PIB do Agronegócio Brasileiro

O Cepea calcula o PIB do Agronegócio com apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

 

                                                                                       


 

Jan-Mar/18*

PIB-Volume

3,2%

Jan-Mar/18*

Preços relativos

-7,6%

Jan-Mar/18*

PIB-Renda

-4,7%

 Boletim Cepea do Agronegócio

*Taxas anuais calculadas com base em informações disponíveis de janeiro a novembro de 2017. Para a produção agrícola, considera-se as mais recentes estimativas de safra.

 

Nota técnica sobre os ajustes metodológicos do PIB do Agronegócio do Brasil.

                                                                       

Comentários do 1º trimestre de 2018: 

 

Estimam-se quedas para Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio Brasileiro em 0,53% em março e em 1,19% no acumulado do trimestre. Essa baixa no trimestre é resultado das estimativas de retração de 5,16% no segmento primário, de 0,62% em agrosserviços e de 0,10% para insumos. Apenas o segmento industrial apresentou projeção de alta no trimestre (1,00%). Os recuos são estimados para o valor agregado de ambos os ramos de atividade (agrícola e pecuário).

 

No ramo pecuário, estima-se maior retração, de 1,66% em março, acumulando baixa de 2,78% no trimestre. As atividades da pecuária seguiram afetadas pela baixa demanda interna no primeiro trimestre, mas também se verificou redução da demanda internacional em algumas atividades. Tal fato tem prejudicado o equilíbrio entre demanda e oferta para as atividades que compõem o ramo.

 

Já no ramo agrícola, observa-se retração apenas no segmento primário. Como detalhado ao longo desse relatório, a referida queda na geração de renda “dentro da porteira” é derivada dos baixos preços agrícolas que veem sendo praticados desde o fim de 2017. O elevado patamar de produção de 2017 também limita as perspectivas de ampliação da produção que, em 2018, estão estimadas em 1,67%. Ainda assim, segundo a Conab, a safra de grãos a ser colhida no ano deve ser a segunda maior da história.

 

Já para a indústria de base agrícola, verifica-se continuidade da tendência de recuperação, com estimativas de crescimento para as principais atividades do segmento. Essa recuperação, por sua vez, segue impulsionada pelo aumento médio da produção agroindustrial (5,60%), diante da queda de preços, na média do trimestre com relação ao mesmo período de 2017 (-1,15%).

 

Por fim, o PIB-volume do agronegócio, calculado pelo critério de preços constantes, apresenta estimativas de alta para 2018, exceto para o segmento primário, para qual se estima relativa estabilidade. Para os segmentos, as estimativas anuais de variação são: de +2,10% para insumos, de -0,08% para o segmento primário, de +5,11% para a agroindústria e de +3,90% para os agrosserviços. De forma agregada para o agronegócio, e considerando-se preços constantes, as perspectivas para o PIB volume do agronegócio apontam expansão de 3,17% em 2018. 

 

 

Clique aqui e acesse a análise do PIB-renda.

 

PIB do agronegócio brasileiro de 1996 a 2018.

Contato

pibcepea@usp.br

Equipe

Equipe

Coordenador
Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, Ph.D 
Professor titular Esalq/USP; coordenador científico do Cepea

 

Pesquisadores Cepea
Adriana Ferreira Silva, Dra.
Arlei Luiz Fachinello, Dr.
Nicole Rennó de Castro, MSc
Leandro Gilio, MSc

 

Equipe de apoio

Gustavo Ferrarezi Giachini,  Bel.

Ana Carolina Morais, Bel.
Marcello Luiz de Souza, Bel. 

Séries de Preços

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