SUÍNOS: Relação de troca continua desfavorável para criador

A relação de troca entre o suíno vivo e os principais insumos utilizados pelo setor continua desfavorável ao criador, já que os preços do animal vivo têm recuado mais que os dos insumos. Do início do ano até hoje, a perda foi de 17% na comparação com o milho e de 18% frente ao farelo. No dia 2 de janeiro, o produtor de suínos conseguia adquirir, com um quilo do animal, 7,61 quilos de milho e 3,98 quilos de farelo. Já em 28 de março, com a mesma troca, obtinha apenas 6,3 quilos de milho e 3,26 quilos de farelo. De 21 a 28 de março), o cenário agravou-se ainda mais para o criador. A tonelada do farelo de soja valorizou 3,9% em Campinas (SP) e 2,8% em Chapecó (SC), cotada a R$ 428,66 e a R$ 403,97, respectivamente, nessa terça-feira, 28. Já o milho teve ligeira alta de 0,9% em Chapecó, a R$ 12,65/sc de 60 kg. Em Campinas, houve queda de 3,4%, para R$ 13,83/sc na terça. O suíno, por sua vez, teve baixa de 6,7% em Campinas e permaneceu estável na praça catarinense, no período. As contínuas desvalorizações do animal vivo no mercado interno são atribuídas à combinação de maior oferta e demanda retraída, agravada pela maior concorrência com a carne de frango, que está mais barata neste ano. (Cepea)
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