MACRO: Impacto do dólar é maior sobre exportações do agronegócio

O movimento de valorização da taxa de câmbio tem sido considerado um dos fatores principais para a crise atual do agronegócio brasileiro. No fronte externo, as exportações do agronegócio têm reagido aos movimentos da taxa de câmbio. Em 2002, por exemplo, por conta das incertezas políticas, a taxa de câmbio sofreu forte depreciação e, no ano seguinte, as exportações do agronegócio cresceram 23,35%, acompanhando as exportações totais que aumentaram 21,08%. A partir de setembro de 2004, a taxa de câmbio iniciou um movimento contrário, de valorização, e as exportações do agronegócio diminuíram o ritmo de crescimento para 11,64% em 2005, ante o aumento de 27,34% observado em 2004. A desaceleração das exportações totais foi menor, com uma taxa de crescimento de 22,63% em 2005 ante a 32,01% em 2004. Nos quatro primeiros meses deste ano, as exportações do agronegócio cresceram 8,17% em relação ao mesmo período de 2005, enquanto que as exportações totais apresentaram um crescimento de 16,45% (valores de janeiro a abril). Destaca-se o fato de que, até o momento, durante o ano de 2006, tanto as exportações totais como as exportações do agronegócio tiveram redução em suas taxas de crescimento, muito provavelmente em resposta à valorização cambial, que tem se acentuado desde o final de 2005. Acesse a tabela com crescimentos das exportações do agronegócio e totais em: Exportações do agronegócio são mais afetadas pelo câmbio que as exportações totais (Cepea)
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