PIB do Agronegócio de Minas Gerais

 O PIB do Agronegócio do Estado de Minas Gerais é calculado pela Cepea com apoio financeiro da Federeção da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) e da Secretaria de Agricultura, Peduária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG).
 

 

                                                                                                


 

 

Jan a Set/17

- 5,35%

Setembro/17

- 1,20%

Relatório do Mês

                                                                      

 

 Comentários de Setembro/17: 

 

O agronegócio mineiro acumulou baixa de 5,35% de janeiro a setembro de 2017, com queda de 1,20% na projeção de setembro/17. O resultado negativo da renda relaciona-se, principalmente, às reduções avaliadas nos preços de diversos produtos do agronegócio, destacando-se os observados no segmento primário agrícola, influenciados pelas grande safra de grãos observada no Brasil. Destaca-se também que algumas atividades importantes para o agronegócio mineiro, como a cultura do café e a pecuária de corte vêm apresentando baixas tanto em preços quanto em expectativas de produção.


A participação estimada do agronegócio mineiro no PIB ficou em 13,35%, com queda na participação apenas para o segmento primário, indústria e, consequentemente, serviços – ressalta-se, no entanto, que esses valores passam por revisão a cada relatório, devido à atualização das estimativas, tanto no País quanto no estado de Minas Gerais.


No segmento primário da agricultura, o resultado avaliado até setembro segue com destaque para as elevações de preço para mandioca, laranja e cana-de-açúcar. Com relação à produção, milho segue com estimativa de crescimento significativo, tendo em vista a quebra de safra verificada em 2016. Já a produção de café segue com perspectiva de queda importante, devido ao ano de bienalidade negativa, com redução de área e também produtividade – este produto exerce grande impacto para o segmento primário do ramo agrícola mineiro, tendo em vista sua grande representatividade no estado. Já no segmento primário do ramo pecuário, as atividades relacionadas à pecuária de corte seguem sendo afetadas por baixa demanda interna na ponta final da cadeia, mas também se verificam efeitos da operação “carne fraca”, ocorrida no primeiro semestre do ano.


Com relação ao ambiente macroeconômico nacional, a taxa acumulada ao longo do ano do PIB Brasileiro, que apresenta a variação em volume em relação ao mesmo período do ano anterior, calculada pelo IBGE, apresentou evolução de 0,6%, mas com destaque ao crescimento de 14,5% no segmento agropecuário. Verifica-se que a economia brasileira apresenta sinais de leve recuperação, impulsionada pelo grande volume de produção agropecuária, com consolidação da supersafra de grãos. Cabe destacar que o PIB do Agronegócio do Cepea é elaborado sob a ótica da renda, ou seja, considera as variações de preço em sua avaliação, enquanto o PIB do IBGE apresenta a evolução de volume de produção com base em um vetor de preços fixos, o que impede a comparação direta dos índices de crescimento destes indicadores. 

 

Contato

pibcepea@usp.br

Equipe

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Coordenador
Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, Ph.D 
Professor titular Esalq/USP; coordenador científico do Cepea

 

Pesquisadores Cepea
Adriana Ferreira Silva, Dra.
Arlei Luiz Fachinello, Dr.
Nicole Rennó de Castro, MSc
Leandro Gilio, MSc


Equipe de apoio
Gustavo Ferrarezi Giachini,  Bel.
Ana Carolina Morais, Bel.
Marcello Luiz de Souza, Bel. 

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