PIB do Agronegócio Brasileiro

O Cepea calcula o PIB do Agronegócio com apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

 

                                                                                       


 

Jan-Set/17*

PIB-Volume

6,3%

Jan-Set/17*

Preços relativos

-9,4%

Jan-Set/17*

PIB-Renda

3,7%

Boletim Cepea do Agronegócio

*Taxas anuais calculadas com base em informações disponíveis de janeiro a julho de 2017. Para a produção agrícola, considera-se as mais recentes estimativas de safra.

 

Nota técnica sobre os ajustes metodológicos do PIB do Agronegócio do Brasil.

 

PIB do Agronegócio - Dados de 1996 a 2017.

                                                                       

Comentários de janeiro a setembro/17: 

 

Como já apontado em análises anteriores divulgadas pelo Cepea, a excelente safra atual, além de estimular os demais segmentos do agronegócio, tem sido importante propulsora do crescimento do PIB-volume do setor. Ademais, nos últimos meses, verificou-se ainda uma importante recuperação da agroindústria. Consideradas informações até setembro/17, estima-se crescimento interanual de expressivos 6,3% no PIB-volume do agronegócio, sendo 17,2% para o indicador do segmento primário do setor. No caso do PIB-volume agroindustrial, que em análises anteriores demonstrava queda frente a 2016, estimativas atuais apontam alta de 1% em 2017. Como reflexo, o agronegócio pôde contribuir de forma decisiva com o crescimento, ainda que modesto, registrado pelo PIB nacional, de 0,6% nos primeiros nove meses de 2017 (em comparação com o mesmo período de 2016).


Em contrapartida, o PIB-renda do agronegócio segue pressionado pela consistente desvalorização dos produtos do setor. Esse cenário, que, por um lado, expressa uma perda relativa de rentabilidade da produção do agronegócio, por outro, tem sido importante para o controle da inflação e para garantir a manutenção do poder de compra da população, principalmente de menor renda.
No caso dos trabalhadores do agronegócio, houve relativa estabilidade da população ocupada no terceiro trimestre, frente ao trimestre anterior. Na parcial de 2017 (de janeiro a setembro), manteve-se o cenário de redução da população ocupada no setor, sobretudo para trabalhadores por conta-própria e sem instrução. Até como um impacto dessa dinâmica, o rendimento médio do trabalho do trabalhador do setor aumentou em 2017. 


No setor externo, para o período de janeiro a setembro, conclui-se que a alta dos preços em dólares não foi suficiente para compensar a valorização da moeda nacional, o que resultou em queda na atratividade das exportações brasileiras, com impacto negativo sobre a rentabilidade do produtor. Ainda assim, o volume exportado cresceu consideravelmente e se mantém em direção a um novo recorde histórico. 


Nessa edição do Boletim Cepea do Agronegócio Brasileiro, tem-se, ainda, uma síntese dos primeiros resultados de um estudo que busca mapear o mercado do agronegócio em todos os estados brasileiros.  De forma específica, buscou-se responder às seguintes questões: a) onde estão os trabalhadores do agronegócio brasileiro?; b) como o mercado de trabalho do agronegócio se distribui entre os seus diferentes segmentos em cada unidade da federação? 


Como principais resultados, verificou-se que a população ocupada no agronegócio brasileiro se concentra principalmente em cinco estados: São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná. Por outro lado, os estados com maior participação do agronegócio no mercado de trabalho estadual foram Mato Grosso, Piauí, Maranhão, Pará e Alagoas. Analisando-se por segmento, tem-se que, enquanto 60% da agroindústria se concentra nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, o segmento primário tem uma distribuição espacial relativamente mais homogênea, com destaque para Minas Gerais e Bahia, mas também para a região Sul e partes do Norte e Nordeste. 

 

Clique aqui e acesse a análise do PIB-renda.

Contato

pibcepea@usp.br

Equipe

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Coordenador
Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, Ph.D 
Professor titular Esalq/USP; coordenador científico do Cepea

 

Pesquisadores Cepea
Adriana Ferreira Silva, Dra.
Arlei Luiz Fachinello, Dr.
Nicole Rennó de Castro, MSc
Leandro Gilio, MSc

 

Equipe de apoio

Gustavo Ferrarezi Giachini,  Bel.

Ana Carolina Morais, Bel.
Marcello Luiz de Souza, Bel. 

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