Estão disponíveis as agromensais de outubro/2020

Cepea, 05/11/2020 - Neste mês, confira:

 

AÇÚCAR: Ao longo de outubro, usinas paulistas estiveram firmes nos preços pedidos pelo açúcar cristal nas negociações no mercado spot paulista. Na última semana do mês, o preço médio do cristal subiu para a casa dos R$ 100 por saca de 50 kg, se aproximando do recorde nominal da série do Cepea, de R$ 100,92/saca, verificado em 28 de outubro de 2016. O suporte veio das exportações aquecidas ao longo deste ano, o que tem limitado a disponibilidade doméstica do adoçante. Esse cenário é verificado mesmo com a maior produção de açúcar na atual safra 2020/21. Leia mais.

 

ALGODÃO: Os preços do algodão em pluma subiram com força em outubro no Brasil, atingindo patamares recordes nominais da série histórica do Cepea, iniciada em julho de 1996. Na primeira quinzena do mês, a paridade de exportação seguia acima do valor pago no mercado doméstico, o que fez com que vendedores priorizassem os embarques e os novos fechamentos de exportação, mantendo baixa a disponibilidade doméstica. Leia mais.

 

ARROZ: Embora o Indicador ESALQ/SENAR-RS do arroz tenha subido pelo sétimo mês consecutivo e registrado, no dia 13 de outubro, o maior valor real da série do Cepea (considerando-se os efeitos da inflação), de R$ 106,34/sc, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul apresentou baixa liquidez em boa parte do mês. Esse cenário esteve atrelado ao fraco desempenho de vendas do fardo por parte de indústrias beneficiadoras. Assim, apesar do menor beneficiamento de arroz, as cotações se mantiveram firmes em outubro, com produtores disponibilizando apenas lotes pontuais e a valores elevados. Leia mais.

 

BOI: Após operar em alta durante todo o mês, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (mercado paulista, à vista) chegou à casa dos R$ 270,00/@ no encerramento de outubro, atingindo novo recorde real diário da série histórica do Cepea, iniciada em 1994 (os valores diários foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro/2020). Leia mais.

 

CAFÉ: Os preços domésticos do café arábica recuaram em outubro, pressionados especialmente pela queda dos valores externos. A média do Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 536,60/saca de 60 kg, baixa de 5% em relação à de setembro. Frente a outubro/19, no entanto, os preços ainda apresentam alta de 40,10 Reais por saca, ou +8,1% (valores reais, deflacionados pelo IGP-DI de setembro/20). Leia mais.

 

ETANOL: Em outubro, o volume de etanol hidratado negociado no segmento produtor em São Paulo foi 89% superior ao de setembro, sendo o maior já captado pelo Cepea na temporada 2020/21 e o terceiro mais elevado de toda a série histórica, iniciada em novembro de 2002. Leia mais.

 

FRANGO: Os preços da carne de frango e das duas principais concorrentes, bovina e suína, subiram ao longo de outubro no mercado doméstico. A proteína avícola, contudo, se mostrou como a opção mais competitiva, já que os valores desta carne se distanciaram das cotações observadas para as concorrentes. Levantamento do Cepea mostrou, inclusive, que a diferença entre os preços da carne de frango e os das concorrentes em outubro foi a maior da série, iniciada em 2004, em termos reais (as médias mensais foram deflacionadas pelo IPCA de setembro/20). Leia mais.

 

MILHO: No encerramento de outubro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (região de Campinas – SP) do milho chegou à casa dos R$ 82,00/saca de 60 kg, recorde real da série diária do Cepea, iniciada em agosto de 2004 (os valores diários foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro/2020). No dia 30 de outubro, o Indicador fechou a R$ 81,89/saca, forte aumento de 28,7% no acumulado do mês. Leia mais.

 

OVINOS: Os preços médios do cordeiro vivo continuaram subindo entre setembro e outubro na maioria das regiões pesquisadas pelo Cepea. O Rio Grande do Sul registrou a elevação mais expressiva, de 10%, seguido pelo Paraná (+3%) e por Mato Grosso do Sul (+2%). Por outro lado, os valores pagos pelos animais vivos em São Paulo recuaram 6% na mesma comparação.. Leia mais.

 

SOJA: O baixo excedente interno, o cultivo tardio no Brasil e a valorização externa elevaram os preços da soja no mercado doméstico em outubro. Ainda assim, as negociações aconteceram em ritmo lento, devido à retração dos produtores em negociar o restante da safra 2019/20. O pouco volume ofertado foi disputado por indústrias locais, que ofereceram preços acima da paridade de exportação, algo não comum de se observar. Leia mais.

 

TRIGO: As cotações do trigo em grão fecharam outubro em alta no mercado doméstico. A retração de vendedores, a postura mais ativa de compradores e o dólar elevado, que encarece as importações, deram suporte aos preços nacionais. Em relação à indústria moageira, agentes seguiram adquirindo lotes pontuais de trigo e muitos mostraram dificuldades em repassar os atuais custos elevados do cereal aos derivados (farinhas e farelos). Leia mais.

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