PIB do Agronegócio Brasileiro

O Cepea calcula o PIB do Agronegócio com apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

 

                                                                                       


 

Jan-Maio/17*

PIB-Volume

4,5%

Jan-Maio/17*

Preços relativos

-3,5%

Jan-Maio/17*

PIB-Renda

0,9%

Relatório Completo

*Taxas anuais calculadas com base em informações disponíveis de janeiro a maio de 2017. Para a produção agrícola, considera-se as mais recentes estimativas de safra.

 

Nota técnica sobre os ajustes metodológicos do PIB do Agronegócio do Brasil.

 

                                                                       

Comentários de janeiro a maio/17: 

 

Cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, feitos em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) indicam que o PIB do Agronegócio brasileiro deve crescer 0,9% neste ano – considerando-se informações disponíveis até maio/17, referentes ao PIB-renda. Na comparação com a estimativa anterior, com dados até abril, verifica-se melhora no resultado esperado para o agronegócio – a última projeção indicava estabilidade (+0,1%). Esse aumento deve-se, principalmente, à queda menos acentuada nos volumes e nos preços do segmento agroindustrial, na comparação anual.

 

Para o agregado do agronegócio, assim como já observado em estimativas anteriores, a renda segue pressionada pelo movimento de preços desfavorável ao setor, enquanto o PIB-volume se mantém com crescimento relevante. A relação entre os deflatores do agronegócio e da economia como um todo apresentou redução de 3,5% na comparação entre os primeiros cinco meses de 2017 e o mesmo período de 2016. Quanto ao PIB-volume do agronegócio, estima-se elevação de 4,5% em 2017. 

 

No ramo agrícola, a forte elevação do PIB-volume (+7,1%) se sobrepõe à queda estimada na relação de preços (-5,1%), de modo que, para o PIB-renda, estima-se elevação anual de 1,6% em 2017 – ligeiramente superior à estimativa anterior, de +1,4%. O relevante crescimento da produção no campo que, por sua vez, estimula indiretamente os demais segmentos do ramo, segue como principal impulsionador do PIB-volume.

 

Quanto ao ramo pecuário, a estimativa da variação anual do PIB-renda apresentou melhora relevante em comparação com os resultados anteriores, com queda menos acentuada (estimada em -0,9%). Esse resultado atrela-se principalmente à melhora na relação de preços para o ramo, especificamente na agroindústria e nos agrosserviços. Para o PIB-volume, a estimativa de crescimento segue negativa, em 1,3%, relacionada aos resultados de baixa principalmente para o abate bovino e para a fabricação de laticínios. 

 

O movimento de queda na relação entre os deflatores do agronegócio e da economia como um todo representa, por um ângulo, uma perda de rentabilidade da produção do setor frente à média da economia. Esse cenário desfavorável tem marcado, especificamente, o ramo agrícola do agronegócio. 

 

Por outro ângulo, a perda de rentabilidade do setor tem reflexo positivo na economia e na sociedade, contribuindo para o controle da inflação e para a garantia de acesso a alimentos mais baratos. Produzindo volumes crescentes a preços acessíveis, o agronegócio ajuda a garantir uma importante dimensão do bem-estar, principalmente da população tipicamente mais pobre.

 

 

Clique aqui e acesse a análise completa do PIB-renda.

Contato

pibcepea@usp.br

Equipe

Equipe

Coordenador
Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, Ph.D 
Professor titular Esalq/USP; coordenador científico do Cepea

 

Pesquisadores Cepea
Adriana Ferreira Silva, Dra.
Arlei Luiz Fachinello, Dr.
Nicole Rennó de Castro, MSc
Leandro Gilio, MSc

 

Equipe de apoio

Gustavo Ferrarezi Giachini,  Bel.

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