Gephac

O Gephac (Grupo de Extensão e Pesquisa em História e Evolução da Agricultura e dos Complexos Agroindustriais) é composto por pesquisadores com formação em Economia e é coordenado pelo professor Carlos Eduardo de Freitas Vian, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq/USP, e pesquisador do Cepea/Esalq-USP.
O Grupo desenvolve pesquisas sobre a história e a evolução da agricultura e dos complexos agroindustriais, entendendo o papel das dinâmicas tecnológica e organizacional, da competitividade sistêmica, do impacto das políticas públicas e das demandas da sociedade civil organizada (certificações, meio ambiente, responsabilidade social, qualidade do produto). 
Os pesquisadores procuram incorporar diversos pontos de vista, seja no universo do pensamento econômico ou de áreas correlatas. O desenvolvimento das atividades busca a excelência no ensino (graduação e pós-graduação) e a difusão do conhecimento com amplo impacto acadêmico e social.

 

Linhas de pesquisa:

1.Economias agrícola, agrária e agroindustrial
2. Organização industrial, tecnologia e inovação
3. Economia institucional
4. Política, finanças e desenvolvimento econômico
5. História econômica e de empresas
6. Sociologia econômica

 

Projetos de pesquisa em andamento: 

 

1) Estrutura e evolução dos complexos agroindustriais:
Descreve a estrutura de Complexos Agroindustriais relevantes no Brasil, assim como de alguns de seus elos, entendendo os determinantes de sua evolução organizacional, estratégica, tecnológica, locacional e de comércio exterior. Já foram publicados textos científicos sobre o complexo canavieiro e sobre a indústria de máquinas agrícolas. 
Pesquisadores participantes: Rodrigo Peixoto da Silva, Henrique Gioia, Luis Gustavo Baricelo, Ana Maria Gofredo, Elis Braga Licks e Lucas Zanoni.

 

2) Evolução produtiva e político-social da agropecuária no Brasil:
Descreve a evolução da produção agropecuária no Brasil, destacando as alterações regionais, mudanças em termos de área das propriedades, padrão tecnológico, adoção de inovações e interação/substituição de culturas. Já foram publicados trabalhos sobre evolução da produção de cana no estado de São Paulo e seus efeitos na estrutura de produção, sobre os impactos das políticas de biocombustíveis na produção agrícola de países selecionados na América Latina e Europa. Também foi elaborado um estudo sobre a evolução da agropecuária na Amazônia.
Pesquisadores participantes: Bruno Pissinato, Michel Cantagalo, Leandro, Rodrigo Peixoto da Silva e Luis Gustavo Baricelo.

 

3) Estudo sobre o impacto econômico da certificação socioambiental nos Complexos agroindustriais:
Busca mapear e descrever as diversas certificações existentes para os complexos agroindustriais, entendendo os impactos positivos e negativos para a atividade agrícola e agroindustrial

Pesquisadores participantes: Carlos Eduardo de Freitas Vian (coordenador); Silvia Helena Galvão de Miranda, Dienice Ana Bini, Henrique Gioia e Tatiana Rosa. 

 

4) Estudo sobre perdas e desperdício de alimentos. Objetiva desenvolver um estudo bibliográfico exploratório sobre os conceitos de perdas e desperdício de alimentos, sobre as metodologias de pesquisa utilizadas para quantificar cada um deles, aspectos teóricos relevantes para entender este processo e se existem políticas públicas para minimizá-los. Pretende-se propor metodologia adequada ao estudo do problema no Brasil e em suas regiões.

 

Pesquisadores participantes: Carlos Eduardo de Freitas Vian (coordenador); Silvia Helena Galvão de Miranda, Paulo Segato Pedroso, Lucas Cagale e Gabriel Detoni. 

 

Histórico

 

O Gephac foi fundado em 2005, durante a execução do projeto “Caracterização e divulgação das Séries Históricas de Dados em História da Agricultura e dos Complexos Agroindustriais da Cana, Café e Agroenergia no Brasil”, financiado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), no âmbito do Edital Universal de 2005.

 

Neste projeto, foram analisadas várias publicações estatísticas e referências bibliográficas que permitiram descrever a trajetória produtiva de setores escolhidos no estado de São Paulo a partir das décadas de 1930 e 40, mostrando como evoluíram a produção, a produtividade e as exportações.

 

O grupo desenvolveu, até 2012, outros projetos, como monografias e dissertações, com caráter exploratório, histórico e descritivo com o objetivo de esclarecer alguns aspectos das cadeias agroindustriais brasileiras. A partir de 2012, os trabalhos passaram a ter caráter mais analítico, com o uso de um aparato teórico da Economia, da Sociologia e da Administração para a análise dos dados. Destacam-se como bases e referências teóricas e metodológicas do grupo a economia institucional, economia e organização agroindustrial, economia schumpeteriana e neo-schumpeteriana, sociologia econômica e escola da estratégia.

 

O Gephac se consolidou como grupo de pesquisa dedicado ao resgate de fontes de informação, da sua difusão e ao estudo de temas com importantes lacunas na literatura. Os pesquisadores também se dedicam ao entendimento da situação atual dos setores em termos institucionais, tecnológicos e concorrenciais, avaliando, também, o impacto das políticas públicas nos setores estudados. O grupo também a compila e tabula dados recentes, criando bases de dados e informações para pesquisas futuras.

 

Em termos metodológicos, inicialmente, elegeu-se como recorte regional o estado de São Paulo, por conta da orientação das pesquisas realizadas por seus membros e da disponibilidade de um amplo acervo de anuários estatísticos nas bibliotecas da Esalq/USP. Recentemente, o recorte geográfico das pesquisas se expandiu para o Brasil, com o uso das bases de dados do IBGE, principalmente os censos agropecuários, a pesquisa agrícola municipal (PAM) e as estatísticas históricas do Brasil.

 

Estes dados são usados para a elaboração de textos que tratam da evolução da agricultura brasileira nas últimas décadas, com foco no processo de mecanização da agricultura, dinâmica de substituição de culturas, produtividade, diversidade e heterogeneidade agrícola, modernização na agricultura, entre outros temas. 

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