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PIB Agro CEPEA-USP/CNA Calculado pelo Cepea, com o apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
PIB do Agronegócio - Dados de 1994 a 2011
Taxas mensais de crescimento, Valores do PIB Agro (por segmento) e sua participação no PIB do Brasil (agregado e por segmento, entre 1994 e 2011).
Análise de 2012
Análise de Março/2013
Comentários sobre Março de 2013:
O agronegócio brasileiro encerra o primeiro trimestre de 2013 com expansão de 2,09% no PIB. Os preços agropecuários em alta e as boas expectativas para a produção agrícola explicam tal resultado.
Na agricultura, a estimativa de safra para 2013, avaliada até março, indica expansão média de 8,75%. Em preços, houve crescimento de 5,73% na comparação entre os trimestres. Com isso, o faturamento esperado para o ano é 16% superior ao realizado em 2012. Dentre as culturas acompanhadas, chama a atenção o desempenho da batata e do tomate, ambas com alta acima de 150%. A produção destes hortifrutícolas sofreu brusca queda neste início de ano, o que refletiu diretamente em forte aceleração de preços. Com preços e volume em alta, o faturamento do trigo e da soja também crescem de forma expressiva: 42% e 85%, respectivamente.
Na pecuária, os preços (já descontada a inflação) também foram superiores: taxa média de +14% na comparação entre os trimestres. Mesmo com preços em patamar superior a 2012, a demanda enfraquecida pelas carnes de suíno e de frango dificultou o faturamento neste primeiro trimestre. No mercado de suínos, houve também recuo nas exportações, o que elevou a disponibilidade da carne no mercado interno, pressionando ainda mais as cotações. Novamente vale ressaltar que este relatório não inclui informações sobre o volume da produção animal e de ovos, dada a falta de estatísticas até o fechamento dos cálculos.
O aumento de preços tem favorecido a rentabilidade dos produtores agropecuários, ajudando a enfrentar os custos também crescentes. Já aos consumidores, a disparada nos preços dos alimentos reaquece a preocupação com a inflação. Em março, mesmo com a desoneração de tributos federais da cesta básica, a inflação dos alimentos (medida pelo IBGE, através do IPCA) acelerou 1,14% (em fevereiro, a alta foi de 1,45% e, em janeiro, de 1,99%). Isoladamente, o grupo alimentos correspondeu a 60% da variação da inflação do mês e, em 12 meses, acumula alta de 13,48%, mais do que o dobro da inflação média no período (6,59%). (Cepea)
Nota: As taxas mensais podem ser alteradas devido aos ajustes de volume feitos pelo IBGE (uma das fontes de dados para o cálculo deste PIB) em meses subseqüentes. Em alguns casos, o ajuste ocorre no mês seguinte, mas, noutros, até três meses depois.
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