EXPORT/CEPEA: Volume exportado cresce no 1º semestre, mas queda no preço reduz faturamento

Clique aqui e baixe o release completo em word. 

 

Cepea, 12/08/2019 – O maior volume de algodão, milho, carnes em geral, café, etanol e frutas exportado no primeiro semestre de 2019 garantiu crescimento de quase 4% na quantidade total de produtos embarcados pelo agronegócio nacional frente ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

 

O faturamento com as vendas, no entanto, caiu. Nos primeiros seis meses deste ano, as exportações de produtos do agronegócio renderam US$ 47,8 bilhões, queda de 2,7% em relação ao mesmo período de 2018. Esse resultado, segundo pesquisadores do Cepea, esteve atrelado à baixa de 8,5% nos preços em dólares recebidos pelos exportadores. Em Real, o faturamento externo do agronegócio caiu mais de 11%, devido ao recuo dos preços em dólar e à valorização de 5,7% do Real.

 

PRODUTOS EXPORTADOS – Boa parte dos produtos exportados pelo agronegócio brasileiro apresentou alta nas vendas no primeiro semestre de 2019 quando comparado ao mesmo período de 2018. Segundo dados do Cepea, foram observados crescimento nos embarques de algodão em pluma (125%); milho (78%); café (42%); das carnes, bovina (25%), suína (24%) e aves (9%); do etanol (23%); madeira (1%) e celulose (56%). Já os produtos do complexo da soja, suco de laranja e açúcar registraram queda nos embarques reduzidos.

 

O salto no volume exportado de algodão resulta de aumentos importantes de produção no Brasil, em razão de crescimento nos preços internacionais nos últimos anos. Em 2019, o mercado firme foi reforçado pelas importações da China, no rescaldo do confronto comercial entre esse país e os EUA. Para o milho, as exportações continuam em expansão em 2019, puxada por uma demanda externa firme e pela boa produção doméstica. As carnes em geral – bovina, suína e de aves – têm mantido bom desempenho, ajudado pela redução na produção chinesa, onde os episódios de Peste Suína Africana (PSA) têm impactado negativamente a produção. Já o café manteve suas vendas externas em expansão em 2019, mas a preços menores: a boa safra mundial não tem permitido a recuperação de preços da commodity.

 

DESTINO – A China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com participação de mais de 33% do faturamento em dólares, seguida por países da Zona do Euro (16,2%) e dos Estados Unidos (7,4%). A demanda chinesa continuou concentrada nos produtos do grupo cereais/leguminosas/oleaginosas, que ficou com mais de 70% das exportações brasileiras no primeiro semestre. Outro produto importante é a carne bovina: do total da proteína brasileira exportada no período, mais de 30% tiveram a China como destino; considerando-se China e Hong Kong, o percentual se eleva para mais de 50%.   

 

SEGUNDO SEMESTRE – Embora a quantidade exportada possa continuar crescendo no segundo semestre de 2019, não há expectativas de aumento dos preços, devido à boa oferta internacional dos principais produtos agrícolas. Além disso, diante da nova reconfiguração da política comercial brasileira, o País poderá obter ganhos de comércio; no entanto, é pouco provável que esses resultados sejam imediatos e, desse modo, o faturamento em dólar do setor pode ficar abaixo do recorde atingido em 2018. Além disso, mais um fator de incerteza para o segundo semestre é o recrudescimento das relações comerciais entre China e Estados Unidos.

 

Veja relatório completo aqui.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre as pesquisas do Cepea a respeito do mercado de exportação agro aqui e por meio do Laboratório de Informação do Cepea com a pesquisadora Andréia Adami: (19) 3429-8836 / 8837 ou cepea@usp.br

15/01/2020 - ALGODÃO/PERSPEC 2020: Alto volume excedente exige mais um ano de exportação elevada - 15/01/2020 - ARROZ/PERSPEC 2020: Menor disponibilidade interna desde 1984/85 deve sustentar preços - 15/01/2020 - TRIGO/PERSPEC 2020: Câmbio alto e menor oferta interna podem sustentar preços em 2020 - 14/01/2020 - LEITE/PERSPEC 2020: Oferta limitada deve sustentar preços ao produtor no curto prazo - 14/01/2020 - CITROS/PERSPEC 2020: Baixa produção em 2020/21 pode manter preços firmes - 14/01/2020 - INSUMOS PECUÁRIOS/PERSPEC 2020: Alta do boi no final de 2019 gera otimismo para 2020 - 14/01/2020 - SOJA/PERSPEC 2020: Nova safra recorde deve exigir demandas interna e externa aquecidas em 2020 - 14/01/2020 - MILHO/PERSPEC 2020: Menores estoques devem sustentar preços em 2020 - 13/01/2020 - OVINOS/PERSPEC 2020: Preços devem seguir próximos aos verificados em 2019 - 13/01/2020 - BOI/PERSPEC 2020: Oferta restrita e demanda firme podem seguir sustentando preços em 2020 - 13/01/2020 - SUÍNOS/PERSPEC 2020: Perspectiva é de que bom cenário de 2019 se repita em 2020 - 13/01/2020 - FRANGO/PERSPEC 2020: Demandas interna e externa aquecidas devem manter preços firmes em 2020 - 13/01/2020 - OVOS/PERSPEC 2020: Preços das carnes devem determinar ritmo de comercialização de ovos em 2020 - 12/01/2020 - CAFÉ/PERSPEC 2020: Possível menor oferta em 2020 pode manter preços firmes - 12/01/2020 - AÇÚCAR/PERSPEC 2020: Produção mundial pode se retrair, após duas temporadas de superávit -
voltar
Preencha o formulário para realizar o download
x
Deseja receber informações do Cepea?

Digite este código no campo ao lado