BOI: Preços voltam a cair apesar do aumento das exportações em janeiro

Os preços do boi e da carne encerraram a primeira quinzena de fevereiro em queda. Frigoríficos seguem trabalhando com escalas relativamente curtas de abate, mas um pouco maiores que há uma semana - de 2 a 3 dias, passaram para 5 a 6 dias. Se, de um lado, isso é reflexo da oferta restrita de animais, de outro, mostra a insegurança da indústria processadora em relação às vendas. No entanto, a cautela compradora tem resultado em forte pressão sobre as cotações da arroba. O Indicador do boi gordo Esalq/BM&F fechou a R$ 50,41 nessa quarta-feira, queda de 1,56% entre 8 e 15 de fevereiro. Nesse contexto, as expectativas de melhoras no mercado de boi gordo novamente se desfazem. Quanto às exportações, em janeiro, frigoríficos brasileiros venderam 80.900 toneladas de carne "in natura", segundo informações preliminares da Secex. Esse volume é o maior desde outubro, quando houve casos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul. O volume foi o maior também para os meses de janeiro. Apesar disso, os preços pagos pelo boi são os menores da história - levando-se em conta valores deflacionados. Em relação a janeiro de 2005, os frigoríficos exportaram 23,4% a mais e pagaram 16,6% a menos pela arroba no estado de SP - considerando valores a prazo. Os preços em dólar recebidos pelos exportadores também aumentaram, em 4,2%, mas em descompensação, o Real valorizou 15,5% nesses 12 meses, o que significa menos reais por tonelada vendida ao exterior. (Cepea)
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