PIB do Agronegócio Brasileiro

O Cepea calcula o PIB do Agronegócio com apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

 

                                                                                       


 

Jan-Jun/18*

PIB-Volume

1,7%

Jan-Jun/18*

Preços relativos

-4,8%

Jan-Jun/18*

PIB-Renda

-3,2%

 Boletim Cepea do Agronegócio

*Taxas anuais calculadas com base em informações disponíveis de janeiro a junho de 2018. Para a produção agrícola, considera-se as mais recentes estimativas de safra.

 

Nota técnica sobre os ajustes metodológicos do PIB do Agronegócio do Brasil.

                                                                       

Comentários de janeiro a junho de 2018: 

 

Estimam-se alta para Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio Brasileiro de 0,60% em junho, mas queda de 1,6% no acumulado para o semestre. Essa baixa do acumulado é resultado principalmente das estimativas de retrações de 4,36% no segmento primário, que se reflete na queda de 1,69% em agrosserviços. Os segmentos industrial e de insumos também apresentaram projeção de alta, tanto no mês quanto no acumulado.

 

O ramo pecuário apresentou estabilidade em junho, mas ainda registra baixa na projeção acumulada, de 6,69% no semestre. As atividades da pecuária seguiram prejudicadas pela menor demanda interna e por restrições nas exportações no período – como a da Rússia para suínos e da União Europeia para aves –, contexto que já vinha gerando excedentes de oferta nas atividades, mas o quadro que foi agravado com a greve dos caminhoneiros, que resultou em desequilíbrios em algumas atividades do ramo.

 

Já no ramo agrícola, observa-se retração apenas no segmento primário. A queda na geração de renda “dentro da porteira” é derivada do menor patamar de preços na comparação entre períodos e da pressão sobre os custos da atividade. Porém, cabe destacar que, na média, tem se verificado uma tendência de recuperação mês a mês dos preços desde o início de 2018, devido a um maior equilíbrio de oferta neste ano e a um impulso da desvalorização do Real frente ao dólar, que tem beneficiado produtos de alta demanda internacional.

 

Para a agroindústria, em junho, registrou-se alta novamente, revertendo a baixa verificada em maio. Tal elevação está atrelada à indústria de base agrícola, que, em média, registrou aumento em preços e quantidade, enquanto a indústria pecuária vem sofrendo com o baixo patamar de preço, devido à maior produção e à demanda enfraquecida.

 

Por fim, o PIB-volume do agronegócio, calculado pelo critério de preços constantes, apresenta estimativas de alta para 2018. Para os segmentos, as estimativas anuais de crescimento são: de 1,58% para insumos, de 0,65% para o segmento primário, de 2,11% para a agroindústria e de 2,08% para os agrosserviços. De forma agregada para o agronegócio, e considerando-se preços constantes, as perspectivas para o PIB volume do agronegócio apontam expansão, de 1,70% em 2018.

 

Clique aqui e acesse a análise do PIB-renda

 

PIB do agronegócio brasileiro de 1996 a 2018.

Contato

pibcepea@usp.br

Equipe

Equipe

Coordenador
Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, Ph.D 
Professor titular Esalq/USP; coordenador científico do Cepea

 

Pesquisadores Cepea
Adriana Ferreira Silva, Dra.
Arlei Luiz Fachinello, Dr.
Nicole Rennó de Castro, MSc
Leandro Gilio, MSc

 

Equipe de apoio

Ana Carolina Morais, Bel.
Marcello Luiz de Souza, Bel. 

Séries de Preços

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