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| Índices de Exportação Agro CEPEA/ESALQ
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| Base Jan/2000*
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| Mês
| Preços IPE-Agro1
| Volume IVE-Agro2
| Câmbio IC-Agro3
| Atratividade IAT-Agro4 | Jul/2009
| 163,66
| 308,96 | 71,01 | 115,48 | | Jun/2009
| 153,05
| 354,16 | 84,97 | 129,24 | | Mai/2009
| 146,28
| 314,95 | 73,31 | 106,57 | | Abr/2009
| 143,46
| 306,40 | 76,39 | 108,90 | | Mar/2009
| 142,33
| 275,03 | 70,79 | 100,13 | | Fev/2009
| 148,58
| 212,11 | 77,28 | 114,11 | Fonte: CEPEA
1 Preços de Exportação do Agronegócio,
2 Volume Exportado do Agronegócio.
3 Taxa Efetiva de Câmbio do Agronegócio Brasileiro,
4 Atratividade das Exportações do Agronegócio,
* Nota: Em agosto de 2009, os índices foram ajustados para base 100 no
mês de janeiro de 2000. Até então, era considerado base o ano de 2000. Series (desde 2000) » | |
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Análise
EXPORTAÇÕES DO AGRONEGÓCIO GANHAM FÔLEGO NO FIM DO SEMESTRE
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Por Geraldo Barros e Adriana Ferreira Silva
Os anos 2000
Os preços dos produtos exportados pelo agronegócio brasileiro em dólares (IPE-Agro/Cepea) cresceram 42% de 2000 a junho de 2009 (Figura 1). Após recuarem 7% em 2001 e 12% em 2002, os preços passaram a crescer continuamente até 2008.Os números do primeiro semestre de 2009 refletem a crise financeira que se instalou no final de 2008, levando a uma reversão no crescimento que vinha desde 2003.
Tendo em vista a valorização da taxa de câmbio efetiva real do agronegócio (IC-Agro/Cepea) em 17,5% de 2000 a junho de 2009, os preços em reais, que representam a atratividade das exportações nacionais (IAT-Agro/Cepea), aumentaram 17,3% no período. Até 2008, esses preços reais haviam crescido 25,6%, a contar de 2000. Ainda mais significativo foi o crescimento no volume exportado (medido pelo IVE-Agro/Cepea) que, ao longo da década (até junho deste ano), expandiu continuamente, acumulando crescimento de 121,2%.
2008 e 2009
Em relação ao desempenho de 2008, o primeiro semestre de 2009 foi de fortes oscilações no volume exportado pelo agronegócio (IVE-Agro), conforme ilustrado na Figura 2. Depois de registrar queda de 12% em maio de 2009, em relação a maio de 2008, o mês de junho foi de recuperação e o volume exportado pelo setor expandiu 22,7% na comparação com junho de 2008 e 5,7% comparando-se os dois primeiros semestres.
Os preços em dólares dos produtos exportados do agronegócio (IPE-Agro), que já vinham caindo desde setembro de 2008, acumularam de jan/08 a mar/09 recuo de 10,6%. Entretanto, em abril os preços voltaram a melhorar, seguindo em ascensão. Em junho o recuo de preços em relação a janeiro de 2008 foi de apenas 3,86%. Na comparação dos dois semestres, a retração é de 12,01%
O câmbio segue desvalorizado em relação ao patamar registrado no primeiro semestre de 2008, refletindo no IC-Agro (índice de câmbio). Em março este, que havia recuado 0,6% em relação a março de 2008, passou a crescer desde então, alcançando em junho desvalorização de 28% quando comparado a junho de 2008, e 10,6% comparando-se os dois primeiros semestres.
A combinação da queda de 12,01% nos preços em dólares com a desvalorização de 10,59% da taxa de câmbio efetiva real do agronegócio resultou em diminuição de 2,49% nos preços em reais (IAT-Agro) - considerando jan-jun de 2009 contra jan-jun de 2008.
2009
No primeiro semestre de 2009, o recuo dos preços de exportação dos produtos do agronegócio em dólares chegou a 12,01%. Entretanto, o volume seguiu em expansão (5,6%), impedindo, desta forma, maior retração no faturamento em dólar do agronegócio (-7,28%), em relação ao mesmo período de 2008.
A taxa de câmbio efetiva real do agronegócio (IC-Agro) apresentou aumento de 10,6% (desvalorização cambial), em relação ao primeiro semestre de 2008, contribuindo, assim, para a atratividade das exportações brasileiras do agronegócio. Entretanto o significativo recuo nos preços em dólares (12,01%) levou os preços em reais (IAT-Agro) a fechar o primeiro semestre com queda de 2,5%.
Exportação por setor
Na primeira metade de 2009, predominou o recuo de atratividade das exportações do agronegócio, comportamento diferente do que ocorreu em 2008, quando grande parte dos produtos registraram aumento de atratividade. Pela Figura 4 constata-se que, dos 13 produtos analisados, nove perderam atratividade.
Os produtos com maior atratividade no primeiro semestre, em comparação ao mesmo período de 2008, foram: açúcar (24,28%), farelo de soja (13,39%) e madeira e mobiliário (6,44%). Há ainda a soja em grãos com pequeno aumento de 1%. Entre os produtos com queda de atratividade, destacam-se o óleo de soja, álcool, papel e celulose e carne suína, todos com recuo acima de 16%. Para os demais, a queda de atratividade não ultrapassou 10%.
Apesar da modesta expansão de 1% em sua atratividade, a soja em grãos destaca-se pelo maior crescimento no volume exportado (40,20%) no primeiro semestre de 2009 (Figura 5). Na seqüência vieram: açúcar (36,67%), café (19,87%), papel e celulose (11,96%), carne suína (9,04%) e o farelo de soja (7,18%). Os demais produtos registraram recuo no volume exportado, com destaque para a madeira e mobiliário, álcool, óleo de soja, carne bovina e frutas com diminuições superiores a 12%. A carne de frango e o suco de laranja, apesar de apresentarem recuo em seus volumes inferiores a 4%, também sofrem com queda em sua atratividade, agravando ainda mais o faturamento nestas atividades.
Exportações Regionais
Os índices regionais de Preços de Exportação do Agronegócio (IPE-Agro/Cepea/Região), apresentados na figura 6, mostram que o primeiro semestre de 2009 foi marcado por reversão na tendência de aumento dos preços em dólares em todas as regiões. Entretanto, vale ressaltar que todos se mantêm em significativa alta, quando comparados ao ano 2000 - o IPE-Agro Brasil cresceu 42% de 2000 a junho de 2009.
As regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sul tiveram aumentos de preços acima da média nacional (162%, 86%, 62% e 61% respectivamente), enquanto que a Sudeste teve expansão menor que a nacional (37%). Vale ressaltar que na região Norte predominam as exportações de produtos da madeira, carnes e animais vivos e oleaginosas; no Nordeste, destacam-se papel e celulose, açúcar e frutas; no Centro-Oeste, grãos e farelos e carnes; no Sul, carnes e grãos; e no Sudeste, açúcar, café, papel e celulose, carnes e sucos de frutas (principalmente de laranja). Nota-se, assim, que entre os produtos do Sudeste estão vários dos que tiveram pior resultado no tocante à atratividade das exportações.
Em relação ao Índice de Volume Exportado pelo Agronegócio, verifica-se que a região Centro-Oeste apresentou um crescimento de 425% de 2000 a junho de 2009, bem acima da média nacional, que foi de 121%. O Nordeste também apresentou evolução acima da nacional, com 149%. Já as regiões Sudeste, Sul e Norte apresentaram variações de 57%, 52% e 40%, respectivamente – portanto abaixo da nacional (Figura 7).
Quando se compara o primeiro semestre de 2009 ao mesmo período de 2008, verifica-se que apenas as regiões Norte e Nordeste apresentaram aumento de preços em dólares dos produtos de exportação do agronegócio. Já as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste sofreram quedas de 14,07%, 7,74% e 6,13% respectivamente (Figura 8).
Quanto ao volume exportado, as regiões Norte, Sul e Sudeste foram as que tiveram os piores desempenhos, com reduções de 37,18%, 26,27% e 10,67% respectivamente. As regiões Sul e Sudeste enfretam as maiores dificuldades, uma vez que os preços dos principais produtos de sua pauta exportadora também estiveram em queda: no Sul, carnes; e no Sudeste, café, papel e celulose, carnes e sucos de frutas (principalmente de laranja). Por outro lado, a região Centro-Oeste registrou o maior aumento no volume exportado (19,26%), seguida pelo modesto desempenho da região Nordeste (2,22%). No Centro-Oeste, o bom volume exportado de farelo refletiu no IVE da região, já no Nordeste, o desempenho das exportações de açúcar ajuda explicar o resultado positivo da região (Figura 9).
3. Conclusões
A crise internacional que se instalou no segundo semestre de 2008 e a consequente redução na demanda internacional refletiram-se no desempenho exportador do agronegócio brasileiro no primeiro semestre de 2009. Em termos de volume, mesmo diante das dificuldades, o setor elevou o montante exportado em 5,6%, comparado ao mesmo período de 2008. Os preços em dólar registraram queda no primeiro semestre (12,01%), mas com ligeira recuperação no último trimestre do período, o que impediu piores resultados no faturamento do agronegócio. No balanço do semestre, houve queda de 7,28%. Com o câmbio desvalorizando 10,5%, a atratividade das exportações recuou apenas 2,5% neste primeiro semestre de 2009, em relação ao mesmo período de 2008.
Quanto aos produtos exportados, o pior desempenho em preços (em Reais), deveu-se ao óleo de soja, álcool, papel e celulose e carne suína: todos com recuo acima de 15% no primeiro semestre de 2009. Em volume, os maiores recuos ocorreram na madeira e mobiliário, carne suína e papel e celulose: quedas também superiores a 17%. Por outro lado, o açúcar e o farelo expandiram mais de 13% em preços e a carne bovina, frutas, farelo de soja e suco de laranja registraram crescimento superior a 11% em volume.
Em relação ao comportamento regional, as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste sofreram retrações em preços, enquanto as regiões Norte e Nordeste registraram alta. As regiões Sul e Sudeste também foram desfavorecidas devido à queda de volume dos principais produtos que exportam. A região Norte sofreu recuo nos volumes, enquanto as regiões Nordeste e Centro-Oeste registraram aumento.
Quanto às perspectivas para as exportações do agronegócio, o cenário que se vislumbra certamente não é pessimista. Há sucessivas indicações de que a crise mundial já teria superado o “fundo do poço”, com claras tendências de recuperação, mormente em importantes consumidores como China e Índia – e também Brasil – e mesmo no bloco de países desenvolvidos, se bem que com vigor muito menor. O fulcro da crise, ou seja, o rompimento do sistema financeiro e credíticio, também parece ceder, com progressivo retorno à normalidade. Com isso, um segundo semestre de 2009 caracterizado por um ritmo mais acelerado de crescimento e um ano de 2010 mais próximo das taxas anteriores à crise parecem mais prováveis.
Confirmadas essa expectativas, o agronegócio brasileiro tem condições de retomar sua trajetória de sucesso no comércio internacional. Duas possibilidades poderiam frustrar essas antecipações. A curto prazo, o mercado poderia ser surpreendido pela dinâmica de recuperação, ou seja, a retomada que se percebe seria consequência apenas de uma recomposição de estoques face aos estímulos fiscais e monetários aplicados no auge da crise e que tenderiam a se dissipar nos próximos meses, com o que se voltaria a um desempenho mais fraco da economia mundial. A longo prazo, a recuperação poderia ser interrompida por esforços para controlar um processo inflacionário decorrente de uma recuperação muito forte dos preços das commodities turbinada pelo rescaldo dos monumentais estímulos fiscais e monetários acionados em resposta à crise.
CAI FATURAMENTO DAS EXPORTAÇÕES DO AGRONEGÓCIO NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2009
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Por Geraldo Barros e Karlin Saori Ishii
Com a crise internacional, houve uma grande redução da demanda internacional que fez com que diminuísse a intensidade do comércio tanto nos países desenvolvidos quanto nos emergentes. No agregado de 2008, o agronegócio brasileiro conseguiu aumentar o faturamento das suas exportações em relação a 2007, mas no primeiro trimestre de 2009, houve queda de 9% (em dólar) em comparação com o mesmo período de 2008. De aproximadamente 13 bilhões de dólares, o faturamento passou para 12 bilhões. Essa perda é conseqüência dos menores preços internacionais.
Em moeda nacional, ainda não é possível calcular o faturamento do trimestre porque o índice cambial está apresentado somente até janeiro de 2009 devido à defasagem na publicação de informações de agências internacionais.
Apresenta-se a seguir uma análise do comportamento dos preços (em dólares e em reais), do câmbio e do volume exportado. Analisa-se também o comportamento das exportações do agronegócio por grupos de produtos e por regiões brasileiras.
Os anos 2000
De 2000 a 2008, os preços dos produtos exportados pelo agronegócio brasileiro em dólares (IPE-Agro/Cepea) cresceram 64%; esse crescimento foi praticamente contínuo, com uma pequena queda em torno de 2002 (Figura 1 - dados anualizados). Porém, os preços em reais (IAT-Agro/Cepea) aumentaram 21,6%, tendo em vista a valorização da taxa de câmbio efetiva real do agronegócio (IC-Agro/Cepea) de 25%. Por sua vez, o volume exportado do agronegócio (medido pelo IVE-Agro/Cepea) apresentou crescimento de 120% entre 2000 e 2008.
2008 e 2009
Em 2008 e primeiro trimestre de 2009, praticamente não houve crescimento do volume exportado (IVE-Agro). No mês de fevereiro de 2009 chegou a haver uma queda 7% em relação a fevereiro de 2008. Porém, em março houve recuperação de 14% na comparação com março de 2008. Os preços em dólares dos produtos exportados do agronegócio (IPE-Agro) vêm caindo desde setembro de 2008 (figura 2). No primeiro trimestre, acumularam queda de 9%, pressionando também o faturamento em dólar, que recuou 9% em comparação com o mesmo período de 2008.
Quando se verifica o comportamento dos preços em reais (IAT-Agro), percebe-se que há um aumento da atratividade durante todo o período, de forma mais acentuada a partir do segundo semestre de 2008. Isto ocorreu em conseqüência da desvalorização cambial (IC-Agro) que chegou a 26% no intervalo entre setembro e dezembro de 2008. Cabe lembrar que, neste relatório, o índice cambial está apresentado até janeiro de 2009 devido à defasagem na publicação de informações de agências internacionais.
2009
Os dados do primeiro trimestre de 2009 em comparação com o primeiro trimestre de 2008 (figura 3) indicam uma queda dos preços em dólares de exportação dos produtos do agronegócio de 9%. O volume exportado no período ficou praticamente igual a primeiro trimestre de 2008 com um aumento de apenas 3,8%. Este comportamento de preços e volume exportado explica a queda do faturamento em dólar no começo deste ano.
A taxa de câmbio efetiva real do agronegócio (IC-Agro) apresentou aumento de 12,5% (desvalorização cambial), mas a elevada queda dos preços em dólares fez com que não houvesse crescimento acentuado da atratividade, que se limitou a 6,6%.
Exportações por setores
Na Figura 4, nota-se que os preços já internalizados em reais (ou seja, o IAT) tiveram, no bimestre dez/08-jan/09, comportamento diferente do que vinha ocorrendo até 2008, quando os produtos do complexo soja e carnes tinham os maiores aumentos de atratividade. Os produtos com maior atratividade no bimestre dez/08-jan/09 em comparação com dez/07-jan/08 foram Frutas (41%), Álcool (33,7%), Madeira e Mobiliário (30%), Açúcar (29%), soja em grão (24%) e farelo de soja (14%). Há ainda produtos com pequeno aumento de atratividade como suco de laranja (8%), carne suína e carne de frango (5,8%) e café (4,9%). Entre os produtos com queda de atratividade, estão papel e celulose (-2%), carne bovina (-5%) e óleo de soja (-7%). Constata-se, portanto, que os principais produtos da pauta de exportação brasileira – soja e carnes, em 2008, representaram 36% do valor exportado – tiveram redução de atratividade.
Porém, o volume exportado de soja cresceu apesar dos baixos preços internacionais (crescimento de 81% para farelo de soja e 72% para soja em grãos na comparação entre dezembro/janeiro de 2008/2009 e dezembro/janeiro de 2007/2008). Já o volume exportado de carnes, também produtos importantes na pauta de exportação, apresentaram queda neste período (-4% para carne de frango, -29% para carne bovina e suína). Em situação distinta, salienta-se o desempenho positivo do setor sucroalcooleiro, com crescimento de 71% e 56% do volume exportado de açúcar e álcool respectivamente (ver figura 5).
Exportações Regionais
Os índices regionais de Preços de Exportação do Agronegócio (IPE-Agro/Cepea/Região), apresentados na figura 6, indicam, para os anos 2000, em todas as regiões, uma tendência de aumento dos preços em dólares. Como mencionado, esses preços em dólares tiveram um aumento médio – para o Brasil como um todo – de 64% de 2000 a 2008. Novamente, lembra-se que no segundo semestre de 2008 essa tendência se inverte.
A Figura 6 mostra que as regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sul tiveram aumentos de preços acima da média nacional (158%, 98%, 83% e 75% respectivamente), enquanto que a Sudeste teve aumento de preços menor que a nacional (31%). Vale ressaltar que na região Norte predominam as exportações de produtos da madeira, carnes e animais vivos e oleaginosas; no Nordeste, destacam-se papel e celulose, açúcar e frutas; no Centro-Oeste, grãos e farelos e carnes; no Sul, carnes e grãos; e no Sudeste, açúcar, café, papel e celulose, carnes e sucos de frutas (principalmente de laranja). Nota-se, assim, que entre os produtos do Sudeste estão vários dos que tiveram pior resultado no tocante à atratividade das exportações.
Quanto ao Índice de Volume Exportado pelo Agronegócio, verifica-se que a região Centro-Oeste apresentou um crescimento de 314% de 2000 a 2008, bem acima da média nacional. O Nordeste também apresentou evolução acima da nacional, com 153%. Já as regiões Norte, Sul e Sudeste apresentaram variações de 78%, 68% e 79%, respectivamente - portanto, abaixo da nacional (Figura 7).
Quando se compara o primeiro trimestre de 2009 ao mesmo período de 2008, verifica-se que quase todas as regiões apresentaram redução de preços dos produtos de exportação. A exceção foi o Sudeste, devido ao bom desempenho do setor sucroalcooleiro. As regiões Sul e Norte foram as que mais sofreram o efeito negativo da crise (quedas de preços superiores a 15%), seguidas pelo Centro-Oeste (-8%) e Nordeste (-2%) (Figura 8).
Quanto ao volume exportado, as regiões Norte e Sul também foram as que tiveram os piores desempenhos, com reduções de 68% e 34%, respectivamente. A queda no volume de exportação de carnes foi a responsável pelo resultado negativo do Sul. A região Centro-Oeste, apesar de ter desempenho desfavorável nos preços, aumentou o volume exportado. Isso ocorreu devido ao crescimento dos embarques de soja (Figura 9).
3. Conclusões
As exportações brasileiras do agronegócio tiveram desempenho bastante favorável durante os anos de 2000, com expansão dos volumes comercializados bem acima dos preços. Porém, este cenário começou a modificar-se no segundo semestre de 2008, resultado da crise internacional. Mesmo assim, o Brasil ainda conseguiu fechar o ano com faturamento cerca de 24% maior que o de 2007, graças ao forte aumento dos preços internacionais na média do ano. No primeiro trimestre de 2009, entretanto, houve queda de aproximadamente 10% no faturamento das exportações brasileiras, desta vez devido à queda de preços em dólar.
Soja (grão, farelo e óleo) e carnes, que anteriormente tinham desempenho bastante favoráveis e que lideram a pauta de exportação, foram bastante afetadas. Em relação ao comportamento regional, não houve grandes mudanças no Sudeste, que vinha tendo baixo desempenho exportador. Porém, as regiões Sul e Centro-Oeste foram desfavorecidas devido à queda de preços dos produtos que exportam. O Sul foi ainda mais afetado devido à queda do volume exportado de carnes.
PRINCIPAIS PARCEIROS INTERNACIONAIS DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO
1. Introdução
Considerando o comércio externo no período de 1996-2008, os principais parceiros do Brasil foram Estados Unidos, Zona do Euro e Argentina, que juntos compram 50% do total (em faturamento) do produto brasileiro. Entre outros mercados consumidores dos produtos brasileiros que merecem ser citados estão China, Japão, México, Chile e Reino Unido. Grande parte das importações brasileiras (gerais) é proveniente destes mesmos países, com praticamente 50% dos produtos vindos dos Estados Unidos, Zona do Euro e Argentina. Porém, no decorrer do tempo, verifica-se um ligeiro aumento da diversificação dos países tanto em relação à exportação quanto à importação (Tabela 1).
Entre os maiores parceiros comerciais do Brasil, levando em consideração somente o agronegócio, a União Européia é a maior importadora, com 48% das exportações . Em seguida vêm Estados Unidos, China e Japão, com 16,4%, 11,71% e 7,5% respectivamente. No agronegócio também se verifica a tendência de redução da participação dos parceiros mais tradicionais, principalmente dos EUA (Tabela 2), e o aumento da participação de Rússia e China.
2. Pauta de exportação do agronegócio brasileiro
União Européia
A União Européia é o principal comprador de produtos brasileiros em geral e também o maior comprador de produtos do agronegócio especificamente. Em relação a este último, os principais produtos importados entre 2000 e 2008 foram Sementes e Frutos Oleaginosos, na qual se destaca a soja com 18%, Resíduos e desperdícios (farelo de soja) com 15%, Chá, Mate e especiarias (café) com 10%, carnes também com 10% e papel e celulose com 8% – os percentuais se referem à participação de cada grupo de produto no total adquirido por esta região junto ao agronegócio brasileiro.
Estados Unidos
Os Estados Unidos, segundo maior comprador de produtos brasileiros, importaram do agronegócio principalmente Madeira e Mobiliário (24%), Calçados (20%), Papel e Celulose (13%) e Chá, Mate e especiarias (9%) no período de 2000 a 2008.
China
A China importa do Brasil principalmente soja, na forma de grãos e óleo (57% e 16%, respectivamente). Além disso, ressaltam-se as exportações de Papel e celulose (9%).
Rússia
A Rússia, que compra 7,5% dos produtos brasileiros do agronegócio, importa predominantemente Carnes (52%) e açúcar (37%).
Demais parceiros
Outros seis parceiros comerciais juntos compram 16,6% das exportações brasileiras do agronegócio. A Argentina importa do Brasil principalmente Papel e celulose (24%), produtos da indústria têxtil (19%) e Máquinas e implementos (18%). O Japão compra Carnes (36%), Chá, Mate e Especiarias (14%), Sementes e frutos oleaginosos (10%) e papel e celulose (10%). O México importa Madeira e Mobiliário (15%), Máquinas e implementos e calçados (14%) e sementes e frutos oleaginosos (10%). O Chile importa Carnes (24%), Papel e celulose (23%) e têxtil (9%). O Reino Unido adquire do Brasil Madeira e Mobiliário e Carnes (15% cada), preparados de carne (12%) e sementes e frutos oleaginosos (11%); a Coréia compra Resíduos e desperdícios (farelo de soja, 24%), Sementes e frutos oleaginosos (17%), Cereais (15%) e Papel e Celulose (10%).
3. Índices de exportação do Agronegócio
Devido às diferentes composições das exportações para cada um dos parceiros comerciais, há diferentes evoluções de preços dos produtos exportados de acordo com o destino.
No Gráfico 5 verifica-se que há um grupo de parceiros comerciais cujos preços em dólares dos produtos do agronegócio exportados aumentaram menos que 50% entre 2000 e 2008. Para outros importadores, os preços ficaram em uma posição intermediária; por fim, há a China , caso em que os preços aumentaram mais que 100%.
México, Estados Unidos, Argentina e Chile foram os países com baixa evolução dos preços de exportação (33,7%, 36%, 43,3% e 47,4% respectivamente).
Dentre os países de destino das exportações brasileiras, a China é um mercado comprador bastante importante, seja pela sua dimensão, ou pelo tipo de produto comprado. |
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