PIB do Agronegócio Brasileiro

O Cepea calcula o PIB do Agronegócio com apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

 

                                                                                       


 

Jan-Mai/18*

PIB-Volume

1,9%

Jan-Mai/18*

Preços relativos

-8,4%

Jan-Mai/18*

PIB-Renda

-6,7%

 Boletim Cepea do Agronegócio

*Taxas anuais calculadas com base em informações disponíveis de janeiro a novembro de 2017. Para a produção agrícola, considera-se as mais recentes estimativas de safra.

 

Nota técnica sobre os ajustes metodológicos do PIB do Agronegócio do Brasil.

                                                                       

Comentários do 1º quadrimestre de 2018: 

 

Estimam-se quedas para Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio Brasileiro em 1,17% em maio e em 2,83% no acumulado dos primeiros cinco meses do ano. Essa baixa do acumulado é resultado principalmente das estimativas de retrações de 5,46% no segmento primário e de 2,93% em agrosserviços. Os segmentos industrial e de insumos também apresentaram projeção de baixa no ano, mas em menor intensidade (-0,88% e -0,03%, respectivamente). 


No ramo pecuário, estima-se maior retração, de 2,68% em maio, acumulando baixa de 7,23% no ano. As atividades da pecuária seguiram prejudicadas pela menor demanda interna e por restrições nas exportações – como a da Rússia para suínos e da União Europeia para aves –, o que vem gerando excedentes de oferta nas atividades que compõem o ramo e pressionando as cotações. As exceções são para o mercado de lácteos, que vem apresentando produção mais restrita. 


Já no ramo agrícola, observa-se retração apenas no segmento primário. A queda na geração de renda “dentro da porteira” é derivada dos baixos preços na comparação entre períodos. Porém, cabe destacar que, na média, tem se verificado uma tendência de recuperação mês a mês desde o início de 2018, devido a um maior equilíbrio de oferta neste ano e a um impulso da desvalorização do Real frente ao dólar, que tem beneficiado a produtos de alta demanda internacional.


Para a agroindústria, em maio, foi verificada retração, revertendo a tendência de alta que vinha se acumulando de janeiro a abril. Tal reversão está atrelada à menor expectativa de alta na produção para as indústrias de origem madeireira, biocombustíveis, café, conservas de frutas e legumes, óleos, ou as retrações estimadas para têxtil e vestuário e todas as atividades pecuárias. 


Por fim, o PIB-volume do agronegócio, calculado pelo critério de preços constantes, apresenta estimativas de alta para 2018. Para os segmentos, as estimativas anuais de variação são: de 1,73% para insumos, de 1,23% para o segmento primário, de 2,01% para a agroindústria e de 2,16% para os agrosserviços. De forma agregada para o agronegócio, e considerando-se preços constantes, as perspectivas para o PIB volume do agronegócio apontam expansão, de 1,86% em 2018. 

 

 

Clique aqui e acesse a análise do PIB-renda.

 

PIB do agronegócio brasileiro de 1996 a 2018.

Contato

pibcepea@usp.br

Equipe

Equipe

Coordenador
Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, Ph.D 
Professor titular Esalq/USP; coordenador científico do Cepea

 

Pesquisadores Cepea
Adriana Ferreira Silva, Dra.
Arlei Luiz Fachinello, Dr.
Nicole Rennó de Castro, MSc
Leandro Gilio, MSc

 

Equipe de apoio

Ana Carolina Morais, Bel.
Marcello Luiz de Souza, Bel. 

Séries de Preços

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