BOI: Mercado é semelhante ao pior da história

O sentimento de que o mercado pecuário atravessa sua pior fase no período de estabilidade econômica do País é confirmado por números. Os preços do couro, tanto fresco como salgado, hoje representam metade do valor de um ano atrás, mesmo sem se considerar o efeito da inflação; a arroba do boi (Indicador Esalq/BM&F - SP) caiu quase 11%, a carne no mercado interno (atacado da Grande SP) segue no mesmo patamar nominal, o que representa que também se desvalorizou em termos reais, e o preço médio de exportação, segundo a Secex, diminuiu 1,6% em dólar, queda que é agravada pela valorização do Real em 11,7% frente ao dólar - dados de abril para exportação. Observando a série deflacionada, constata-se que, em todo Plano Real, momento de preços baixos do boi semelhantes aos praticados atualmente foi vivido somente há nove anos. Em meados de junho de 1996 (18/6/96), o Indicador Esalq/BM&F à vista registrou seu valor mais baixo de toda a história: R$ 53,77, considerando-se dados deflacionados pelo IGP-DI, base maio/05. Nessa quarta-feira, 8 de junho, o Indicador fechou a R$ 53,89. Por outro lado, o ponto mais alto da série - pós-94 -, por sua vez, ocorre em novembro de 1999, quando a média do Indicador deflacionado é de R$ 81,30. Há várias semanas, alegando que a demanda interna está relativamente desaquecida, frigoríficos mantêm-se cautelosos em suas compras. Contudo, nota-se que o ritmo de vendas não é único critério para as aquisições dessas indústrias. A perspectiva de que o pecuarista perca fôlego no período de inverno e acabe liberando um volume maior de animais tem sido uma grande motivadora para que as escalas de abate sejam preenchidas lentamente, sem pressão de compra. Em boa parte das últimas semanas, as escalas seguiram curtas, mas sem fomentar frigoríficos a aumentar os preços. (Cepea)
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