, com o litro a R$ 0,9537 na “média Brasil” – ponderada pelo volume captado em maio nos estados de MG, PR, RS, SC, SP, GO e BA. O preço bruto (inclui frete e impostos) fechou a R$ 1,0413/litro, aumento de 2,7% em relação à média de maio/15, mas ainda 5,2% abaixo ao do mesmo período de 2014.

Aumentos no comparativo mensal ocorreram em todos os estados da “média Brasil”. Paraná e São Paulo registraram as maiores altas, de 4,4% e 3,5%, respectivamente, nos preços líquidos médios pagos ao produtor.

O cenário altista já era esperado; reflete o período de entressafra no Sudeste e Centro-Oeste e o aumento da competição entre cooperativas/laticínios por produtores dessas regiões. Já no Sul, a produção tem aumentado graças à utilização das forragens de inverno e, com isso, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) ficou praticamente estável em maio, com ligeira alta de 0,43%, considerando-se os sete estados que compõem a “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP). Em Santa Catarina, a captação de maio foi 6,99% maior que a de abril; no Paraná, aumentou 2,23% e, no Rio Grande do Sul, 1,9%. Já nas demais regiões, o volume produzido diminuiu. Na Bahia, a queda chegou a 4,23%, em São Paulo, foi de 2,61%, em Goiás, de 2,08% e em Minas, de 0,61%.

Pesquisadores do Cepea comentam que os preços atuais continuam baixos quando comparados aos de anos anteriores, ao passo que os custos permanecem em patamares relativamente altos, podendo inviabilizar a atividade. Ao mesmo tempo, diante de preços atrativos da arroba, muitos produtores, especialmente de pequena escala, têm optado por abater vacas, o que pode ter impactos negativos na produção futura de leite.

Para julho, a expectativa de representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea é de continuidade do aumento nos preços. Entre os compradores entrevistados, 82,5%, que representam 76,4% do leite amostrado, acreditam em elevação e 17,5%, que representam 23,6% do volume captado, indicam estabilidade.

Tradicionalmente, com os reajustes positivos dos preços no primeiro semestre, a margem do produtor tende a aumentar. Neste ano, porém, os preços no início do ano estavam muito baixos e também os reajustes têm sido pequenos, o que tem limitado a recuperação das margens – tem sido mais lenta que em outras safras. Porém, espera-se que o movimento de alta dos preços se estenda por mais tempo.

No segmento de derivados, as cotações também acumularam alta em relação a maio, seguindo as tendências da entressafra. De acordo com colaboradores do Cepea, a demanda esteve boa nas três primeiras semanas do mês, puxando os preços para cima. Porém, na última semana, com um novo enfraquecimento das vendas, a indústria reduziu um pouco os preços para estimular a liquidez dos negócios. No atacado paulista, o leite UHT e o queijo muçarela tiveram valorização de 10,1% e 10,5% frente a maio. O leite UHT teve média de R$ 2,453/litro em junho e o queijo muçarela, de R$ 13,54/kg. A pesquisa sobre os preços de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).


Maio/15
PREÇOS SEGUEM EM ALTA EM TODOS OS ESTADOS DA “MÉDIA BRASIL”
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Cepea, 1º – O preço do leite recebido pelo produtor (sem frete e impostos) teve alta de 4,4% em maio, passando para R$ 0,9334/litro na “média Brasil”, que pondera o preço pelo volume captado nos estados de BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP, segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Esse valor, no entanto, é 8,9% menor que o de maio de 2014, em temos reais (valores deflacionados IPCA de abril/15). O preço bruto médio (com frete em impostos) foi de R$ 1,0142/litro, perda de 14,1% frente a maio/14.

O aumento do preço médio nacional de abril para maio foi influenciado pela valorização no Sul do País, principalmente em Santa Catarina (7%), e em Goiás (5,6%). É comum os preços se manterem em alta ou pelo menos firmes neste período de entressafra e, levantamentos do Cepea junto a representantes de laticínios/cooperativas confirmam essa tendência também para os próximos meses.

Mais da metade dos compradores ouvidos pelo Cepea (59,5%), que representam 56,2% do volume do leite amostrado, acreditam ainda em alta nas cotações em junho. Outros 40,5%, que respondem por 43,2% do leite amostrado, já esperam estabilidade para este mês.

Dentre os estados acompanhados pelo Cepea, o preço do leite subiu fortemente (7%) em Santa Catarina, indo para R$ 0,9239/litro. Além da menor produção no estado, a alta esteve atrelada à competição pela matéria-prima entre as empresas da região. Alguns produtores têm deixado a atividade, e laticínios se preocupam em oferecer valores que evitem a perda de novos fornecedores.

O Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) teve queda de 2,89% em abril, considerando-se os sete estados que compõem a “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP). A região Sul teve queda significativa na produção, de 4,87% no Rio Grande do Sul, 3,65% no Paraná e de 3,34% em Santa Catarina. Para os próximos meses, a captação deve começar a se recuperar no Sul do País, devido às forragens de inverno. Os demais estados também tiveram queda de produção leite em abril; a menor delas, de apenas 0,5%, ocorreu em Minas Gerais, principal estado produtor.

No mercado atacadista de derivados do estado de São Paulo, os preços continuaram se recuperando, puxados pela diminuição da oferta e melhora da demanda comparativamente aos meses anteriores. A média do leite UHT foi de R$ 2,22/litro, 4,48% superior à de abril. No mesmo sentido, a muçarela, em maio, teve média de R$ 12,24/kg, superando em 4,08% a do mês anterior – as altas foram praticamente diárias. O levantamento de preços de derivados do Cepea é diário e conta com apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Abril/15
QUEDA NA CAPTAÇÃO ELEVA PREÇO PELO 2º MÊS SEGUIDO
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Cepea, 5 – O preço do leite recebido pelo produtor aumentou pelo segundo mês consecutivo. Em abril, a “média Brasil” líquida foi de R$ 0,8942/litro, aumento de 3,9 centavos/litro (ou de 4,5%) em relação a março. Esta média, calculada pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, é ponderada pelo volume captado nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA. Contabilizando-se o frete e impostos, o preço bruto teve média de R$ 0,9791/litro, valor 4,4% superior ao do mês anterior, mas 15,9% abaixo do de abril/14 em termos reais – considerando-se a inflação (IPCA) do período.

Segundo colaboradores do Cepea, o aumento esteve atrelado, principalmente, à queda na captação em março, em boa parte devido ao início da entressafra na região Sul do Brasil. Essa menor oferta, por sua vez, eleva a competição entre as indústrias e impulsiona os valores da matéria-prima. Vale ressaltar, no entanto, que, neste ano, observa-se maior cautela por parte de representantes da indústria para não acumular estoques, como ocorreu no semestre passado.

A captação do leite pelos laticínios/cooperativas teve queda em todos os estados acompanhados pelo Cepea. De fevereiro para março, houve redução de 6,62% no Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L). Minas Gerais e São Paulo registraram as diminuições mais acentuadas, de 9,45% e de 8,9%, respectivamente, seguidos pelo Paraná (6,26%), Goiás (5,82%), Santa Catarina (4,79%), Rio Grande do Sul (2,33%) e Bahia (2,19%).

Para maio, a expectativa é de que os preços do leite sigam em alta, ainda impulsionados pela oferta restrita de matéria-prima, mas com menos intensidade. Mais de 71% dos agentes entrevistados pelo Cepea (que representam 65,9% do volume amostrado) acreditam em nova alta nos preços do leite em maio, enquanto o restante (28,5% que representam 34,1% do volume) espera estabilidade nas cotações. Nenhum dos colaboradores consultados estima queda de preços para o próximo mês.

Quanto aos derivados, o preço do leite UHT subiu 2,6% de março para abril no atacado do estado de São Paulo – este foi o terceiro aumento seguido –, com a média indo para R$ 2,1311/litro. O queijo muçarela também se valorizou pelo terceiro mês consecutivo (2,3%), cotado a R$ 11,76/kg em abril.

De acordo com alguns atacadistas consultados pelo Cepea, agentes de indústrias têm reajustado positivamente os valores, aos poucos, visando recuperar as margens, ou, até mesmo, alinhar os custos de produção, que estão mais altos neste início de ano. A demanda, contudo, está enfraquecida, e, para liquidar os produtos, parte dos atacadistas precisaria reduzir os valores. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

Março/15
APÓS NOVE MESES EM QUEDA, PREÇO PAGO AO PRODUTOR INICIA RECUPERAÇÃO
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Cepea, 1º – A menor oferta de leite no campo, justificada pelo início da entressafra na região Sul do País, resultou em ligeira alta nas cotações do leite pago ao produtor em março, de acordo com levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Observando-se os 20 anos da série Cepea, constata-se que os preços ao produtor nunca recuaram de fevereiro para março, devido, justamente, ao início do período da entressafra no Sul. Porém, neste ano, o aumento dos preços ocorreu de forma mais amena devido, principalmente, ao enfraquecimento da demanda em algumas regiões do País.

Na “média Brasil” (GO, MG, RS, SP, PR, BA e SC), o preço do leite recebido pelo produtor subiu 2,05% com relação ao mês anterior, fechando a R$ 0,8554/litro (valor líquido – sem frete e impostos) – este é o primeiro aumento após nove meses de quedas consecutivas. O preço bruto (inclui frete e impostos) pago ao produtor teve média de R$ 0,9376, alta de 1,63% (ou de 1,5 centavo por litro) frente ao mês anterior. Considerando-se a série histórica deflacionada do Cepea (pelo IPCA de fev/15), o preço médio líquido de março/15 é 14,6% inferior ao de março/14.

O Índice de Captação do Leite (ICAP-L) de fevereiro sinalizou leve aumento de 0,62% em relação a janeiro, considerando-se os sete estados que compõem a “média Brasil”. Ainda assim, o volume produzido em fevereiro foi 14,6% superior ao do mesmo período de 2014. O avanço de 0,62% do ICAP-L em fevereiro foi obtido com o aumento de 8,02% da captação em Minas Gerais, de 2,82% em São Paulo e de 1,42% na Bahia, já que nos três estados do Sul e também em Goiás, houve diminuição do volume entre janeiro e fevereiro – recuo de 9,3% em Santa Catarina, de 7,41% no Rio Grande do Sul, de 0,3% no Paraná e de 0,1% em Goiás.

Para abril, a expectativa é de que os preços do leite sigam em alta, impulsionados pela menor oferta da região Sul. Dentre os agentes (laticínios/cooperativas) consultados pelo Cepea, 67,5% dos entrevistados (que representam expressivos 92,6% do leite amostrado) acreditam em nova alta nos para o próximo mês. Outros 27,5% dos agentes (que representam 7,2% do volume de leite amostrado) têm expectativas de estabilidade nos preços. Apenas 5% dos agentes esperam queda para abril/15.

A valorização da matéria-prima se refletiu no segmento de derivados, que teve influência também da interrupção do abastecimento causada pela greve dos caminhoneiros. No atacado paulista, os preços do leite UHT aumentaram 1,66% entre fevereiro e março, fechando o mês com a média mensal indo para R$ 1,8250/litro. Esse reajuste ocorre após cinco meses seguidos de queda. O queijo muçarela, que normalmente segue as tendências do UHT, também se valorizou, 1,5%, com o quilo na média de R$ 11,3576. Para o levantamento de preços de derivados, a equipe Cepea contata diariamente representantes de laticínios e atacadistas; essa pesquisa tem apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

Fevereiro/15
QUEDA INFERIOR A 1% PODE SINALIZAR MUDANÇA DE TENDÊNCIA
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Cepea, 02 – Após altas consecutivas desde maio do ano passado, a captação de leite pelas indústrias/cooperativas acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, recuou em janeiro. O principal motivo foi a falta de chuvas nas regiões produtoras do Sudeste e Centro-Oeste na virada do ano. Ainda assim, o preço ao produtor se manteve em queda em fevereiro. A variação, contudo, foi pequena, o que pode sinalizar mudança de tendência nos próximos meses.

Considerando-se a “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), o preço líquido do leite recebido pelo produtor caiu 0,76% em fevereiro, na comparação com janeiro, indo para R$ 0,8382/litro. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o recuo é de 11,5% em termos reais (deflacionados pelo IPCA de jan/15). O preço bruto médio (inclui frete e impostos - pago ao produtor) foi de R$ 0,9226/litro, baixa de 0,71% no mês.

O índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) recuou 3,5% de dezembro/14 para janeiro/15. Chuvas abaixo do normal em grande parte do País dificultaram a recuperação das pastagens. Além disso, na tentativa de regular os volumes de leite estocado, laticínios/cooperativas reduziram o ritmo de compras de matéria-prima. A diminuição, no entanto, não foi uniforme. Em Goiás, a captação baixou 7,36%; em São Paulo, 3,02% e, no Rio Grande do Sul, houve mesmo aumento, de 0,3%.

Para os próximos meses, representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea acreditam que pode haver estabilidade e/ou alta nos preços pagos ao produtor. Entre os entrevistados, 50% dos agentes (que representam 68,84% do volume amostrado) acreditam em estabilidade. Outros 30,43% dos colaboradores consultados pelo Cepea esperam alta em março (estes representam 22,62% do leite amostrado). Já 19,6% dos entrevistados ainda têm expectativa de queda nos preços no mês que vem.

No segmento de derivados, o leite UHT no mercado atacadista do estado de São Paulo, depois de cinco meses em quedas, se valorizou 1,6% de janeiro para fevereiro, com a média indo para R$ 1,82/litro. O queijo muçarela, também após cinco recuos seguidos, teve recuperação de 1,5%, com a média a 11,36/kg em fevereiro. Grande parte dos atacadistas consultados pelo Cepea indica que os estoques, antes considerados altos, já vêm se estabilizando. Esta pesquisa sobre o segmento de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas do estado de São Paulo e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

Janeiro/15
HÁ OITO MESES EM QUEDA, PREÇO AO PRODUTOR RECUA 17%
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Cepea, 03 – Com estoques altos nos laticínios desde o final do ano passado e retração na demanda devido, principalmente, às férias escolares, os preços do leite pagos ao produtor recuaram novamente, e com força, em janeiro em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. O movimento de queda persiste desde junho/14 e já diminuiu a “média Brasil” (GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA) líquida (valor recebido pelos produtores) em 17% – esta média é ponderada pelo volume captado no respectivo mês nos estados que a compõem.

Em janeiro, a “média Brasil” líquida (não inclui frete nem impostos) foi de R$ 0,8446/litro, redução de 5,8% ou de 5,2 centavos de Real por litro na comparação com dezembro/14 e de 10,8% em relação a janeiro/14, em termos reais (deflacionados pelo IPCA de dez/14). O preço bruto médio (inclui frete e impostos - pago ao produtor) foi de R$ 0,9292/litro, queda de 5,3% ou também 5,2 centavos frente ao mês anterior.

A captação do leite pelos laticínios/cooperativas em dezembro/14 teve alta menos expressiva (+0,66%) que em novembro, de acordo com o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea). A Bahia teve a maior elevação, de 9%, seguida pelo Rio Grande do Sul (2,49%) e Goiás (1,40%). A única queda ocorreu no Paraná (-2,10%). Segundo colaboradores do Cepea, as chuvas que deveriam ocorrer nesta época do ano em Minas Gerais, Goiás e algumas regiões de São Paulo ainda estão abaixo do esperado, limitando a qualidade dos pastos e consequentemente a produção leiteira.

A queda nos preços não surpreendeu agentes do setor consultados pelo Cepea. Muitos estavam atentos aos elevados estoques de leite que, segundo representantes da indústria, começam a diminuir, inclusive porque alguns laticínios adotaram a estratégia de “desacelerar” a captação. De fato, dados do Cepea mostram que os percentuais de aumento da captação registrados nos últimos meses, em dezembro, deram espaço à estabilidade na maioria dos laticínios.

Combinado a isso, as chuvas abaixo do esperado em muitas regiões embasam a expectativa, por parte de alguns colaboradores, de retomada das cotações no curto prazo. Outro grupo de representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea acredita em estabilidade para os próximos meses, mas a maior parcela ainda vê fundamentos para novas quedas. Entre os compradores entrevistados, 67,3%, que representam expressivos 56,5% do leite amostrado, apontam queda nos valores em fevereiro. Outros 28,6% dos agentes, que representaram 41,9% do volume amostrado de leite em dezembro, indicam manutenção dos preços. Apenas 4,1% dos agentes esperam alta para o próximo mês.

No mercado de derivados, também houve desvalorizações no comparativo com dezembro/14. No atacado do estado de São Paulo, o leite UHT recuou 5,33%, com média de R$ 1,7952/litro. O queijo muçarela ficou praticamente estável (-0,30%), a R$ 11,19/kg em janeiro. Alguns atacadistas acreditam em preços mais firmes a partir da segunda quinzena de fevereiro. Os estoques diminuíram e algumas indústrias estão “testando” o mercado, praticando leves altas para a recuperação das margens ou até mesmo para alinhamento com os custos de produção mais altos neste início de ano. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

Dezembro/14
PREÇO AO PRODUTOR É O MENOR DOS ÚLTIMOS QUATRO ANOS
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Cepea, 30 – Os preços do leite pago ao produtor tiveram nova queda expressiva em dezembro, de 4,5%, tornando-se os menores valores dos últimos quatro anos para o mês. No comparativo com dezembro de 2013, por exemplo, a queda é de 10%, em termos reais – IPCA de nov/14). A pressão continua vindo do aumento na captação de leite em todos os estados acompanhados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Mesmo com os derivados em queda, a demanda não tem sido suficiente para absorver tal oferta.

Em dezembro, o preço médio bruto (inclui frete e impostos) pago ao produtor, na “média Brasil” (MG, RS, SP, PR, GO, BA e SC), foi de R$ 0,9810/litro, forte redução de 4,3% em relação a novembro. O preço líquido médio (sem frete e impostos) caiu 4,6%, passando para R$ 0,8968/litro. Essas médias, calculadas pelo Cepea, são ponderadas pelo volume captado em novembro nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA.

Houve queda no preço líquido do leite em todos os estados da pesquisa do Cepea. As maiores baixas foram registradas em Goiás, Paraná e Minas Gerais, de 13,12%, 10,70% e 10,04%, respectivamente. Entre os estados que compõem a “Média Brasil”, Santa Catarina teve o menor valor em dezembro, de R$ 0,8337/litro, seguido pelo Rio Grande do Sul, com R$ 0,8657/litro – médias líquidas.

Pesquisadores do Cepea explicam que os altos patamares de preços alcançados em 2013 elevaram os investimentos na atividade leiteira, que resultaram em maior produção neste ano e acúmulo de estoques, principalmente no segundo semestre. Com a oferta elevada, as cotações recuaram no último quadrimestre do ano, após três meses de relativa estabilidade.

Além disso, nos últimos meses do ano, mesmo com atraso, as chuvas favoreceram a qualidade das pastagens e, consequentemente, a captação de leite, que alcançou a maior alta mensal de 2014. De outubro para novembro, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) teve aumento de 6,43%. O destaque no período foi para Goiás, São Paulo e Minas Gerais, onde os avanços foram de 11,09%, 11,03% e de 7,87%, respectivamente.

Segundo indicações de profissionais de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea, para janeiro/15, a expectativa é de nova queda nos preços do leite. A maioria dos entrevistados (75%), que representam 87,75% do leite amostrado, indica que haverá baixa nos valores. Outros 23,53% dos agentes, que representam 12,07% do volume amostrado de leite, acreditam em estabilidade. E apenas 1,47%, que representa 0,17% do volume da amostra, acredita em alta.

No mercado de derivados, também houve queda nas cotações, em decorrência principalmente dos estoques elevados. Os preços médios do leite UHT e do queijo muçarela negociados no atacado do estado de São Paulo em dezembro (até o dia 26) foram de R$ 1,88/litro e R$ 11,24/kg, respectivamente, 5,2% e 2,2% inferiores às médias de novembro. A pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).


Novembro/14
COM ESTOQUES ALTOS, PREÇO AO PRODUTOR RECUA FORTES 4%
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Cepea, 1° – Seguindo o movimento de queda já observado no mês anterior, o preço do leite pago ao produtor (bruto), na “média Brasil” (MG, RS, SP, PR, GO, BA e SC), recuou expressivos 4,08% em novembro frente a outubro, com média de R$ 1,0249/litro (inclui frete e impostos). O preço líquido (recebido pelo produtor) esteve a R$ 0,9404/litro, redução de 4,28%. Em termos reais (IPCA de outubro/14), o valor bruto está 12,2% menor que o de nov/2013 e o líquido, 11,91%. Essa forte desvalorização é resultado dos estoques elevados, que estão aumentando desde junho em função da maior captação – sobretudo da região Sul nos últimos meses.

Em novembro, apesar de o leite captado pelas indústrias ter se mantido praticamente estável, os estoques de matéria-prima continuaram elevados. Além disso, a oferta atual de leite e derivados não tem sido absorvida pelo atacado e varejo, mantendo a pressão sobre os valores ao produtor em todos os estados que compõem a “média Brasil”. As quedas mais significativas no mês foram verificadas em Goiás, Paraná e Minas Gerais, de 7,57%, 5,05% e 4,94% respectivamente.

O Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) ficou praticamente estável (-0,4%) frente a setembro. São Paulo teve a alta mais expressiva no volume captado, de 3,55%, seguido por Goiás (2,90%), Minas Gerais (2,86%) e Santa Catarina (0,63%). Já nos demais, houve quedas expressivas: Paraná (-5,12%); Rio Grande do Sul (-6,91%) e Bahia (-12,51%). Segundo colaboradores do Cepea, na região Sul, a produção já sinaliza o desaquecimento típico do período de entressafra daquela região.

A expectativa de agentes consultados pelo Cepea para o próximo mês é de nova queda dos preços. A maior parte dos entrevistados (78,21%), que representa 88,64% do leite amostrado, acredita que o recuo deve se manter em dezembro. Por outro lado, 19,23% dos entrevistados, que representam 10,86% do volume amostrado, indicam estabilidade. Apenas 2,56% acreditam em alta.

No mercado de derivados, a oferta acima da demanda manteve a pressão sobre os valores dos produtos lácteos. Alguns colaboradores apontaram que laticínios estão fazendo até “promoções” para tentar escoar os estoques. Outros ainda estão reduzindo o volume comprado dos produtores. Os preços médios do leite UHT e do queijo muçarela, negociados no atacado do estado de São Paulo, tiveram médias de R$ 1,9830/litro e R$ 11,49/kg, respectivamente, em novembro, 6,63% e 3,22% inferiores aos valores de outubro. A pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas do estado de SP e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

Outubro/14
PREÇO AO PRODUTOR RECUA NOVAMENTE NO MÊS E ESTÁ 6,5% MENOR QUE HÁ UM ANO
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Cepea, 31 – Os estoques elevados de leite nas indústrias, o aumento da captação e também a demanda enfraquecida no atacado e varejo pressionaram os valores pagos ao produtor em todas as regiões que compõem a “média Brasil” (MG, RS, SP, PR, GO, BA e SC) do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP em outubro. O preço médio bruto (inclui frete e impostos) recuou 1,94% e o líquido, 2,12%, indo para R$ 1,0685 e R$ 0,9824/litro respectivamente. Isso significa que o valor bruto está 8,16% abaixo da média deflacionada (IPCA de setembro/14) de outubro de 2013 e que a perda real da média líquida é de 6,4%.

De setembro para outubro, Santa Catarina e Goiás foram os estados que apresentaram as maiores quedas mensais nos preços médios líquidos de 5,86% e 3,41%, respectivamente, indo para R$ 0,9092/litro e a R$ 1,0105/litro.

O menor preço do concentrado nos últimos meses e o início das chuvas no Sul e em parte do Sudeste em setembro favoreceram a maior produção de leite. O volume captado pelas indústrias no mês aumentou em todos os estados analisados que compõem a “média Brasil”. O Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) teve elevação de 3,2% na comparação com agosto.

Minas Gerais teve a maior alta no volume captado, de 4,7%, seguida de Santa Catarina (4,08%), Goiás (3,44%), Rio Grande do Sul (3,40%), São Paulo (1,96%), Bahia (0,71%) e Paraná (0,27%).

Para o próximo mês, a expectativa de grande parte dos representantes de laticínios e cooperativas consultados pelo Cepea é de queda nos preços. Entre os entrevistados, 89,5%, que representam 95,9% do leite amostrado, acreditam que ocorrerá uma nova redução nos preços em novembro. Por outro lado, apenas 10,5% dos compradores, que representam 4,1% do volume amostrado, indicam estabilidade.

Essa previsão ainda reflete a manutenção do quadro atual de estoques elevados, captação em alta e demanda enfraquecida.

Os derivados também se desvalorizaram no atacado do estado de São Paulo. Grande parte dos atacadistas atribui a diminuição nos preços à maior oferta de leite sulista no mercado paulista e ao aumento da produção no próprio estado, com o início das chuvas em algumas regiões.
Em outubro (até o dia 30), o leite UHT teve média de R$ 2,02/litro e o queijo muçarela, de R$ 11,53/kg, quedas de 12,32% e 6,57%, respectivamente, em relação a setembro. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

Setembro/14
APÓS TRÊS MESES DE ESTABILIDADE, PREÇO RECUA COM MAIOR CAPTAÇÃO
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Em setembro, o preço do leite pago ao produtor caiu em praticamente todas as regiões que compõem a “média Brasil” (MG, RS, SP, PR, GO, BA e SC) do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, após se manter estável por três meses seguidos. As exceções foram Goiás e Bahia, onde as cotações subiram.

Na “média Brasil”, o valor líquido (sem frete e impostos) pago ao produtor recuou 0,81% de agosto para setembro, fechando a R$ 1,0037/litro – esta média é ponderada pelo volume de leite captado em agosto/14 nos estados da BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP. Na comparação com setembro/13, o preço está 8,9% inferior em termos reais (descontando-se a inflação – IPCA de agosto/14). O preço bruto médio (que inclui frete e impostos) pago ao produtor foi de R$ 1,0896/litro em setembro, redução de 0,75% em relação ao mês anterior.

O recuo nos valores pagos ao produtor foi influenciado, principalmente, pelo aumento da captação em todos os estados que compõem a “média Brasil”. Além disso, a demanda desaquecida pressionou as cotações dos derivados no atacado em setembro.

O aumento da captação no campo, por sua vez, esteve atrelado à proximidade do período de pico na safra sulista, ao início da temporada leiteira nacional e à ocorrência de chuvas em algumas regiões do Centro e Sudeste do País. A desvalorização do concentrado nos últimos meses também favoreceu um incremento na alimentação dos animais, resultando em elevação da produção de leite.

Em agosto/14, o Índice de Captação do Cepea (ICAP-L/Cepea) teve alta de 5,41% em relação a julho e de 16,5% na comparação com agosto/13. Em Santa Catarina, houve o maior aumento na captação, de 13,3%, seguido pelo Rio Grande do Sul (9,1%), Paraná (6,5%), Bahia (2,7%), Minas Gerais (2,6%), São Paulo (2,5%) e Goiás (2%).

Para o próximo mês, a expectativa da maior parte dos representantes de laticínios/cooperativas é de queda nos preços. Mais da metade dos compradores consultados pelo Cepea (52,5%), que representam 75,1% do leite amostrado, acredita que haverá novo recuo nos valores em outubro, enquanto 41,4% (20,4% do volume captado) indicam estabilidade. Apenas 6,1% dos agentes sinalizam uma possível alta em outubro. Estas expectativas refletem a elevada disponibilidade de leite nas principais regiões produtoras.

Em relação aos derivados, no atacado do estado de São Paulo, houve retração nas cotações do UHT e da muçarela no correr de setembro. Agentes desse segmento relatam aumento dos estoques desses produtores desde agosto. Com isso, em setembro, muitas empresas tentaram escoar o produto estocado, o que influenciou na queda dos preços.

Em setembro (até o dia 29), o leite UHT teve média de R$ 2,36/litro e o queijo muçarela, de R$ 12,61/kg, quedas de 0,41% e 2,6%, respectivamente, em relação a agosto/14. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

Agosto/14
PRODUÇÃO AUMENTA, MAS PREÇO SEGUE ESTÁVEL PELO 3º MÊS SEGUIDO
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Mesmo com o aumento na produção, o preço do leite pago ao produtor seguiu estável no mercado nacional pelo terceiro mês consecutivo. O valor médio do leite em agosto, de R$ 1,0119/litro (líquido – sem frete e impostos), foi apenas 0,08% inferior ao de julho, mas 6,11% abaixo do de agosto/13, em termos reais (descontando-se a inflação – IPCA de julho/14), na “média Brasil”. O preço bruto (inclui frete e impostos) foi de R$ 1,0978/litro em agosto, pequeno recuo de 0,14% em relação a julho e 4,9% inferior ao de agosto/13, em termos reais. Estas médias são calculadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, e ponderadas pelo volume captado nos estados da BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP, em julho/14. No geral, a estabilidade nos valores ainda é reflexo da demanda pouco aquecida pelos derivados lácteos em grande parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.

Quanto à produção de leite, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) teve alta de 3,8% de junho para julho/14 e de expressivos 12,77% em relação a julho/13. De acordo com colaboradores consultados pelo Cepea, as condições climáticas favoráveis nas regiões Sul e Nordeste, o período de safra sulista e investimentos realizados por produtores no correr do ano influenciaram esse aumento na produção.

Com exceção de Goiás, que teve redução de 0,62% na captação em julho/14, todos os demais registraram alta na produção. Na Bahia, houve a elevação mais expressiva, de 10,07%, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 9,87%, Santa Catarina, com 7,66%, São Paulo, com 2,5%, Minas Gerais, com 2,4%, e o Paraná, com ligeiro 0,06%.

Por outro lado, o aumento da oferta no campo tem resultado em enfraquecimento dos preços na região Sul do País. Além disso, notícias de adulteração no leite sulista também prejudicaram as vendas de derivados, principalmente no Rio Grande do Sul e em algumas regiões de Santa Catarina. Colaboradores do Sul do Brasil afirmaram que a produção pode aumentar ainda mais nos próximos meses, já que estão no início do período de safra, além de haver previsões de condições climáticas favoráveis e também queda nas cotações do concentrado.

Para setembro, as expectativas apontadas pelos laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea são, principalmente, de estabilidade nos preços do leite captado em agosto. Dentre as empresas consultadas, 62,4%, que representam 51,2% do leite amostrado, acreditam em estabilidade. Outros 24,7% (34,3% do volume captado) esperam queda, enquanto os 12,9% restantes apontam alta nas cotações.

No mercado de derivados, houve alta nos preços médios de agosto (até o dia 27) frente aos do mês anterior. O leite UHT se valorizou 3,03% e a muçarela, 1,97% – ambos negociados no atacado do estado de São Paulo. O UHT teve média de R$ 2,37/litro e a muçarela, de R$ 12,96/kg. De acordo com colaboradores, a valorização destes derivados esteve atrelada principalmente à redução dos estoques de derivados em julho e à dificuldade no transporte dos produtos vindos do Sul do País, devido às chuvas. Este levantamento de preços de derivados do Cepea é realizado diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

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