CITROS: Efeitos de Charley no Brasil ainda são incertos

Os danos causados pela passagem do furacão Charley em regiões produtoras de citros da Flórida elevaram as cotações do suco concentrado na bolsa de Nova York. Entretanto, ainda é difícil prever quais serão os reflexos dessa ocorrência no mercado brasileiro. Os prejuízos divulgados pelos órgãos oficiais e pela imprensa norte-americana ainda são preliminares e divergentes. No último dia 18, o FSA (US Department of Agriculture's Farm Service Agency) apresentou dados preliminares que apontam a perda de 20% da produção total do Estado, devido à queda de frutas ocasionada pelo furacão. Em valor, o prejuízo é estimado em aproximadamente US$ 150 milhões. Entretanto, essas perdas devem se elevar quando forem calculados o número de árvores arrancadas, os gastos com o replantio de áreas afetadas, reconstrução de armazéns, reposição de equipamentos e recuperação de danos observados em processadoras e nos packing-houses. Enquanto traders, segundo agências internacionais, estimam uma quebra em torno de 10 a 30 milhões de caixas de laranja. Para as próximas semanas, citricultores da Flórida temem novas quedas de frutos, ainda como reflexo da passagem do furacão pelo estado. Além disso, as chuvas que geralmente sucedem esse fenômeno podem resultar no encharcamento do solo, ocasionando o apodrecimento das raízes das árvores e o desenvolvimento de doenças nos pomares. Contudo, ainda não é possível determinar qual será o reflexo desse prejuízo no mercado brasileiro. Como as perdas totais ocasionadas pelo furacão ainda não foram quantificadas é difícil prever como o mercado internacional irá reagir e como será feito o repasse de possíveis elevações nos preços mundiais do suco aos produtores nacionais. O IEA (Instituto de Economia Agrícola) confirmou que as boas condições climáticas registradas nos pomares nacionais durante o período final de desenvolvimento do fruto vão resultar na colheita de um volume quase 30% superior ao calculado pela Abecitrus na temporada anterior. O Instituto divulgou, na última semana, que a atual safra produzirá 360,7 milhões de caixas. Segundo o banco de dados do próprio IEA, este volume é o segundo maior desta década, enquanto que o primeiro foi registrado em 2002, quando se produziu 361,8 milhões de caixas em São Paulo. (Cepea)
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