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Com embarque recorde na parcial do ano, exportação brasileira de frutas pode, finalmente, atingir US$ 1 bi em 2021

Não é novidade que o Brasil está registrando um ótimo desempenho nas exportações de commodities neste ano. Para as frutas frescas, o cenário também está semelhante, com as principais frutas exportadas pelo País apresentando vendas elevadas e algumas atingindo recordes.

 

O mercado exportador de frutas já vem em crescimento há alguns anos, e o setor almeja, desde 2010, atingir uma meta, que é arrecadar US$ 1 bilhão com vendas externas. Caso o cenário externo continue favorável, é bem possível que esse valor seja finalmente alcançado em 2021!

 

Vale lembrar que, em 2020, mesmo diante de muitas incertezas por conta da pandemia, o desempenho do setor de frutas já havia sido bastante positivo, chegando bem perto da meta – a receita arrecadada naquele ano foi de US$ 935,4 milhões. Agora, em 2021, os dados parciais de embarques demonstram que a performance brasileira está ainda melhor que a do ano passado.

 

Na parcial deste ano (até agosto), o volume total de frutas frescas brasileiras enviadas ao exterior – considerando-se frutas, cascas de frutos cítricos e melões – é recorde para o período, totalizando 614,8 mil toneladas, com o faturamento somando US$ 590 milhões, de acordo com dados da Secex. Aqui ressalta-se que os embarques de muitas frutas brasileiras e que são importantes na pauta de exportação – como manga, melão, melancia e uva – tendem a ser intensificados a partir de setembro.

 

Em 2021, além da demanda internacional aquecida, os embarques brasileiros de frutas são reforçados pelo cenário doméstico. Do lado da demanda, com muitos consumidores brasileiros enfrentando sérias restrições de renda (fator que reduz o consumo de frutas e, consequentemente, os preços internos), produtores que têm a oportunidade de exportar têm priorizado essa alternativa, que se mostra mais atrativa do que o mercado doméstico em diversos casos. Do lado da oferta, diferentemente de 2020, o clima neste ano tem sido favorável para algumas das frutas exportadas (como manga, uva e maçã), graças ao aumento da produtividade e da qualidade e permitindo maiores vendas.

 

Outro ponto que ajuda o desempenho das exportações é a valorização do dólar e do euro frente ao Real, que torna a remuneração externa mais atrativa. Porém, é importante lembrar que produtores têm enfrentado um forte aumento dos custos de produção, sobretudo neste ano, diante do encarecimento dos insumos. Exportadores, especificamente, também enfrentam desafios, como falta de materiais para embalagens (que estão mais caros) e aumentos nos custos logísticos (com a escassez de contêineres e a alta no frete marítimo). Neste cenário, ainda que a previsão seja de que os envios externos de frutas cresçam, as margens podem ser mais estreitas neste ano em comparação com 2020.

 

Algumas frutas, apesar de não terem sido tão beneficiadas pelo clima, também estão conseguindo registrar bom escoamento ao mercado externo. São os casos dos limões e limas (cujos pomares paulistas foram prejudicados pela seca, por altas temperaturas e por geadas), da banana (cujas áreas de Santa Catarina, importante região exportadora ao Mercosul, foram atingidas por geadas) e do mamão (que, durante o inverno, apresentou problemas com manchas).

 

No balanço, dentre oito frutas exportadas e acompanhadas pelo Cepea, até agosto de 2021, os embarques de todas superavam o desempenho do mesmo período do ano passado, e quatro estão atingindo recordes em termos de volume, são elas: manga, uva, limões e limas e mamão. Destaca-se aqui que os envios externos de limões e limas e de mamão apresentam excelente desempenho mesmo diante dos entraves climáticos.

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