PIB do Agronegócio de São Paulo

O PIB do Agronegócio do Estado de São Paulo é calculado pelo Cepea com apoio financeiro da Federação das Indústrias do estado de São Paulo (Fiesp).
 

                                                                                           

 


O PIB do Agronegócio de São Paulo representa cerca de 20% do PIB do Brasil. Em relação à economia paulista, a participação do agronegócio é de aproximadamente 15%, gerando também perto de 15% dos empregos formais do estado. A maior parte desses empregos está na agroindústria (35%) e em serviços (47%), ficando o segmento primário com 16%. Esses números não incluem o trabalho da mão de obra familiar, importante nas propriedades rurais menores.

 

2017 Relatório Completo

 

2016 Relatório Completo

 

2015  Relatório Completo

 

2014 Relatório Completo

 

Comentários de 2017:

 

A economia brasileira voltou a crescer em 2017, após dois anos em queda. Conforme dados do IBGE (Contas Nacionais Trimestrais), o PIB brasileiro registrou alta de 1% no fechamento do ano, com a agropecuária contribuindo com 13% de crescimento. O setor de serviços cresceu apenas 0,3%, e a indústria manteve-se estável. No caso da indústria, a estabilidade não foi considerada um resultado desanimador, uma vez que nos três anos anteriores o cenário foi de queda.  


No estado de São Paulo, dados da Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) apontaram crescimento de 1,6% no PIB em 2017, puxado pelos setores de serviços (1,6%) e indústria (1,3%), uma vez que para a agropecuária o cenário foi de ligeira queda no estado (-0,03%). A fundação Seade ainda destaca que o crescimento do PIB em 2017 é o primeiro desde 2013, quando o setor cresceu 2,8%. Desde então o PIB do estado seguiu em baixa: 1,4% em 2014, 4,1% em 2015 e 3% em 2016. Com isso, a alta neste ano, mesmo representando um retorno à tendência positiva na curva de crescimento, ainda não supre as perdas acumuladas nos três anos anteriores.


Em se tratando do agronegócio, seja para o agregado nacional ou para o estado de São Paulo, o crescimento em volume da agropecuária favoreceu o desempenho do setor. Em contrapartida, em preços, o cenário foi desfavorável, predominando tendência baixista durante todo o ano.  Com isso, no balanço do ano, o agronegócio recuou 4,5% a nível nacional (PIB-renda Brasil), e 3,8% no estado de São Paulo. No agregado nacional, o desempenho ruim em preços pressionou a renda em todos os segmentos: -5,65% para os insumos, -3,67% para a agropecuária (primário), -4,4% para a indústria e -5,06% para os agrosserviços. No agronegócio paulista, o cenário foi similar, com desempenho negativo sendo registrado de ponta a ponta: quedas similares de 4,6% em insumos e agropecuária, e de 3,6% na indústria e nos agrosserviços. 


Convém destacar, que a tendência baixista dos preços relativos do agronegócio (nacional e paulista), ao passo que expressa perda de rentabilidade do setor frente à média dos demais setores, tem impacto favorável sobre a economia e a sociedade como um todo. Produzindo mais, a menores preços, o setor contribui com um maior abastecimento, com a geração de divisas e com o controle da inflação. A inflação em baixo patamar, por sua vez, é sempre muito importante para garantir o bem-estar, principalmente das parcelas com renda mais baixa da população e também para permitir a queda observada na taxa de juros. No início do ano, a taxa Selic estava em 13% a.a. e, no final de 2017, caiu para 7% a.a.

 

Contato

pibcepea@usp.br

Equipe

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Coordenador
Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, Ph.D 
Professor titular Esalq/USP; coordenador científico do Cepea

 

Pesquisadores Cepea
Adriana Ferreira Silva, Dra.
Arlei Luiz Fachinello, Dr.
Nicole Rennó de Castro, MSc
Leandro Gilio, MSc


Equipe de apoio
Gustavo Ferrarezi Giachini,  Bel.
Ana Carolina Morais, Bel.
Marcello Luiz de Souza, Bel. 

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